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corrupção

01 nov12:49

Doze pessoas foram indiciadas por venda de gabarito no concurso de Coronel Bicaco

Foi concluído o inquérito policial  instaurado para apuração de ilicitudes ocorridas no concurso público municipal de Coronel Bicaco, realizado no dia 10 de julho deste ano. Foram consideradas consistentes, pela Polícia Civil, as denúncias de venda de gabaritos.

Doze pessoas foram indiciadas, incluindo o prefeito e o vice-prefeito de Coronel Bicaco, e os sócios da empresa PL Consultoria e Assessoria, realizadora do concurso. Eles foram indiciados por corrupção passiva e fraude, de acordo com o Delegado Willian Garcez.

Alguns candidatos que compraram os gabaritos das provas também foram indiciados por fraude.

O resultado do inquérito foi encaminhado à 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado.

Leia mais em: MP e Polícia Civil investigam possível fraude em concurso público da prefeitura de Coronel Bicaco

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18 set15:16

Opinião: Consciência no voto pode refletir em mais tranquilidade no trânsito

Ivo Losekann, leitor-repórter


Afirmamos que o carro que dirigimos e nossa personalidade se confundem. Quando meninos brincamos “de carrinho”. Independente da classe social. Pode ser com um carro de controle remoto ou um carro de plástico arrastado na terra. Os vídeo games de carros e corridas viciam jovens e adultos. Muitos senhores cinqüentões tem suas coleções de miniaturas de carros antigos ou modernos.

Antes de completar 18 anos, o sonho de todo jovem é fazer a carteira de motorista. A possibilidade de portar uma carteira de motorista e dirigir significa independência e é um divisor de águas. Infelizmente as estatísticas apontam para um maior número de acidentes envolvendo jovens: condutores na faixa etária de 20 a 30 anos.

Sempre convém lembrar que a metade do valor de um carro vendido vai para os impostos. E para que servem os impostos? Para garantir, entre outras finalidades, a segurança e condições de trafegabilidade em nossas estradas. Mas isso não basta. É preciso também educar e conscientizar os motoristas. Mas infelizmente isto não acontece.

Transporte X Corrupção

Acontece que o ministro dos transportes, a pasta responsável pela segurança e condições de trafegabilidade das estradas, teve que sair do cargo por motivos de corrupção.

Assim como o carro que dirigimos se confunde com nossa personalidade, a política se confunde com corrupção. Nesta semana mesmo para substituir o Ministro do Turismo, que caiu por corrupção (ou “suspeitas” de corrupção porque no Brasil todo mundo é inocente até prova em contrário) surgiram vários nomes de pessoas competentes. No entanto, a dificuldade maior foi achar alguém competente no meio político e, ao mesmo tempo, com ficha limpa.

Os ministros de pastas extremamente importantes como Agricultura e Turismo, também deixaram o governo recentemente por suspeitas de corrupção. Ora, condição imprescindível para a Agricultura são estradas decentes para o escoamento da produção, sem falar nas precárias condições dos portos. Para o Turismo, principalmente em termos de copa do mundo, também é imprescindível que as estradas estejam em condições de trafegabilidade e segurança. Mas estes ministros não levaram a sério o seu papel.

A corrupção explica muita coisa, explica porque certas coisas que deveriam andar melhor no país, simplesmente estão paradas. Explica até mesmo muitas mortes no trânsito, pois investimentos em infra-estrutura e educação não são feitos.

Somos os mesmos índios tupiniquins passivos, que deixaram se colonizar e dominar, até se tornarem extintos. Os descendentes de índios que ainda restam estão aí pelas esquinas a pedir esmola, são o que chamamos vulgarmente de bugres. No entanto, estes “bugres” passivos e que aceitam tudo estão na nossa árvore genealógica, pois de certa forma, também somos passivos e deixamos nos colonizar ao conviver e eleger corruptos e incompetentes.

Elegemos Tiririca, Maluf, Romário. Elegemos todos que lá estão, e somos complacentes com a corrupção que está aí há várias décadas, pelos mesmos caciques da política, poderosos “Sarneys” da vida, que indicam ministros sem o mínimo de qualificação, e os presidentes ou presidentas são “obrigados a aceitar” para não perderem o apoio da bancada.

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