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Porto Mauá

21 jan11:10

A história do incrível cão que pastoreia as vacas

Vilson Winkler, leitor-repórter

Na propriedade de Deniz e Ana Dacas, no interior da Vila de Campo Alegre, Porto Mauá, um cachorro de pequeno porte, marrom, de rabo pitoco, sem raça definida, dois anos de idade, que atende pelo nome de Capitão (Capito), diariamente pastoreia as vacas leiteiras desta propriedade.

Este cão nasceu no inverno de 2008, foi criado ao meio dos animais localizados nesta propriedade rural. Devido ao frio intenso daquele inverno se deitava encostado junto a duas terneiras para se aquecer, tornando-se amigo destas. Quando elas foram introduzidas ao potreiro ele as acompanhou dia e noite, retornando à propriedade apenas para se alimentar.

Com o passar do tempo, começou a conduzir ou acompanhar diariamente as vacas que se deslocam do potreiro até a estrebaria para ordenha, cena que se repete sempre nos mesmos horários, ou seja, ao amanhecer do dia e à tardinha. Em muitas ocasiões ele vem acoando para avisar que estão chegando.

Enquanto as vacas ficam embaixo do telhado da estrebaria à espera da ordenha, ele se deita num pequeno buraco localizado no centro desta estrebaria, fazendo companhia a elas até o momento de irem aos seus devidos cochos. Neste momento se levanta para brincar com os outros cachorros da propriedade e para se alimentar. Quando encerra o horário das ordenhas, ele as reconduz de volta ao potreiro, onde permanece até o horário da próxima ordenha, ou seja, permanece em companhia dos bovinos durante o dia todo e à noite.

Quando uma das vacas resolve se deitar durante este percurso de ordenha, ele vai até a ela e acoa ou bate com os pés na cabeça da mesma para que se levante e retorne à caminhada.

Como foi a realização desta reportagem

À tardinha do dia 22 de novembro de 2010, ele vinha conduzindo estas vacas na frente delas. Ao se deparar com um lagarto que se encontrava no caminho, ele correu atrás deste até não mais oferecer perigo aos bovinos. Depois retornou a condução das vacas. Ao me avistarem atrás de uma árvore pararam, mas ele prosseguiu, cruzou por mim fingindo não ter me visto para que as vacas prosseguissem o seu destino. Como elas não prosseguiram, ele retornou e veio ao meu encontro, para averiguar o que eu estaria fazendo. Fiz carinho nele e lhe disse que poderia prosseguir e ele me virou as costas e prosseguiu na sua jornada. Daí as vacas o seguiram, cruzando por mim, para seguirem o pequeno cachorro amigo/protetor, que faz parte da família destes bovinos. Esperei até o horário do regresso ao potreiro, que ocorreu por volta das 17 horas. Ele novamente à frente, reconduzindo a manada de volta ao potreiro, onde ele permaneceu até o amanhecer do próximo dia.

Fotos de Vilson Winkler

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