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Nova busca - outros

Viver Bem

03 nov16:18

Do amor ao perdão

… do perdão à paz, da paz a um mundo melhor.

A vida corre apressada o ano todo. E nessa correria falta tempo para uma boa e didática reflexão. É preciso chegar o Natal, com seus encontros festivos, ceia e troca de presentes, a reflexão em torno do nascimento de Jesus, para que surja esse momento. É quando as pessoas costumam parar para olhar em volta, para dar atenção aos que estão ao seu redor, para dar vazão a seus sentimentos maisnobres, entre eles o perdão.

É um momento de afeto que pode propiciar a reconciliação e a reparação de erros mútuos. É uma troca de presentes que vai além do mundo material. É quando acertamos nossos ponteiros para começar um novo ano do zero, sem mágoas do ano que ficou para trás. É hora de renovação, de uma nova chance.

Se Deus deu uma segunda chance para a humanidade com o envio de seu filho Jesus ao mundo, por que os homens se negam a fazer o mesmo? É uma pena que muitos só se abrem para o perdão nessa época do ano. Isso deveria acontecer o ano todo.

“Parece que está no inconsciente coletivo das pessoas essa maior predisposição ao perdão no Natal. Há um sentimento de amor e de reconciliação muito forte na sociedade nessa época”. E isso é histórico.

O escritor inglês Charles Dickens, que viveu no século 19, já dizia que o Natal é um tempo de benevolência, perdão, generosidade e alegria. “É a única época que conheço, no calendário do ano, em que homens e mulheres parecem, de comum acordo, abrir livremente seus corações”, escreveu ele.

Entretanto, existe, na verdade, certa resistência ao perdão porque perdoar, às vezes, não é nada fácil. Sendo assim, o perdão não acontece de uma hora para outra. É um processo que pode levar dias, meses ou anos. “Perdoar é um sinal de nobreza humana. Quem consegue chegar a esse ponto demonstra grande humanidade”.

Ao perdoar, as pessoas criam a possibilidade de voltar a conviver com outros e de retomar uma relação, seja ela afetiva, familiar ou de amizade. O efeito psicológico disso, tanto para quem perdoa quanto para quem é perdoado, é sempre positivo porque produz sentimentos de alívio, renovação e abre novas perspectivas para o relacionamento.

Por si só a vida, às vezes, é tão cheia de atritos e dissabores que se não houver essa disposição nas pessoas em perdoar seus semelhantes a convivência entre elas fica insustentável.

Estamos aproximando-nos do Natal mais uma vez. Que tal aproveitar o clima e buscar uma aproximação dos corações que estão distantes e, com isso, garantir um fim de ano mais feliz e de bem com aqueles que amamos e com nós mesmos?

Mara Nowaczyk, Psicóloga CRP07/19626

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27 out13:29

Psicoterapia Infantil, como funciona?

Mara Nowaczyk, Psicóloga CRP07/19626


Nossas crianças necessitam cada vez mais de uma atenção especial. Abaixo, algumas dicas para se atentar quando é necessária a psicoterapia infantil.

>> Quando é recomendável um tratamento de psicoterapia para crianças?

Aconselha-se a procura de atendimento psicológico infantil, quando há a ocorrência, por exemplo, de algum atraso no desenvolvimento cognitivo, ou psicomotor da criança, mudanças bruscas em seu comportamento, bem como, quando a mesma está suscetível a algum tipo de perda, separação ou quebra de vínculo com pessoas muito próximas. Quando enfrenta problemas em seus relacionamentos com a família, na escola ou outros meios de convivência social, de forma que estes venham a se repetir por mais de duas ou três vezes. A criança também pode apresentar sintomas de patologias infantis, os quais devem ser averiguados a partir de suas características e tempo de duração desde a sua manifestação.

>>  Como são realizadas as sessões de psicoterapia infantil?

Inicia-se pelo acolhimento da demanda (situação problema) geralmente trazida pelos pais ou responsáveis, o que possibilita ao psicólogo compreender o caso e obter as principais informaçõesa cerca da vida da criança e de sua família, o que facilitará no posterior atendimento à criança. O atendimento propriamente dito constitui-se em sessões de ludoterapia, “hora de jogo diagnóstica”, como também podemos chamar. A hora de jogo diagnóstica constitui um recurso ou instrumento técnico que o psicólogo utiliza dentro do processo psicodiagnóstico com a finalidade de conhecer a realidade da criança trazida em consulta. A atividade lúdica, desenvolvida através do brincar traduz uma forma de expressão própria, assim como a linguagem verbal é para o adulto, Woscoboinik (1981) apud Ocampo (1995).

Cada hora de jogo diagnóstica significa uma experiência nova, tanto para o entrevistador como para o entrevistado, ou seja, psicólogo e paciente. Implica o estabelecimento de um vínculo transferencial breve, cujo objetivo é o conhecimento e a compreensão da criança. Nela serão observados e analisados os seguintes indicadores: escolha de brinquedos e de brincadeiras, modalidades de brincadeiras, personificação, motricidade, criatividade, capacidade simbólica, tolerância à frustração e adequação à realidade.

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16 set16:39

A falta que nos conduz à vida

Mara Nowaczyk, psicóloga CRP07/19626

Por vezes nos deparamos com a estranha sensação de incompletude, sugerindo-nos a falta de algo, ou de várias coisas que acreditamos ou imaginamos carecer. Quem nunca sentiu essa quase indefinível sensação de necessidade e carência dentro de si? Para alguns ela pode ser intensa, para outros se apresenta menos profunda.

No entanto, uma vez ou outra na vida, nos encontramos com esse sentimento, o qual, talvez, nem consigamos definir ou compreender realisticamente. Este é um tema que foi bastante estudado pela filosofia, psicologia e pela literatura, trazendo grandes contribuições à base de conhecimento que temos hoje. Na mitologia grega, por exemplo, sabiamente, a carência era colocada como a origem de tudo que desejamos na vida. Para eles, esse gosto de escassez, de insuficiência, de insatisfação é a grande faísca que dá partida às nossas ações, planos e sonhos, diz a professora de mitologia Helenice Hartmann.

Saber disso gera alívio. Muita gente não consegue identificar esse sentimento que nos angustia, e mal percebe que ele está ali presente. Ao dar um nome para tal sentimento difuso, mas insistente, a vida pode se reorganizar de uma maneira diferente. Podemos reconhecer o que nos incomoda e, mais que isso, observar como essa falta primordial é capaz de conduzir, nem sempre de uma maneira mais sábia, a maioria dos nossos movimentos existenciais. Com base nessa nova consciência, é possível, então, um maior equilíbrio de nossos desejos: já sabemos o que os origina, e assim podemos administrá-los melhor. Se admitimos que essa falta jamais será preenchida com as ilusões do universo material, ou mesmo emocional, vamos atenuar a fome com que nos atiramos às pessoas e às coisas. Dessa maneira, é possível nos contentarmos mais com a vida, e até nos alegrarmos e nos sentirmos gratos com o que já temos, pois atendemos a essa necessidade de outra forma. “Não se trata de suprimir o desejo, mas de transformá-lo: de desejar um pouco menos aquilo que nos falta e um pouco mais aquilo que temos; de desejar um pouco menos o que não depende de nós e um pouco mais aquilo que de fato depende”, sugere o filósofo francês contemporâneo André Comte-Sponville. Sem dúvida, isso já é um ótimo começo.

A descoberta da falta

Saber que existe esse vazio interno pode se tornar uma descoberta fascinante. Existe até um filme (A Falta Que nos Move), da diretora Christiane Jatahy, que fala dessa necessidade primordial do ser. Para realizá-lo, uma de suas fontes de inspiração foi o filósofo alemão Arthur Schopenhauer. Segundo ele, o sentimento de ausência é o movimento precursor da busca que o ser humano empreende em sua vida: a procura pela realização pessoal, pelo relacionamento com o outro e pela felicidade. “Todo desejo nasce de uma falta, de um estado ou condição que não nos satisfazem: portanto, enquanto não for satisfeito, ele é sofrimento”, escreveu o pensador. Outro que se aprofundou nesse tema no século 20, e que também influenciou Christiane Jatahy, foi o psicanalista francês Jacques Lacan. Ele afirmava que esse vazio primordial alimenta a procura do homem por sua própria verdade. Portanto, para Lacan, a falta não é, em si, negativa ou indesejável, mas o poderoso estopim de uma busca interna que pode se tornar reveladora.

Ainda teríamos condições de falar e expor muito mais sobre o assunto. E até mesmo vê-lo sob diferentes sentidos, já que as reflexões que o mesmo nos instiga e nos revela ao pensarmos sobre, são vastas. Nesse sentido, deixo a vocês leitores, a mensagem do escritor francês Matthieu Ricard, descrita em seu livro Felicidade, a fim de vislumbrarem aqui mais reflexões a cerca do tema:

Ele complementa a idéia do texto:

“Somos responsáveis pela escassez que nos aflige. Não nascemos sábios, nos tornamos”. É a sabedoria, portanto, que nos ajuda a encontrar o bom caminho para transcender aquilo que nos falta.

Lembrando que, se algo nos aflige, nos incomoda, ou nos falta, graças à Deus, é porque estamos vivos! Se nada nos faltasse, se nada desejássemos, nossa vida não teria sentido. E só não deseja, só não busca algo mais para preencher a falta àquele que já morreu.

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05 set16:14

Qualidade de Vida, você tem?

Mara Nowaczyk, psicóloga CRP07/19626

Uma pesquisa realizada recentemente aqui no Brasil buscou saber o que as pessoas, de modo geral, entendem por qualidade de vida e como designam isso quando questionadas. A pergunta era uma só: o que é para você qualidade de vida? Todos, sem exceção, responderam que qualidade de vida seria morar bem, comer bem, usufruir de saúde, ter um trabalho bem remunerado; que dê para pagar o essencial e ainda sobre um pouco para o supérfluo.

Interessante que muitas das respostas incluíam a palavra “supérfluo” para designar o que não lhes era essencial. E quando questionados então, sobre que não era essencial – o que era supérfluo, as pessoas responderam: teatro, cinema, comer fora e viajar.

Com a resposta do que é supérfluo pôde-se compreender o porquê da dificuldade em saber realmente o que é qualidade de vida. Entendo que cultura, diversão não são supérfluas, mas sim um direito de todos em poder usufruírem, pois supérfluo é aquilo que não desejamos, que não precisamos, que não faz nenhuma diferença para melhorar em nossa vida. Dessa forma, as respostas apenas confirmam o que a maioria de nós pensa, que nossa qualidade de vida depende exclusivamente de fatores externos.

Temos a tendência de acreditar, por uma questão de educação e que já faz parte de nossa cultural ocidental, que tanto as dificuldades quanto o bem-estar vêm de fora e num tempo futuro. É por isso que procuramos a felicidade numa cara metade que um dia, acreditamos, ainda vamos encontrar; no aumento de salário, no apartamento que vamos comprar, na aposentadoria, quando muitos têm a certeza que aí sim poderão se divertir a valer. Apostando nas soluções fora colocamos nossas frustrações na incapacidade do companheiro ou companheira de nos fazer feliz e aquietamos nossas angústias, ansiedade, medo, solidão, nas compras, num passeio no shopping, na bebida e até nas drogas.

Muita ilusão. Nossa vida é criada, sempre, de dentro para fora. A crença no contrário e as atitudes desencadeadas por essa crença têm se mostrado responsáveis por muita dor e sofrimento, por relacionamentos conturbados, angústia, estresse, conflitos…

Se qualidade de vida fosse somente morar e comer bem, ter saúde e um emprego com um bom salário, como justificar as pessoas que têm tudo isso e são infelizes, estressadas, mal-humoradas, estão sempre se queixando? Qualidade de vida é mais do que isso. É principalmente a capacidade para transitar de forma equilibrada pelos desafios do dia-a-dia, desafios que devem ser contornados, superados, na medida do possível.

E na verdade é isso que todos queremos, ansiamos. Capacidade para fluir pelo cotidiano de maneira tranquila, segura e criativa. E é possível, desde que coloquemos o nosso foco no lugar correto, transferindo-o de fora para dentro. É aí que estão as respostas. Os mais respeitados sábios, filósofos já diziam… É de Sócrates a célebre frase: “Conhece-te a ti mesmo.” Agora eu pergunto: Como podemos nos conhecer olhando para fora?

O Manual de instruções dentro de nós

Qualidade de Vida é saber usar nossos recursos internos. Isto está comprovado em pesquisa realizada pela escritora e terapeuta em qualidade de vida, Sandra Rosenfeld. Mas como, sem saber que recursos são esses? Muitos dizem que não viemos com manual de instruções, porém o fato é que a maioria de nós passa a vida toda procurando esse manual fora, quando ele está dentro. Essa busca incessante no lugar errado é motivo de muita ansiedade e decepção.

Não é possível se pensar em qualidade de vida sem ter as rédeas da própria vida. Sem ter o controle sobre o que se pensa, fala e faz. A maioria de nós vive no piloto automático. É por isso que fazemos e falamos coisas que no arrependemos depois, é por isso que raramente estamos aonde deveríamos estar, no momento presente e é também por isso também que quando vimos o tempo passou rápido demais…

Há um pensamento que diz: “Quando não estamos no aqui e agora, olhamos, mas não enxergamos, ouvimos, mas não escutamos, comemos, mas não saboreamos.”

Qualidade de vida se cria de dentro para fora, é um processo de auto-desenvolvimento que permeia todas as áreas da vida.

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27 ago10:42

Dia 27 de agosto, Dia do Psicólogo

Mara Nowaczyk, psicóloga CRP07/19626


Parabéns a todos os profissionais que dedicam suas vidas ao cuidado do Outro, seja em que contexto for: escola, empresa, hospital, clínica, instituição social… Pois sempre o estará cuidando de outras vidas, atentando insaciavelmente ao valor humano dentro das demandas existes. Buscando compreender, analisar e agir da melhor forma possível até onde lhe for capaz modificar e transformar, pois, que quem ama o que faz, o que escolheu, tentará mesmo em meio a obstáculos fazer o seu melhor, não simplesmente trabalhar por trabalhar ou para o tempo passar.

Quero parabenizar e ressaltar minha admiração àqueles profissionais que incorporam de fato o objetivo primordial de seu fazer: amar as pessoas – nossos clientes, como elas são, sem julgar seus erros ou seu passado, mas sim acolhê-las e valorizá-las em seus aspectos positivos, ajudando realisticamente – não falsamente, naquilo que lhe é solicitado, constituindo-se por momentos na única pessoa capaz de entender o sofrimento do outro ou lhe servir como base apoiadora, força de sustentação.

Creio que quando deixamos de olhar somente à nossa própria ferida, e conseguimos enxergar que existe alguém ao nosso lado em estado pior, ou carecendo de um olhar, de uma ajuda, todos nós como seres humanos podemos ser um pouco psicólogos solidarizando-se e estendendo a mão ao próximo. Quando reclamamos que o mundo não anda bom, lembremo-nos então de como temos contribuindo para que ele ande melhor…

Tenham todos um ótimo final de semana.

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17 ago17:29

A vida é movimento, trânsito é vida

Mara Nowaczyk, psicóloga CRP07/19626


Por que tanta insegurança e necessidade de nos impormos, perante a sociedade e disputarmos uma supremacia com nossos semelhantes, quando estamos atrás de um volante? Qual o poder que nos é conferido? O poder de uma arma. O apelo que o automóvel exerce como símbolo de poder, potência e status, é aproveitado com grande criatividade pela propaganda em todo o mundo.

O nosso trânsito caótico, com milhões de carros (em boas e péssimas condições), é conduzido diariamente por bons e maus motoristas, por pessoas em todos os estados emocionais, por pessoas sonolentas, alcoolizadas, doentes e muitas vezes, drogadas. O resultado de nossa experiência diária e vivida é, em muitos casos, os surtos sofridos pelas imprudências praticadas, por nós e pelos outros.

Não basta sermos devidamente habilitados, não basta sermos atentos, não basta sermos conscientes. A direção de um veículo é um ato de alto risco, em qualquer lugar, em qualquer momento e infelizmente, somente quando passamos por um acidente, é que a nossa mente fica alerta. Porém, é por poucos minutos. Logo esquecemos o incidente.

De pouco adiantam as leis e as punições. A mudança de atitudes e uma nova cultura são fundamentais para a preservação da vida. Por que não preservamos mais a nossa vida e a vida dos outros? No dia em que realmente nos comportarmos com responsabilidade, e nos lembrarmos que até mesmo no trânsito, precisamos ter uma boa convivência social, aí sim, seremos seres fortes e influentes. Seremos seres humanos realmente superiores.

A VIDA É MOVIMENTO. TRÂNSITO É VIDA !!!!

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04 ago14:34

Saiba se você está em dia com sua saúde mental

Mara Nowaczik, psicóloga CRP07/19626


Dia 5 de agosto comemora-se o Dia Nacional da Saúde. Aproveito a oportunidade da data para falar sobre como podemos cultivar uma boa saúde mental em nossa vida, que se reflita num sentimento de bem-estar com nós mesmos e com os outros.

Muito mais do que ausência de doença mental, saúde mental corresponde à maneira pela qual cada pessoa harmoniza e equilibra seus desejos, ambições, habilidades ideais e sentimentos com a sua consciência, a fim de enfrentar as dificuldades da vida. Também significa harmonia e maneira como as pessoas vivem em suas famílias, na escola, no trabalho, nos divertimentos e com todas as suas relações na comunidade.

Como agem as pessoas com boa saúde mental

Estão satisfeitas consigo mesmas: não se sentem dominadas por emoções tais como temores, ira, amor, ciúme, culpa, ou preocupação. Enfrentam vicissitudes da vida com serenidade. Aceitam-se, são tolerantes e pacientes consigo e com os outros. Não subestimam nem superestimam suas habilidades e aceitam suas imperfeições. Encontram satisfações nos pequenos acontecimentos diários.

Pensam com realismo a respeito dos outros e “sintonizam” com as pessoas com quem se relacionam: são capazes de amar e de compreender os interesses dos demais, mantendo relações pessoais satisfatórias e duradouras. Gostam e confiam em outras pessoas, sendo receptivas ao amor e confiança destes. Não dominam os outros nem se deixam dominar, respeitando as diferenças individuais. São responsáveis com relação aos outros, pois sentem que fazem parte de um grupo e não vivem isoladamente.

São capazes de superar obstáculos: possuem e são capazes de pôr em prática as capacidades para manejo adequado dos problemas da vida. Dessa forma regulam sua conduta objetivamente, conforme as circunstâncias. Tomam iniciativa face às dificuldades. Aceitam responsabilidades. Ajustam-se ao ambiente quando preciso e modificam-no quando possível. Planejam o futuro, estabelecendo por si mesmos objetivos realizáveis. Aceitam novas experiências e novas idéias. São capazes de pensar por si e de tomar decisões, usando suas capacidades naturais e dedicando-se a tudo que fazem, desfrutando de prazer e felicidade em sua vida.

“O homem natural e o que apresenta por algum motivo, problemas de aspecto mental têm características similares, sendo a diferença entre eles, fundamentalmente, uma questão de quantidade ou intensidade, frequencia e adequação das suas reações”.

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A psicóloga Mara está à sua disposição. Envie um e-mail para mara.psicoterapia@gmail.com ou deixe seu comentário no site.

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02 ago11:54

Importância da mãe na vida do filho

Mara Nowaczik, psicóloga CRP07/19626


Atualmente, muitas mulheres, necessitam dividir seus afazeres do trabalho com a tarefa de ser mãe, esposa, dona de casa e ainda conseguir tempo para cuidar da saúde do corpo, beleza e outras coisas, não esquecendo aqueles que lhes são muito especiais: os filhos.

As mães podem compensar o tempo que permanecem longe de seus filhos de diversas formas, sendo que pequenas atitudes, às vezes, podem se mostrar bastante significativas para eles, para que se sintam valorizados e reconhecidos.

“Prestar atenção ao que filho gosta de fazer, acompanhar seu desempenho na escola, alimentação e o mais importante, realizar tarefas ao lado da criança, sejam elas de lazer ou educação e responsabilidade. Este é o caminho”.


A mãe representa pontos cruciais na formação do ser humano. É a partir dos conceitos passados por ela que se desenvolverão habilidades no trato social, familiar e psicológico da criança. A harmonia da casa, o bom relacionamento com o marido e a satisfação própria como mulher devem caminhar juntos para um ambiente familiar saudável.

Facilmente percebe-se que a ligação da mãe com o filho é mais intensa, porque foi no útero da mãe que o bebê recebeu seus primeiros cuidados, como a alimentação, calor, proteção e conforto. É por meio do cheiro, da audição, do paladar que a criança se liga mais à mãe após o nascimento, pois foi dentro do corpo dela que ele sentiu essas primeiras sensações. O próprio ato de a mãe oferecer o peito e o bebê mamar já é uma ligação forte entre os dois.

Tempo X afeto. Como administrar?

Nos casos dos bebês, o ideal é que as mães permaneçam no mínimo duas horas com a criança. Em muitos casos, a ausência faz com que os bebês se identifiquem com quem cuida como avós e babás, e, naturalmente, acabam rejeitando o colo da mãe. Outra dica é aproveitar a hora de dormir para cantar para o bebê, já que no útero ele estava habituado a ouvi-la.

Nas crianças com idade de três a sete anos é realmente importante que a mãe participe de brincadeiras com os filhos. A partir dessa idade até a pré-adolescência, a criança começa a entender e a sentir mais necessidade da presença do pai em sua vida. Sobre a importância do pai na vida do filho falaremos subsequentemente.

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27 jul17:28

Conflitos conjugais, fator de risco para os filhos

Mara Nowaczyk, psicóloga CRP07/19626

Os conflitos conjugais têm sido amplamente investigados em pesquisas, especialmente por seu impacto no desenvolvimento dos filhos. É importante reconhecermos o quanto esses conflitos além de gerar infelicidade ao casal também produz angústia e insegurança aos filhos quando expostos frequentemente a essa situação.

Embora todas as uniões matrimoniais sejam caracterizadas por algum grau de conflito, os conflitos não envolvem apenas emoções negativas, podendo envolver também aspectos positivos, já que os conflitos podem ser destrutivos ou construtivos conforme o manejo dos indivíduos, e, enquanto alguns podem resultar em insatisfação e infelicidade, outros podem levar a melhoras nas relações entre a família.

Estratégias destrutivas X Modelo de Desenvolvimento


São consideradas estratégias destrutivas aquelas que envolvem agressão ou violência física, isolamento, submissão, agressão ou hostilidade verbal, perseguição, ameaças à união da família e exposição das crianças aos conflitos. Discussões calmas, com demonstrações de apoio e de atitudes que favoreçam a resolução dos problemas, não geram reações negativas nos filhos, sugerindo que a exposição a conflitos menos intensos, ainda que frequentes, não parece prejudicial.

A exposição a alguns tipos de conflito pode até servir de modelo para o desenvolvimento de habilidades de resolução de problemas ou estratégias de enfrentamento nos filhos (GRYCH; FINCHAM, 1990). No entanto, a maioria dos filhos de casais violentos acaba por presenciar episódios agressivos dos pais, que, por sua vez, estão mais intimamente relacionados a problemas de comportamento nos filhos, sendo que a exposição a situações conflituosas frequentes e intensas, envolvendo agressão física, acarreta maior sofrimento à criança. Nesse caso, crianças expostas a altos níveis de conflito estão mais propensas a desenvolverem uma série de problemas emocionais e de comportamento durante a infância, entre os quais, baixa auto-estima, pobre interação com os pais, depressão, problemas de saúde, distúrbios de sono, dentre outros.

Sendo que é em casa que as crianças constroem a habilidade para resolver conflitos, por meio da participação e observação de situações conflituosas, é importante lembrar que há uma grande tendência hoje de rotular comportamentos agressivos como disfunções de comportamento a partir de termos patológicos, indicando a criança como motivadora do comportamento considerado “problema”. É preciso cuidado neste julgamento! Quais os exemplos que ela tem recebido?

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25 jul16:32

Faz algum sentido?

Mara Nowaczyk, psicóloga CRP07/19626


Como o arco-íris que não existe por si mesmo, mas que é resultado da interação entre nosso olho e a refração da luz nas gotículas de água, o significado da existência também nasce de uma parceria entre nós e aquilo que achamos que é a realidade. É uma atribuição ao que vivemos e experimentamos. Somos nós que atribuímos, ou não, um significado para ele, com base no que vivenciamos e entendemos do mundo.

Por que será que precisamos tanto atribuir um valor especial para a vida? E quais os fatores que nos ajudariam a vivê-la mais plenamente?

Mesmo quando achamos que a vida não tem nenhum sentido, estamos atribuindo um sentido para ela: o de que a existência é absurda, caótica, sem significado ou coerência. Esse olhar por si só já carrega vários sentidos. Muitas pessoas acham que a vida é ruim, injusta, desagradável e até negativa. Agora, pergunte para uma pessoa que está vivendo uma grande paixão o que ela acha da vida. Ou a uma criança brincando num parquinho. Ela nem vai querer perder tempo em responder a essa questão, tão interessada que está em viver. Quem acha que a existência não tem sentido é porque perdeu seu encantamento por ela. Está desapaixonado pela existência. E qualquer coisa que não nos apaixona automaticamente, nos desinteressa. Nessa condição, tudo fica cinzento, com cara de dia nublado. Somos seres que precisam de significado, seja no trabalho, seja nos relacionamentos ou nos seus projetos. O sentido ativa nossa emoção – como o nome diz, aquilo que nos move para a ação.

Se apaixone pela vida! Ame-a!

Ele nos devolve o prazer, o desejo de interagir, de criar. Um dos segredos, então, é se apaixonar novamente por ela, descobrir seu encanto. Esse estado de graça geralmente nasce de uma harmonia interior, essencialmente espiritual, que se traduz depois numa harmonia exterior. Para a maioria de nós, o sentimento de plenitude surge quando sentimos que estamos realizando o propósito do que viemos fazer nessa vida, algo que é único e individual. Aí a existência se reveste de sentido e beleza.

Para levarmos então uma vida menos conturbada e com um estado de ânimo mais positivo, independente do sentido que cada um atribui a ela, é essencial que saibamos ou aprendamos levar a vida com mais senso de humor, evitando o desenvolvimento de problemas ou situações estressantes que podem ser remediadas. Outro meio é ter como pressuposto básico em nossa vida, o sentimento de amor. Ou seja, de amar. Isso mesmo, “o amor dá sentido à vida mesmo que ela não tenha sentido ou propósito”.  O amor – em todas suas formas – é crucial para os seres humanos e uma das coisas que fazem com que valha a pena existir.  Com ele é mais fácil enfrentar a incerteza, a fragilidade e a imprevisibilidade da existência.

Priorizar o que está acontecendo a cada instante, considerar como a mais importante do mundo a pessoa que está a seu lado naquele momento e fazer tudo que estiver ao seu alcance para torná-la feliz, por si só faz você viver a vida com muito mais sentido, e com muito mais amor, sem medo de ser feliz.

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A psicóloga Mara está à sua disposição. Envie um e-mail para mara.psicoterapia@gmail.com.

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