clicRBS
Nova busca - outros

rodovias

18 nov16:29

Estradas da região abandonadas pelo DAER

Carlos Etchichury, Zero Hora

Responsáveis pela integração de municípios produtores de soja, milho e trigo, nas regiões noroeste e central do Rio Grande do Sul, três rodovias secundárias, administradas pelo Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer), padecem da mesma chaga: rachaduras e crateras no asfalto, mato no lugar do acostamento, sinalização precária.

Ontem, a equipe multimídia do grupo RBS De Olho nas Estradas viajou pelas rodovias Rosário do Sul-São Vicente do Sul (ERS-640) e Ijuí-Maurício Cardoso (ERS-342). Na segunda-feira, os jornalistas haviam percorrido Campo Novo-Boa Vista do Buricá (ERS-220).

em Ijuí, um dos celeiros do Noroeste, e se encerra em Doutor Maurício Cardoso, na fronteira com a Argentina. A estrada está tão precária, que, em alguns trechos, o asfalto está derretendo – realidade semelhante à encontrada pela equipe na Santa Rosa-Porto Xavier (ERS-471), também administrada pelo Daer. Proprietário de um posto de combustível e sócio de uma borracharia, Ari Flores Copatti, 44 anos, já presenciou situações quase inverossímeis. Ele conta:

- Numa noite de sexta-feira, 10 pessoas tiveram pneus furados num trecho de quatrocentos metros. Já presenciei motoristas furarem os dois pneus de um veículo num mesmo buraco, consertarem, colocarem estepe e furarem um terceiro pneu.

No início da semana, ao fazerem os 30 quilômetros do traçado Campo Novo-Boa Vista do Buricá (ERS-220), os repórteres haviam deparado com uma via esburacada e sem nenhuma sinalização vertical.

CONTRAPONTO

O que diz Milton Cypel, diretor de infraestrutura do Daer

“A estrada Rosário do Sul-São Vicente do Sul (ERS-640) é antiga não está preparada para receber tráfego de veículos pesados. Ela tem problemas estruturais, mas não há previsão de intervenção mais profunda. Continuaremos fazendo operações tapa-buracos. A estrada Campo Novo-Boa Vista do Buricá (ERS-220) também continuará recendo tapa-buracos. Já a Ijuí-Maurício Cardoso (ERS-342) receberá uma intervenção mais profunda, de restauração, a partir de dezembro”

Clique aqui para ler a reportagem completa em zerohora.com

Bookmark and Share
Comente aqui
16 nov08:46

Opinião: Contraste entre arrecadação de impostos e falta de infraestrutura nas estradas

Ivo Ricardo Lozekam, leitor-repórter

Em um país de dimensões continentais como o Brasil, o transporte de cargas e o planejamento logístico são condições fundamentais para a circulação das riquezas e da produção.

Na hipótese de ocorrer uma paralisação no transporte rodoviário de cargas, o país inteiro seria paralisado, tornando-se um caos em todos os aspectos. As atividades da indústria, do comércio e da prestação de serviços para se concretizarem, dependem diretamente do transporte. Portanto um eventual colapso neste último setor, iria gerar por conseqüência, um colapso nos outros três setores.

A estrutura das rodovias oferecidas ao setor do transporte, a nação inteira, ainda é muito precária. Duplicam-se algumas vias aqui e acolá, privatizam-se outras, mas só quem está na estrada de fato, conhece as deficiências.

Só pode falar com conhecimento de causa, quem realmente conhece a realidade na prática. Imagino se um assessor direto da presidência, fosse realizar uma viagem, pelo principal caminho de entrada e saída do Mercosul, o trecho Uruguaiana-RS a São Paulo-SP. Iria se deparar com a realidade, trechos sem sinalização, sem demarcação na pista, chuva, nebulosidade, buracos, meias-pistas em curvas com precipício, um verdadeiro caos, sem exageros, basta conferir.

E os impostos, para onde vão?

Na compra do combustível para os caminhões, o óleo diesel, está embutido um ICMS de 12%. O que equivale a dizerque para cada 100 litros consumidos o governo fica com o valor equivalente a 12 litros a título de imposto. Na compra de um caminhão a alíquota de ICMS também é 12%, ou seja, se a transportadora tem 10 caminhões, o equivalente a 1,2 caminhão ela pagou de ICMS

Se os recursos em impostos que a atividade de transporte por si só, já gera fossem aplicados na estrutura do transporte não teríamos o que nos queixar.

A duplicação de parte da 386, já não era sem tempo. Também estão ampliando os principais aeroportos do país, além da tão necessária duplicação do trecho Sul da BR – 101.

Mas e o trecho rodoviário compreendido entre Uruguaiana-RS a São Paulo-SP, o principal corredor do Mercosul, quando vai ter a devida atenção ?

Já as rodovias no estado de São Paulo, estão em perfeitas condições, trafegando-se por lá parece que estamos realmente em outro país, não há o que se queixar.

Capital dos Buracos

Estas andanças todas me fazem sentir o contraste sempre que retorno a Santa Rosa. Desconheço cidade com ruas tão feias no aspecto de conservação. Quando é que Santa Rosa vai ter ruas descentes? Começaram a recapear algumas rótulas, e pequenos trechos. Nos últimos 15 dias parece que parou tudo. Foi só fogo de palha? Quando teremos asfalto descente, ruas a altura de uma cidade rica e produtiva como a nossa? Quando é que nós contribuintes vamos nos manifestar e exigir nossos direitos? O que é mais importante, prolongamento da Avenida América ou recapear as avenidas Tuparendi, Inhacorá, Santa Rosa e Borges de Medeiros?

Gostaria que alguém me indicasse no Rio Grande do Sul, uma cidade que tenha as estradas tão esburacadas e em condições tão precárias quanto a nossa. Estive em Passo Fundo recentemente, e os vereadores tinham razão, Passo Fundo que nos desculpe, quando comparado a Santa Rosa, eles não merecem o título de Capital dos Buracos.

Bookmark and Share
1 comentário
06 nov14:58

Motoristas reclamam das condições da rodovia que liga Cerro Largo a São Luiz Gonzaga

Carlos Etchichury, Zero Hora

Ausentes na pesquisa CNT Rodovias 2011, que aferiu as condições de quase 8 mil quilômetros da malha gaúcha, algumas estradas do RS também parecem esquecidas pelo poder público. São os casos da estrada Cerro Largo -São Luiz Gonzaga (ERS- 168) e do acesso aos terminais de carga do Porto de Rio Grande, um trecho de 5,4 quilômetros da BR-392 que não está sendo duplicado.

O produtor rural Milton Tonel reclama que parte da safra acaba sendo perdida na estrada

Na região das Missões, noroeste gaúcho, a rodovia que não faz parte do levantamento da CNT, é motivo de reclamações de usuários. Trata-se da estrada Cerro Largo-São Luiz Gonzaga (ERS-168), utilizada, especialmente, por caminhoneiros e produtores de grãos.

_ Mexem, gastam dinheiro, mas sempre tem buracos na pista. É pior que estrada de chão_ reclama o empresário Milton Tonel, 60 anos.

Ondulações no asfalto, falta de acostamento, buracos na pista e sinalização precária, como flagrou a equipe multimídia De Olho nas Estradas, indicam uma estrada abandonada.

Para este ano, a previsão é de que a situação só piore. Conforme o diretor de Infraestrutura do Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer), Milton Cypel, a ideia é priorizar outros trechos, em pior situação.

_Talvez no ano que vem seja possível realizar intervenções naquele trecho_complementa Cypel.


>> Leia a matéria na íntegra na Zero Hora deste domingo.


Bookmark and Share
Comente aqui
14 mar12:27

Audiência pública sobre rodovias da região está sendo realizada

Jairo Lacks, divulgação

Desde às 14 horas desta segunda-feira, o secretário estadual de Infraestrutura e Logística, Beto Albuquerque, está reunido com prefeitos, o deputado Elvino Bohn Gass (PT), comissões pró-asfalto e representantes da comunidade para debater as prioridades de investimento em rodovias da região. A audiência pública está sendo realizada no auditório da Unijuí, campus de Santa Rosa.

De acordo com o deputado Bohn Gass, a ideia é definir as principais obras a serem realizadas e buscar financiamento junto ao BNDES e banco mundial.

- A governadora contratou 900 milhões em obras no ano passado, mas não há dinheiro para concluí-las. Por isso é preciso definir as prioridades e dar continuidade imediata para as principais obras – explica o deputado.

O secretário Beto Albuquerque irá explanar sobre a situação das principais rodovias estaduais da região e irá debater com os presentes aquelas que tem vínculo estratégico regional, para então definir a realização de obras.

Jairo Lacks, divulgação

Jairo Lacks, divulgação

Jairo Lacks, divulgação

Jairo Lacks, divulgação

Bookmark and Share
Comente aqui