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21 nov15:11

Supervalorização do piso regional preocupa empresários das Missões

Empresários gaúchos estão apreensivos com a proximidade do período de reajuste do salário mínimo regional. Eles defendem que os estados brasileiros que adotaram a política do piso regional criaram menos empregos e também apresentaram menor crescimento da renda média per capita.

_Existe uma supervalorização do mínimo regional, e nós somos contra que as pequenas e médias empresas é que tenham que arcar com o ônus_ destacou o empresário e presidente do Sindilojas Missões, Luiz Carlos Dallepiane.

Segundo ele o Sistema Fecomércio, a Farsul, Fiergs, Federasul, FCDL elaboraram um documento e entregaram ao governo do Estado, pedindo análise criteriosa sobre o impacto que o piso regional vem causando às empresas e uma revisão na regra do mínimo nacional.

_Entre julho de 2000 e setembro de 2011, o salário mínimo nacional teve um aumento nominal de 260,9%, sendo que, no mesmo período, o INPC (Indice Nacional de Preços ao Consumidor) variou 110,8%_destacou Dallepiane.

Durante o Governo Lula, o mínimo nacional experimentou um aumento nominal de 155% e, que no mesmo período, o INPC foi de 57%.

_Estamos pedindo uma revisão disso tudo. Antes de quantificar queremos que o governo estude o impacto que cada centavo vai gerar. Para ter dimensão do que vai causar cada índice concedido. E precisamos que ele faça isso antes de janeiro, que é o mês do reajuste anunciado_ acrescenta o presidente do Sindilojas Missões.

Informações: Edna Lautert, Assessoria de Imprensa Sindilojas Missões

>> Clique aqui para assistir ao vídeo gravado com a economista da Fecomércio-RS, Patrícia Palermo, que alerta para os quatro principais pontos que fazem do mínimo regional e de regras fixas para seu reajuste anual um mau negócio para o Estado.


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