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31 out13:03

VIDA ÚTIL: Você acha que prevenir é melhor do que remediar,ou que, quem procura acha?

Kelly Cristina Meller*

O ditado popular já diz tudo por si só. Há pouco tempo, o ex-presidente Lula anunciou que deixara de fumar suas cigarillas. O fato não é este, e sim quantos cigarros ele tenha fumado até este dia, o que pode ter sido uma das causas de sua doença. Repercutiu neste domingo a manchete de que Lula está com câncer de laringe e começará o seu tratamento nesta segunda-feira. Assim, acontece todos os dias, famosos e pessoas como nós, são acometidas por esta doença, num índice assustador. Na semana passada, participei do XI Congresso Brasileiro de Enfermagem Oncológica, onde, no intervalo apreciei uma sessão de autógrafos do ator global Herson Capri, no qual escreveu uma das várias histórias do livro “Sem medo de Saber”, de Ilan Gorin. O livro é uma abordagem provocativa e instigante sobre a importância do diagnóstico precoce do câncer. São belas e vencedoras histórias sobre a luta contra esta doença. Os autores são pessoas conhecidas, alguns atores e jogadores e outros os seus próprios familiares.

Talvez seja um pouco de utopia realizar um exame, por exemplo, para se aparecer algum achado por acaso, fazer uma detecção precoce desta doença. Num país como o Brasil, que a maior parte da população não têm acesso nem mesmo à um serviço de emergência quando necessita, pode até parecer piada. Mas, gostaria de compartilhar que esta idéia existe, e que a maior experiência mundial no diagnóstico precoce do câncer é a japonesa. Onde já existe protocolo de exames realizados anualmente com cobertura pelo Ministério da Saúde, e, outras condutas semelhantes são de clínicas privadas. Este livro que acabei de ler, cita os diversos casos da doença e das novas tecnologias de exames para o seu diagnóstico, que fazem dele uma importante ferramenta no combate do câncer e o motivo de divulgá-lo aqui.

“ Descobri que estava com câncer depois de fazer um RX de tórax. Não sentia nenhuma dor nem suspeitava de nada. Eu ia fazer uma lipoaspiração no abdômem para interpretar Jesus Cristo em nova Jerusalém, um personagem muito mais magro do que eu, e nos exames pré-operatórios a minha mulher, que é médica, fez questão que eu fizesse também uma radiografia dos pulmões. O cirurgião plástico, na época não pediu esse exame, mas minha mulher insistiu para que eu fizesse. E aconteceu comigo o que os médicos chamam de um achado, isto é, a descoberta de um tumor maligno sem que houvesse nenhum sintoma dele. A radiografia mostrou um nódulo já grande. Uma coisa que eu falo, principalmente para quem fuma ou já fumou, é que a prevenção é o melhor remédio para o câncer. Mais uns meses e eu teria morrido. O nódulo estava muito próximo de colar nas paredes do tórax e no coração. Se isso acontecesse, eu não estaria mais aqui. Fiz tomografia para detalhar tudo e meu médico me encaminhou para cirurgia imediatamente.Apesar de ter sido muito dolorido, o pós-operatório foi um sucesso. Um mês depois da cirurgia, eu estava interpretando Jesus. A minha saúde está muito boa. Corro, jogo futebol, nado, pratico várias atividades físicas. Tenho percebido que a quimioterapia e a radioterapia estão cada vez mais avançadas. Fico impressionado com os resultados positivos que tenho visto em várias pessoas. Eu costumo fazer uma certa propaganda a favor da prevenção. Não quero dar conselhos à ninguém, mas, da mesma forma que um exame salvou a minha vida, outros exames podem salvar a vida de muita gente. Quando somos jovens e estamos cheios de coragem e energia, é quando nos sentimos fortes e abusamos, levamos uma vida desregrada, nos alimentamos mal, bebemos, fumamos, enfim, cometemos todos os pecados da juventude. Se houver exageros, haverá um preço a pagar. Eu fumei durante muito tempo, dos 12 aos 43 anos. Parei em 1993 e descobri o câncer em 1999. Pelas características e tamanho do tumor, ele se formou ainda na época em que eu fumava. O que mudou na minha vida e na minha maneira de encarar as coisas, depois da cirurgia, e que sou uma pessoa mais feliz. É claro que isso se deve à outros componentes, como a maturidade, o casamento bem-sucedido, filhos amados, etc. Mas, sem dúvida a descoberta daquele nódulo foi um marco na minha vida. Eu descobri, por exemplo, que nenhum investimento é melhor do que viajar. Acho que viajar traz um retorno muito maior do que investir em apartamentos, carros, coisas desse tipo. Também fiquei mais tolerante, mais bem-humorado, com mais alegria de viver e menos apegado as coisas materiais”, relata o ator Herson Capri, em uma das histórias de “ Sem Medo De Saber”.

Kelly e o ator Herson Capri em tarde de autógrafos do livro “ Sem Medo De Saber “, em Gramado/RS durante o  Congresso

* Kelly Cristina Meller é Enfermeira, especialista em Terapia Intensiva, Mestre em Ciências da Saúde PUC/RS e repórter sobre saúde deste site.

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28 out12:27

NÃO É CÉU: A espiral do silêncio

Eduardo Matzembacher Frizzo*


Quem abriu algum jornal nos últimos meses, certamente se deparou com a seguinte manchete: “Caso Bruno”. Da mesma maneira, quem acompanhou os noticiários do país nos últimos anos, com certeza leu outras manchetes semelhantes: “Caso Richthofen”, “Caso Isabella”, “Caso João Hélio”, “Caso Madeleine McCann”, “Caso Daniela Perez”, etc. O que isso demonstra, é o fato de que de tempo em tempo sempre aparece algum crime que pela divulgação maciça da imprensa acaba gerando uma enorme comoção popular, de modo que todas as atenções são voltadas para as repercussões desse crime em incontáveis desdobramentos jornalísticos. O que cabe comentar não é a natureza dos crimes, mas a razão de tantas pessoas se sentirem comovidas por esses casos ao ponto de vibrarem com a condenação dos acusados, como aconteceu quando da leitura da sentença do Casal Nardoni.


Ao que parece, não é o crime em si que gera tamanho clamor, mas sua excessiva divulgação pela imprensa, a qual, de uma ou de outra forma, produz uma visão excessivamente unilateral dos acontecimentos. Essa unilateralidade, porém, aparenta certa imparcialidade que não condiz com o próprio vício da imagem que existe nos meios televisivos, por exemplo. Não existe a menor dúvida de que o destino do casal Nardoni poderia ser completamente diferente não fosse a atenção que o assassinato de Isabella Nardoni recebeu da imprensa. De forma idêntica, a discussão acerca da possibilidade de redução da maioridade penal não teria tamanha força nos últimos anos não fosse a cobertura intensa do assassinato do menino João Hélio no Rio de Janeiro ou o caso de estupro e assassinato de Liana Friedenbach em São Paulo.


Esse jornalismo preocupado com a divulgação desses crimes em todos os seus pormenores, aponta uma tendência da sociedade contemporânea relacionada com a “eleição” de determinados sujeitos que servem como uma espécie de expiação para as pessoas extravasarem uma indignação contida que em outros casos jamais chegaria a acontecer. Somando isso ao trato que certos apresentadores de televisão dão aos crimes, marcado por um pedantismo quase religioso que geralmente liga o crime com a ausência de fé em Deus ou com a ineficácia do Estado, forma-se um pano de fundo extremamente propício à profusão de opiniões que muito dificilmente irão se diferenciar daquela presente em grande parte da população, o que ocorre justamente pela atenção que a imprensa dá a esses casos.


Isso tudo lembra a Teoria da Espiral do Silêncio, de autoria da pesquisadora alemã Elisabeth Noelle-Neumann. Segundo Noelle-Neumann, os indivíduos buscam a integração social através da observação da opinião dos outros, procurando se expressar dentro dos parâmetros defendidos pela maioria com a intenção de evitar o isolamento. Nesse sentido, as pessoas tendem a esconder opiniões contrárias à ideologia majoritária, dificultando assim a mudança de hábitos com a finalidade da manutenção do seu status social. Essa opção pelo silêncio ocorre pelo medo da solidão social, onde as pessoas, influenciadas pelo que os outros dizem ou pelo que poderiam dizer, optam pelo silêncio quando suas opiniões correm o risco de não ter receptividade na sociedade. Dessa maneira, mudanças sociais somente ocorreriam quando houvesse um sentimento já dominante, o que passa invariavelmente pela imprensa.


O resultado desse processo é uma espiral silenciosa que incita as pessoas a perceber as mudanças da opinião pública e a seguí-las até que uma determinada opinião se estabeleça como atitude dominante, fazendo com que outras opiniões sejam rejeitadas ou evitadas pela maioria. Conforme Noelle-Neumann, a Espiral do Silêncio trabalha com três mecanismos que condicionam seu funcionamento: acumulação, devido ao excesso de exposição pela mídia de determinado assunto, consonância, relacionada à forma como as notícias são produzidas e veiculadas, e ubiqüidade, a qual está para a presença da mídia em todos os lugares. Juntos, esses mecanismos determinam a forte influência da imprensa sobre o público e seu papel determinante na formulação da percepção da realidade nesse público.


Elisabeth Noelle-Neumann chegou a essa teoria ao analisar uma mudança súbita nas pesquisas de opinião nas eleições alemãs entre 1965 e 1972, identificando o fato de que os eleitores procuravam ajustar suas opiniões de acordo com a opinião dominante, direcionando seu voto ao candidato que se apresentava como vencedor. As opiniões contrárias à maioria tendiam a recair em uma espiral silenciosa, o que, para a pesquisadora, ocorreria em razão do medo do isolamento social que uma opinião contrária ao padrão dominante difundiria em grande parte da população. O resultado disso, por meio da acumulação, da consonância e da ubiqüidade, dispôs o “clima de opinião” e o próprio resultado das eleições alemãs da época.


Diante desse cenário, é impossível não relacionar o modo como certos fatos são relatados pela imprensa com a opinião dominante que a população tem sobre eles. Não se discute a culpabilidade ou não dos sujeitos envolvidos em determinados crimes, mas a maneira aparentemente imparcial através da qual esses crimes são tratados. O bombardeio constante e repetitivo de imagens e textos, certamente provoca o surgimento de um senso comum pouco reflexivo revestido com ares de revolta branda, promovendo uma “eleição” de acontecimentos que merecem pouca ou demasiada atenção por parte da imprensa. Pouco importa se Bruno, por exemplo, é culpado ou não. O que importa é que falar sobre isso vende – e muito.

* Eduardo Matzembacher Frizzo é estudante, professor universitário, advogado e Mestre em Desenvolvimento pela UNIJUÍ

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21 out13:37

NÃO É CÉU: Outro Sol

Eduardo Matzembacher Frizzo*


Não são necessárias muitas coisas para se viver bem. Precisamos de alimentação, de abrigo contra o frio, de teto nos dias de chuva e de algumas pessoas para amar. Não necessitamos de quinquilharias eletrônicas empilhadas em nossas casas e muito menos de uma conta recheada com valores exorbitantes. Claro que saúde, educação e trabalho dignamente remunerado também são essenciais. Mas qual é o motivo de nos preocuparmos com tantas coisas fúteis para nossa vida se ela pode acabar de uma hora para outra? A noção clara da finitude anula boa parte das aspirações de grande parte das pessoas. Mas o modo como a sociedade se estrutura coibi a sensação da proximidade da morte em prol de um presente eterno sustentado atualmente principalmente pelo consumo.


Na Antiguidade, a morte era algo muito mais presente no cotidiano das pessoas. Os longos rituais fúnebres e a importância da morte para a família antiga são provas disso. Nas sociedades remotas, os entes familiares, quando faleciam, deveriam ser obrigatoriamente cultuados pelos seus descendentes. Tanto é que algumas sociedades arcaicas detinham túmulos coletivos no interior das casas, já que se acreditava que a vida não acabava com a morte, mas continuava no além-túmulo. Para nossos ancestrais, essa vida que permanecia após a morte não se relacionava com a desvinculação da alma do corpo. De outra forma, havia a crença de que corpo e alma não consistiam uma dualidade, mas uma unidade. Os mortos permaneciam vivos em outro mundo debaixo da terra.


Hoje pensar desse modo parece absurdo. A civilização judaico-cristã ocidental está embasada na metempsicose, conceito que diz da separação da alma em relação ao corpo. Frequentemente se afirma que o corpo é uma embalagem que carrega a alma. Fala-se que a carne, imperfeita por essência, é a morada de algo sublime que quando da morte irá se desprender desse abrigo e alçar ao Paraíso ou ao Inferno, tudo dependendo do comportamento do indivíduo quando em vida. Se refletirmos acerca da forma como a maioria das religiões se organiza, veremos que essa dualidade corpo/alma alicerça grande parte das crenças existentes. Independentemente da fé em uma felicidade eterna ou em um martírio infinito, acreditando-se na reencarnação ou na jornada terrena como uma busca pela iluminação da alma, vê-se que não mais persiste na cultura atual a antiga crença da unidade corpo/alma, sendo que o corpo quase sempre é visto como uma imperfeição que carrega a perfeição do espírito.


Ocorre que talvez essa crença na dualidade corpo/alma iniba muitas possibilidades que temos. Não é segredo para ninguém que a castração simbólica efetuada por algumas religiões quanto ao impulso sexual das pessoas, deixa marcas indeléveis em seu corpo, por exemplo. Igualmente não é segredo que muitos daqueles que passam a vida temendo os castigos divinos dentro de templos e igrejas, são completamente mesquinhos e egoístas em sua vida social, perseverantes unicamente em sua própria imagem. Mas o problema não é esse. O problema é que quanto mais encobrimos a possibilidade da morte, seja com crenças, compras, rancores ou objetivos profissionais, mais sonegamos a grandiosidade e a beleza da vida que pulsa em nosso corpo enquanto estamos vivos.


Se houvesse a aceitação irrestrita do nosso fim, quem sabe poderíamos enfim agir com respeito uns em relação aos outros. Quem sabe esqueceríamos ninharias e tantos desejos infundados que nos movem como sonâmbulos pelo planeta. Se aceitássemos a fragilidade e a precariedade do momento em que estamos vivos, sem um vislumbre do além, seja ele embaixo da terra, como nas crenças antigas, ou no Paraíso e na Ressurreição, como na concepção cristã, talvez realmente vivêssemos cada instante da existência instigados pelo amor, pela solidariedade e pela convivência harmônica uns com os outros. Se tanto as religiões quanto o consumismo procuram furtar nossa visão da possibilidade de um final irreversível, uma pela crença no além, outro pelo esquecimento da morte, a aceitação do caráter último desse fim poderia injetar em nossas veias um senso completamente diverso do mundo, das pessoas e de nós próprios, dando para a existência não apenas um senso negativo, mas um espectro positivo do privilégio que é simplesmente estarmos vivos em um universo tão grandioso como o que habitamos.


Mas essa ética da fatalidade e da irreversibilidade da vida está longe de ser mais que um horizonte. O fato é que as pessoas permanecem apegadas às coisas pequenas justamente para esquecer da possibilidade da morte. Preferimos varrer para o canto mais escuro da nossa consciência a certeza do fim, como quem nega a realidade em um discurso alucinógeno e constrói sua vida a partir de um redemoinho de ilusões. O apego irrestrito à vida é confundido com preguiça para as coisas do mundo, visto como desinteresse pelas convenções tidas como normais e tachado como loucura por aqueles que contam suas horas de vida no ponto de tantas empresas. Esquecemos de abraçar e beijar aqueles que amamos, não lembramos que de algum modo somos seres de uma mesma e antiqüíssima família e passamos pela vida sem dar por conta da beleza que nos espreitou por toda parte.


Com certeza que pensar na mortalidade não é algo agradável. Refletir acerca da possibilidade e da certeza do fim, invariavelmente causa angústia a qualquer pessoa. Quando choramos em tantos velórios no decorrer da vida, choramos pela nossa condição finita além de derramarmos lágrimas por aqueles que amávamos e faleceram. Como diz Gabriel Garcia Marques, o luto é uma raiva cega e sem direção. Porém, a fatalidade da existência não precisa apenas carregar a absurdidade da sua notável falta de sentido, mas pode também trazer a possibilidade de um novo sentido fincado na vida e nada mais. Esse amor pela existência poderia nos libertar de amarras que mais nos atormentam que nos consolam, fazendo com que o corpo, antes de ser uma embalagem, uma imperfeição que carrega algo eterno, seja a única e verdadeira perfeição que de modo aleatório e desprovido de um planejador, de um arquiteto, deu-nos a possibilidade de trazermos na pele a poeira do cosmo para o qual invariavelmente regressaremos após a morte – mas não como espíritos: apenas como átomos que um dia se transformarão em outros corpos (e talvez em farelo mínimo de outro sol que iluminará outras vidas).


Mas também é possível que efetivamente nossa vida continue após a morte. Talvez em outra dimensão paralela a esta em que vivemos e a qual não conseguimos perceber por mera limitação da consciência, continuemos observando esta vida a partir de uma outra vida da qual não temos a mínima noção. O mistério da existência não se encerra com a certeza do nosso fim. Mas a certeza do nosso fim encerra todo o mistério da existência. Não se trata de crueldade. Trata-se de fatalidade, de irreversibilidade e de inevitável limitação. Quem sabe Deus seja a beleza da incompreensão. Mas tudo não passa de especulação, já que as evidências apontam invariavelmente para a nossa solidão cósmica. Frente às nossas lágrimas e angústias, a única resposta do Universo é o silêncio: o que nos une é a finitude.

* Eduardo Matzembacher Frizzo é estudante, professor universitário, advogado e Mestre em Desenvolvimento pela UNIJUÍ

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20 out13:50

VIDA ÚTIL - O poder do que falamos: a palavra

Kelly Cristina Meller*


Hoje acordei com vontade de escrever sobre o que a minha emoção sugere: “O que falamos ao outro”, seja ele nosso amigo, filho ou colega. Começando sobre o que está acontecendo conosco e ao nosso redor. É preciso nos transformar para renovar nossa mente, não nos conformar com o que está acontecendo, com o que somos. Salvo, se estivermos completamente satisfeitos. Acho difícil, e quero desafiar você a imaginar alguém que você já ouviu dizer “eu sou assim”, “não vou mudar”. O que entendo e compartilho é que Só Deus, perfeito, não precisa de aperfeiçoamento, nenhuma mudança. É completo. Já nós, estamos em processo de transformação, de mudança, abertos para sermos lapidados. Pelo menos é como deveríamos pensar. E também não adianta ouvir ou ler algo bom, positivo e deixar por isso mesmo. A diferença está com o que fazemos a partir do que ouvimos ou sabemos. Sobre isso compartilho que, o poder do que dizemos pode transformar o mundo.

O que falamos pode mudar o dia e talvez até toda uma situação de quem escuta. Quanto tempo passamos com nossos filhos, amigos ou no trabalho. Quanta influência temos na vida das pessoas e quanta influência as pessoas têm em nossas vidas. A palavra tem poder, cutuca o nosso emocional. Tem uma historinha que eu gosto de contar: “Uma certa jovem empresária, sócia de uns chineses e muito trabalhadora, não podia perder tempo. Acordou com uma lista enorme de empresas para ligar e falar vários assuntos. Na primeira ligação ela já viu que tinha errado, em vez de desculpar-se, começou a xingar a mulher do outro lado, que tinha perdido tempo…Aí ela respondeu: ‘Oh meu amor, você não ligou por engano, era para mim mesmo que você deveria ligar, quero te desejar muita paz e felicidade neste dia ‘”.O telefone quase caiu da mão dela. Aposto que algo parecido já aconteceu conosco. Era a palavra agindo, ela mudou seu estado de ânimo e foi capaz de transformar seus sentimentos naquele dia.

Assim como o fato de estar sempre resmungando e reclamando. Reclamar de doença toda vez não funciona, afasta as pessoas. Esse murmúrio não adianta, a gente só envenena a gente mesmo e em nossa volta. Outra situação ainda mais delicada é a maneira como tratamos os nossos filhos e chamamos à sua atenção: “ Deixa de ser burro, vê se estuda, deixa de ser malandro e egoísta” Quando falamos deixa de ser, estamos afirmando que é. Uma criança não sabe como ela é. Ela é e vive como vê e escuta. Para se ter um filho bem sucedido devemos em primeiro lugar ajudar com aquilo que dizemos e afirmamos. O limite deve ser dado e o comportamento corrigido, de acordo com a nossa missão de educar e não de criticar. Para corrigir sem errar é preciso não condenar o filho e sim o comportamento dele, porque quando criticado não têm ânimo para melhorar. Relacionar-se é o que há de melhor no mundo! Cuidar dos outros… não há nada mais importante na vida que cuidar das pessoas.Todos nós podemos de alguma maneira fazer isso. Usando nossa palavra para abençoar, incentivar e cuidar dos outros. Já contava uma mãe arrependida: “ Eu vivia dizendo para o meu filho que ele só dava trabalho e que ele não tinha futuro, afinal, ele não gostava muito de estudar.Com 19 anos ele morreu com um tiro numa briga de gangues. Pode não ter sentido essa conexão, mas nunca mais consegui me perdoar”, revela a mãe. Por isso devemos cuidar o que falamos, abençoar sempre e nunca amaldiçoar. E os sonhos de nossos filhos e amigos? Eles têm poder extraordinário. Quantas pessoas chegam até nós contando sobre um projeto, um possível curso a fazer. E o que fazemos, afirmamos que isso não vai dar certo. Quem somos nós para falarmos que não vai dar certo? Que direito temos sobre os sonhos das pessoas? Deus dá o querer e o efetuar. Já imaginou se Santos Dumont não acreditasse em seus sonhos? O propósito do sonho é da pessoa, não nosso. Não temos o direito de roubar ou influenciar ninguém em seus sonhos.


Para terminar aí vai a melhor historinha de hoje: “ Existia um rei que gostava muito de reclamar e não confiava em ninguém. Ele tinha um 1º ministro que ele gostava um pouquinho. O defeito era que o 1º ministro vivia dizendo para o rei que todas as coisas concorrem para o bem dos que amam a Deus. Um dia ele se irritou muito depois de um acidente que fez ele perder um dedo da mão. Então, ordenou prender o 1º ministro. Mesmo assim, ele insistiu com o rei que um dia ele entenderia porque perdeu o dedo. Passados alguns dias, o rei foi caçar sozinho, já que seu companheiro estava preso. Uma tribo de índios canibais prenderam o rei e resolveram ofertá-lo para o seu deus de pedra. Começaram a pintar seu corpo e quando viram que tinha somente 9 dedos lhe desprezaram. O rei foi embora muito feliz. Ao chegar de volta, ordenou soltar o 1º ministro e começou a zoar do seu Deus, que lhe permitiu ficar preso. Mais que rapidamente, o 1º ministro rebateu: “Deus é bom e bom é tudo o que ele faz”. Já imaginou se eu estivesse caçando contigo? Eu tenho 10 dedos….

Se a gente quiser, se os nossos olhos forem luz, tudo será luz. Se você já ouviu algo triste, como eu também já ouvi, não se deixe influenciar pela palavra negativa. Tenha bom ânimo, você é muito mais que vencedor. E nunca esqueça que, ” você tudo pode naquele que te fortalece. Porque se Deus é por nós, quem será contra nós”? Um abraço, muita luz e boa semana, Kelly Cristina Meller, colunista do site www.clicrbssantoangelo.com.

*Kelly Cristina Meller, Enfermeira Especialista em Terapia Intensiva e Mestre em Ciências da Saúde PUC/RS.

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14 out11:38

NÃO É CÉU - Doze pensares sobre a semana que passou

Eduardo Matzembacher Frizzo*

Nem só de sexo e dinheiro vive o homem. Sacanagem também é essencial. A democracia surgiu dessa constatação. Mas os cidadãos de bem logo inventaram a ditadura.

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A democracia é o mais belo dos sistemas políticos. Por isso é também o mais brincalhão. Baseia-se em uma pretensão de objetividade completamente falsa. Funciona sob a premissa da sedução. A política, por outro lado, serve para deixar o povo alarmado clamando por segurança. É o leão-de-chácara do bordel. Isso prova que é impossível ser democrata sendo sinceramente democrata.

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Cidadão é quem traz na cabeça a Coroa do Voto. Na época de eleição, é quem é abraçado por políticos, ganha cestas básicas, contas de água e luz pagas e alguns favores ao deus-dará das vaidades. Cidadão é aquele que no seu município, não vota nos vereadores porque vê nas suas idéias algo que enfim possa mudar sua cidade. Cidadão é quem vota nos vereadores porque têm a expectativa de que esses vereadores possam, junto ao prefeito, conseguir alguns outros favores para ele. No Brasil, urna e cidadão são equivalentes. Como esperar mais?

***

Dizem que as pessoas podem falar o que pensam. Há previsão constitucional, inclusive. Mas quando uma piada é confundida com uma apologia à pedofilia, existe algo de estranho acontecendo. Alguém escreveu que no começo se queimam livros e depois se queimam pessoas. Piadas não são livros, mas frases rendem juros. A prova é que as bibliotecas existem. Então quem vem primeiro: o ovo ou a galinha? Nenhum dos dois. Quem vem primeiro é o galo. Ocorre que nesse país eunuco, a extinção é o caminho. Mas talvez eunuco seja só o guarda. Resta saber quem aproveita o estoque. Ou se o harém não é apenas miragem.

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Um peixe não percebe que está no aquário. Seu mundo é o aquário. Tudo quanto viver e sentir será restrito ao aquário. O mar é um sonho presente na água. Por isso o Brasil precisa de exorcismo. Nosso problema é encosto. Mas poucos notam isso. As coisas estão encostadas demais. Se bobear, de tão pesados que andamos, logo perderemos o equilíbrio. A consciência será nossa cara roxa. Aí nos daremos conta de tudo. A porrada e o tombo são os pais da palavra. Ou pelo menos das cicatrizes. É isso que nos falta: nossas cicatrizes não são comuns, então todos acham que apanham sozinhos.

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Todo extremismo é desprovido de neurônios, mas traz consigo uma verdade incontestável que certamente é invisível para a maioria. O problema é que no Brasil não existe esquerda, direita ou centro. A posição preferida de todos lembra um frango assado besuntado em vaselina.

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Uma sociedade se torna bizarra a partir do momento em que pensa a si mesma como normal. Esse é um dos grandes males do bom mocismo e do anti-intelectualismo brasileiros. Aos olhos da maioria, você só tem valor se é politicamente correto ou se aponta soluções. Mas as pessoas esquecem que a vida é uma novela mexicana escrita por um Shakespeare disléxico e que todo destino é uma rodoviária disfarçada de asilo. Por isso é que a cada dia que passa me torno mais anarco-punk niilista.

***

Quando crianças, queremos ser jogadores de futebol. Quando adultos, queremos ganhar na loteria. Esses são nossos principais sonhos. Mas entre a impossibilidade da realização de um e outro, é que construímos nossa vida. O grau de sucesso que obtemos é medido pela aproximação com um desses limites. E quem negar é a mulher do padre. Ou seja: a vagabunda da vizinhança. Mas nem por isso pouco bondosa. Afinal, a imoralidade é a razão da felicidade. E a ignorância é sua mãe. Ninguém pode ser feliz abertamente. É pecado.

***

Perguntaram o que eu fazia. Disse que era professor e advogado. Então falaram:

- Ah! Então você também trabalha!

Respondi:

- Nem me fale! Nas horas vagas sou obrigado a fabricar foices para reforçar o orçamento!

Foi aí que percebi que ofendi o sujeito. Ele vestia uma camiseta do Che Guevara.

***

Um necrófilo e um suicida são conceitualmente iguais. Perderam a paciência. No meio termo existe a política e a religião. Se uma oferece a salvação pela palavra, outra oferece a salvação pelo silêncio. Mas ninguém explica do que precisamos nos salvar.

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O medo vendido e revendido é o único produto que sustenta o sistema atual. Risco de assalto. Risco financeiro. Risco de perder o emprego. Risco de perder a mulher. Risco de sofrer mais riscos. Dá para entender essa onda de misticismo besta só olhando para o fator “risco”. Quando a situação fica feia, a primeira coisa que buscamos são fantasmas. Fantasmas do fim do mundo, dos ETs ou da tal da moralidade.

***

Existe uma diferença básica entre a ditadura e a democracia. Na primeira você não escolhe o seu parceiro. Mas sabe que ele pode chamar você para a cama no horário que bem entender, utilizando inclusive uns apetrechos que ganhou da CIA. Na segunda você não sabe quem é seu parceiro. As coisas acontecem tão às claras que ninguém tem noção se é cego ou carrega uma fluorescente pendurada na testa. Por isso a democracia é essencialmente masoquista, apesar de alguns dizerem que sua principal característica é a dor lombar após os pronunciamentos oficiais na televisão. Ficar de quatro cansa. Mas não há nada melhor.´

* Eduardo Matzembacher Frizzo é estudante, professor universitário, advogado e Mestre em Desenvolvimento pela UNIJUÍ


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10 out12:13

VIDA ÚTIL- Automedicação: Desperdício de dinheiro e efeitos danosos

Kelly Cristina Meller*

Apesar de saber que é perigoso ingerir remédios com base na indicação do balconista da farmácia, de amigos, ou achando que os sintomas são de uma doença que conhece ou já teve, muitas pessoas ainda recorrem à automedicação, para economizar a consulta médica e o exame diagnóstico. Porém, em geral, essa conduta sai mais cara. Os remédios podem agravar doenças, mascarar sintomas, ter efeitos colaterais danosos, ou no mínimo, servir para nada. Existem pessoas que fazem uso de medicamentos que sobraram, sem ter certeza de que se trata da mesma doença. Outras não sabem que a indicação do balconista, ou de amigos, pode induzir à compra de medicamentos sem garantia de qualidade. Outras ainda com uma única receita médica, no mesmo dia, compram várias vezes o mesmo remédio e o consomem indiscriminadamente.

Tanise Savaris Schossler, Farmacêutica, Professora do curso de Farmácia da URI e Mestranda em Ciências Farmacêucitas da UFRGS, em palestra aos profissionais da saúde e pacientes do ambulatório de quimioterapia da COHM, Santo Ângelo,  dá exemplos de medicamentos freqüentemente consumidos sem indicação médica e mostra os perigos. Laxante – Quando consumido indiscriminadamente pode levar a alterações intestinais. Se a pessoa estiver constipada (intestino preso), complica o quadro e pode levar à perfuração do intestino. Nos idosos, pode provocar desidratação e alterações metabólicas, colocando a vida em risco. Pessoas com tumor intestinal, em geral não diagnosticado, podem agravar a doença.

Xarope – A tosse pode ter várias causas, como infecção viral ou bacteriana, alergia, refluxo da hérnia de hiato e câncer das vias respiratórias. O xarope pode mascarar o sintoma, permitindo que a doença evolua sem controle, pode piorar o problema ou não ter efeito algum.

Antibiótico – Droga usada para tratar várias infecções, como as respiratórias, gripes e abscessos. Mesmo que a pessoa acerte na escolha, ao comprar sem indicação médica, pode errar no tipo e na dosagem, levando ao tratamento errado. Além disso, o indivíduo pode desenvolver resistência à droga e quando for realmente necessária, não terá efeito.

Antiácido – Muito usado para combater dor de estômago, que pode ser sintoma de úlcera, tumor, pancreatite e até de infarto do miocárdio. O uso inadequado pode retardar o diagnóstico, comprometer o tratamento e expor ao risco de morte.

Aspirina – Reconhecida como droga que previne o infarto, só pode ser consumida com indicação médica, mesmo no controle de outras doenças, porque tem efeitos colaterais importantes, podendo provocar problemas de estômago e hemorragias. Pode ser fatal se usada para combater a dengue.

Colírio – Sem indicação médica, a única coisa que se pode passar nos olhos é água limpa. Os colírios têm princípios ativos variados, como corticóides e antibióticos, podem mascarar ou exacerbar doenças e se a pessoa tiver problemas prévios, como glaucoma, pode agravá-los.

Cremes e pomadas – Muitas pessoas cometem o erro de achar que existem cremes e pomadas que tratam tudo, o que está errado porque cada um tem uma indicação adequada. O uso indiscriminado pode mascarar doenças, como câncer de pele, pode provocar dermatite de contato, ou pode não ter efeito.

Remédios naturais – Todos os medicamentos, sem exceção, têm efeitos colaterais e podem provocar riscos à saúde.

Vitaminas – Só devem ser tomadas quando há uma real necessidade até porque algumas, dependendo da dose, podem provocar doenças. A vitamina C, por exemplo, provoca distúrbios gastrointestinais e cálculo renal. A vitamina A, quando consumida por crianças, pode provocar hipertensão craniana.

Suplementos alimentares – Podem ter efeitos tóxicos, ou não fazer nada. Estudos em andamento, relacionam os suplementos com o desenvolvimento de arritmias cardíacas e com morte súbita.

Casamento de remédios – Algumas pessoas, ao acharem que estão com gripe, por exemplo, ingerem xarope para a tosse, que piora a secreção pulmonar, descongestionante nasal, que nos casos de sinusite e pneumonia piora o quadro, e injeções à base de eucalipto, absolutamente inúteis. Além disso, tudo junto pode provocar reações alérgicas e até choque anafilático.

“É importante que as pessoas saibam cuidar melhor da saúde, conheçam o risco da automedicação, valorizem mais o conhecimento médico e o ideal é que todos os medicamentos sejam vendidos apenas com retenção de receita”, finaliza a farmacêutica Tanise Savaris Schossler.

*Kelly Cristina Meller, Enfermeira Especialista em Terapia Intensiva e Mestre em Ciências da Saúde PUC/RS.


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07 out09:48

NÃO É CÉU: Em nome de Deus

Eduardo Matzembacher Frizzo*

A religião é um bom argumento para tudo. Em nome de Deus nada é impossível. Como a fé é uma crença sem evidência, pouco importa a sobriedade do seu discurso. Se um homem-bomba acredita que morrer como mártir garante uma estadia eterna em uma parte especialmente maravilhosa do Paraíso, onde haverão setenta e duas virgens esperando por ele, não se trata de um completo absurdo para a religião, mas de uma visão perfeitamente plausível caso se queira arregimentar devotos para uma determinada crença. Se George W. Bush disse que invadiu o Iraque porque Deus lhe falou para fazer isso, milhares de pessoas acreditaram ou ao menos respeitaram as suas palavras, mesmo que elas desabem ao menor respingo de racionalidade.

A família da antiguidade grego-romana, por exemplo, acreditava que deveria cultuar seus mortos. Muitas casas tinham túmulos no seu interior, onde em determinados períodos do ano eram feitas oferendas aos mortos através de um pequeno buraco que chegava até seus corpos. Essas oferendas iam dos vinhos aos sacrifícios humanos, já que se um homem tinha muitos escravos em vida, era natural que necessitasse desses mesmos escravos depois de morto, o que provocava o assassinato de centenas de pessoas em certas datas festivas.

O povo fang, de Camarões, acredita que as bruxas têm um órgão interno extra, parecido com um animal, que sai voando à noite com o único intuito de arrasar as plantações ou envenenar o sangue das pessoas. Também crê que essas bruxas às vezes se reúnem em enormes banquetes para devorar suas vítimas e planejar seus ataques futuros, de modo que se alguém duvidar dessa crença, sempre haverá uma pessoa que dirá que o amigo de um amigo viu uma bruxa sobrevoando um vilarejo numa folha de bananeira enquanto lançava raios mágicos contra suas vítimas inocentes.

Na Melanésia e na Nova Guiné, os ilhéus perceberam que os brancos que utilizavam aquelas coisas estranhas e maravilhosas nunca fabricavam eles mesmos essas coisas. Ao contrário, essas coisas sempre vinham nas cargas dos navios e, mais tarde, dos aviões. Além disso, quando alguma coisa precisava de conserto, jamais viam um branco trabalhar nesse conserto, sendo que esse item era imediatamente enviado para algum local desconhecido seja por navio ou por avião. Para os nativos, então, a carga tinha que ter uma origem sobrenatural, de onde surgiram os chamados “cultos à carga” que se espalharam por diversas ilhas do Pacífico Sul.

Entre os cristãos normais, existe a crença de que certa vez um homem nasceu de uma mãe virgem, sem nenhum pai biológico envolvido. Esse mesmo homem sem pai chamou a um amigo chamado Lázaro, que estava morto havia tempo bastante para cheirar mal, e Lázaro imediatamente voltou à vida, sem contar que o próprio homem sem pai voltou à vida depois de ficar três dias morto e enterrado. Os cristãos normais acreditam também que se você murmurar coisas dentro da sua cabeça, o homem sem pai, e seu “pai”, que é ele mesmo, ouvirá seus pensamentos e pode tomar as devidas providências em relação a isso. Se você fizer uma coisa ruim ou alguma coisa muito boa, o mesmo homem sem pai tudo vê ainda que ninguém mais veja, considerando-se que o “pai” do homem sem pai que, como já disse, que é ele mesmo, é capaz de ouvir simultaneamente os pensamentos de todas as pessoas do mundo. No mesmo sentido, os cristãos normais crêem que o pão e o vinho abençoados por um padre, que precisa necessariamente ter testículos, transformam-se no corpo e no sangue do homem sem pai – sem falar na crença de que a mãe virgem do homem sem pai nunca morreu, mas foi transportada corporeamente para o Céu.

Pelo pouco que foi dito, pode-se nitidamente notar que as religiões simplesmente proclamam que existem coisas estranhas que não nos cabe compreender. Fiéis virtuosos que conseguem acreditar em uma coisa absolutamente absurda, que contrarie todas as evidências e se mostre completamente insustentável e irracional, são vistos pelas religiões como pessoas que terão garantidas suas recompensas em algum lugar que não se sabe dizer qual é, mas que, segundo elas, realmente existe. Quanto mais cega for a crença e quanto mais ela desafiar as evidências, mais virtuosa e “boa” é a pessoa. Martinho Lutero estava certo: “quem quiser ser Cristão deve arrancar a razão dos seus olhos” – e sua frase não vale só para os cristãos.

O pior disso tudo é que temos a tendência a um respeito automático e sem questionamentos a qualquer crença. Somos completamente covardes quando se trata de religião. Defender que o chá de “ayahuasca” faz parte de um determinado conjunto de fé, é algo perfeitamente plausível. Mas argumentar que os doentes terminais teriam direito a utilizar maconha para aliviar sua dor, ainda está distante de ser aceitável. Alguns podem dizer que a religião faz bem às pessoas, fornece-lhes “explicações”, conforto nas horas difíceis, e que por isso deve ser respeitada sem qualquer ar duvidoso em todas as situações. Mas como já falou George Barnard Shaw, “o fato de um crente ser mais feliz que um cético não quer dizer muito mais que o fato de um homem bêbado ser mais feliz que um sóbrio”.

* Eduardo Matzembacher Frizzo é estudante, professor universitário, advogado e Mestre em Desenvolvimento pela UNIJUÍ

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29 set10:49

VIDA ÚTIL: Entre focinhos e mordidas, a companhia de todas as horas

Kelly Cristina Meller*

Amor benevolente, paciente e incondicional, lealdade incansável e uma infinita capacidade de perdoar. Os cães podem nos ensinar a amar de verdade, sem exigir nada em troca. A convivência com os bichos tem sido alvo de pesquisas científicas no mundo todo. Já se sabe, por exemplo, que passar mais tempo com pets reduz a pressão arterial, a ansiedade e o estresse. Um estudo realizado em 2008, pela Universidade de Missouri-Columbia, nos Estados Unidos, demonstrou que brincar com um cão por apenas 15 minutos faz nosso cérebro liberar hormônios como a serotonina e a ocitocina, que melhoram o humor e reduzem a irritabilidade.

“ Ter um cachorro é bom para toda a família. Crianças desenvolvem a linguagem e a habilidade motora, os adultos e idosos passam a se exercitar mais, melhorando sua saúde física”.

Na verdade, criar um animal de estimação em casa de forma adequada ou apenas o contato constante com eles traz muito mais benefícios para o ser humano do que ele imagina.

Lorenzo Meller Dumke com Luna, cachorrinha de seu primo João Artur Dumke


Animais em tratamentos emocionais

O contato com animais vai muito além da companhia que proporcionam. Um pequeno tempo diário dedicado a eles funciona como uma terapia ao ser humano. Conversar e brincar com animais pode diminuir o estresse, sem contar o carinho que eles são capazes de doar. Quem tem animal de estimação sabe a sensação de chegar em casa depois de um dia de trabalho cansativo e ser recebido com festa. Isso deixa qualquer um mais feliz. A sensação de alegria libera endorfina ao cérebro, um hormônio capaz de relaxar o ser humano, colaborar com seu bem-estar, controlar a pressão sanguínea e a melhorar o sono. Por isso, algumas pessoas, mesmo que inconscientemente, se dedicam tanto aos animais e se sentem melhor com esse contato. Além de dar carinho, divertir, acalmar e fazer companhia, os bichos de estimação podem desempenhar um papel ainda mais nobre, ajudando nas perdas pessoais, por exemplo. Estudos feitos com pessoas que perderam seus cônjuges mostram que os donos de animais estão menos propensos à depressão e à sensação de isolamento.

Segundo o veterinário Rafael Pires de Camargo, a procura por animais de estimação tem uma explicação simples. “Hoje em dia as pessoas se isolam mais e tentam suprir a solidão com animais de companhia. Eles dão bem menos trabalho do que os seres humanos e são muito mais compreensivos”, diz o especialista.

Quanto às crianças, a afeição aos animais é nítida. A convivência desperta seu lado mais sensível e carinhoso. Elas aprendem a respeitar o espaço dos bichos, às vezes mais do que dos próprios pais. “As crianças vêem os animais como um amigo, um colega com quem possam brincar, mas que não têm as mesmas capacidades motoras e desenvolvimentos que elas. A criança passa a ter então a noção da diferença entre os seres e automaticamente aplica isso no dia-a-dia”, explica a terapeuta Ana Maria Cabrera. A psicóloga recomenda regularmente o contato com animais a seus pacientes.

Uma pesquisa realizada pela Universidade britânica de Cambridge, em 2002, comprova que a maioria das pessoas que adquirem cães desenvolve segurança e auto-estima.

Por essas e outras razões não se deve desprezá-los.


Animais no tratamento da saúde

Nos Estados Unidos, mais de dois mil programas chamados PAT (Pet is a Terapy) levam animais para visitar doentes, pessoas desamparadas, crianças com doenças crônicas e idosos.

Baseada em cuidados com cavalos, desde passeios até escovações, a equinoterapia também traz benefícios à saúde. “A equinoterapia é um tratamento auxiliar para adultos em recuperação e crianças com deficiência mental. Ela apresenta resultados fantásticos”, garante Camargo.

Com estudos científicos essas influências animais só tendem a aumentar.

Minha experiência pessoal, é que desde criança sempre tive animais de estimação, cachorros ( Pequenês, Chow-Chow, Huski Siberiano e Shih Tzu) e com todos eles sempre mantive boa relação de companheirismo, sempre me proporcionaram alegria.Nunca fiquei sem um animal de estimação, já tive passarinho, papagaio, caturrita, porquinho da índia e, por aí vai… Amo bichinhos e percebo o quanto me fazem bem. Meu filho também. Não pode ver um abandonado na rua que quer trazer para casa.

E falando em cães sem dono, aqui em Santo Ângelo, temos a Associação Santo-angelense Protetora de Animais (ASPA). A Aspa, frequentemente, recolhe animais nas ruas e, até mesmo, aqueles que um dia tiveram lar. Se você quer um bichinho para ficar mais feliz , procure a Aspa, visite o canil da Dona Olga, tenho certeza que irá encontrar um cãozinho e irá se apaixonar.


Kelly Cristina Meller é enfermeira especialista em Terapia Intensiva e Oncologia, Mestre em Ciências da saúde PUC/RS e colunista sobre saúde do clicRBS Santo Ângelo.

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23 set14:23

NÃO É CÉU - Tambo do Bando: entre o regional e o universal

Eduardo Matzembacher Frizzo*

A recorrência do termo “globalização” na atualidade diz de um novo modelo social, econômico, político e cultural que emaranha o planeta. Inicialmente tida apenas em sua abrangência econômica, designando principalmente a tendência neoliberal surgida nas décadas de 1970 e 1980, a globalização contemporânea se desdobra, segundo René Armand Dreifuss, em dois outros termos: “planetarização” e “mundialização”. Se a planetarização indica os fenômenos políticos que aos poucos deslocam as decisões costumeiramente tidas no âmbito do Estado-Nação, a mundialização aponta para os aspectos culturais e suas conseqüências planetárias, considerando-se que jamais na história o diálogo intercultural foi tão alavancado em função do extremo desenvolvimento das tecnologias de transporte e das telecomunicações.

Tendo-se por base o espectro proporcionado pela mundialização, pode-se referir que o diálogo entre culturas detêm uma sintomática ampla. Se ocorrem aproximações e influências recíprocas, também ocorrem repúdios e sectarismos baseados na defesa de identidades culturais que não conseguem conviver com a multiplicidade identitária de um mundo em constante entrelaçamento. Como essas identidades, consoante Alejandro Serrano Caldera, sempre se referem à cultura como conjunto de reflexões, ações, criações e tradições que envolvem realidades e perspectivas de comunidades humanas determinadas, pode se instalar uma crise que se reflete na ruptura dos referentes habituais de uma sociedade e de uma época, redimensionando valores e crenças e promovendo aproximações, afastamentos e hibridizações culturais.

Tambo do Bando ganhou destaque ao apresentar uma proposta musical de vanguarda

Talvez o grupo que melhor demonstre esse processo de hibridização cultural no Rio Grande do Sul seja o Tambo do Bando. Em 1990, com o disco “Ingênuos Malditos”, o Tambo do Bando revolucionou a música gaúcha ao unir sonoridades e linguagens universais à temática nativista, ajustando o surgimento de uma obra cuja inovação estética ainda se encontra na vanguarda de tudo quanto foi produzido musicalmente no estado nos últimos vinte anos. As letras do santo-angelense Luiz Sérgio Metz, o “Jacaré”, falecido precocemente em 1996, contrapunham o estereótipo gauchesco disseminado pelo tradicionalismo, tratando de dilemas existenciais e de temáticas sociais a partir de um mix entre nativismo, rock e MPB. A formação original, composta por Beto Bolo, Leandro Cachoeira, Marcelo Lehmann, Texo Cabral e Vinícius Brum, trouxe aos palcos arranjos e melodias que não se enquadravam nos conceitos conservadores reproduzidos nos festivais – tratando-se mesmo assim de música regional.

Enquanto alguns setores do tradicionalismo gaúcho se retraíam frente às possibilidades proporcionadas por um cenário de intensa troca entre local e global, o Tambo do Bando, seguido por artistas do porte de Vitor Ramil e Bebeto Alves, produziu uma sonoridade inovadora a partir da fusão da singularidade regionalista com uma universalidade provinda do câmbio intercultural. Longe de sonegar suas origens, o grupo reagiu criativamente às novas demandas de um mercado cultural cada vez mais homogeneizado, o que resultou no nascimento de uma estética que possibilitou e possibilita um pensamento diferenciado sobre o “ser sulino” na contemporaneidade. Artistas como o argentino Atahualpa Yupanqui e o uruguaio Jorge Drexler, possivelmente também reflitam esse ímpeto reacionário e atento ao horizonte presente que se expressa no trabalho do Tambo do Bando.

É interessante, diante desse cenário, lembrar que parece nítido o interesse da juventude pela cultura regional. Prova desse interesse foi a recente apresentação que César Oliveira & Rogério Melo fizeram em Santo Ângelo. Músicos e letristas da nova geração surgem todos os dias, dando continuidade ao trabalho iniciado por Paixão Côrtes, Barbosa Lessa e Glauco Saraiva há mais de sessenta anos. Mas ao passo que a perspectiva da impossibilidade da decadência do tradicionalismo sul-rio-grandense parece clara, surgem também guetos de sentido conservadores que normalmente são encabeçados por políticas provindas do MTG (Movimento Tradicionalista Gaúcho) e aceitas sem maiores contestações pela comunidade cultural gaúcha. Além disso, os festivais realizados no estado permanecem em sua maioria presos a estereótipos estéticos que ao invés de possibilitar o desenvolvimento e o arrojo musicais, trancafiam a possibilidade de inovação em moldes míticos, os quais pouco ou nada têm a ver com o reflexo do tradicionalismo na sociedade.

Como a mundialização das trocas culturais causa desconforto e angústia, já que instala uma crise com relação aos referentes habituais que constituem a identidade cultural de um povo, isso não precisa ser visto unicamente como um fenômeno maléfico ao ponto de suscitar um retraimento sectário que de modo algum surtirá um efeito benéfico. Claro que a preservação do patrimônio cultural expresso pelo tradicionalismo é importantíssima, mas pensar uma cultura como um sistema fechado é algo totalmente ilógico que pode desandar em sectarismos raivosos quanto às possibilidades de mudança impulsionadas pela contemporaneidade. Remontando mesmo ao “Manifesto Antropofágico” de Oswald de Andrade, a obra do Tambo do Bando diz de uma aspiração clara e possível quanto à convivência entre o regional e o universal.

Caso o poeta americano Erza Pound esteja certo ao afirmar que “os artistas são as antenas da raça”, mais certo está o poeta “Jacaré” no seguinte trecho da canção “Um pombo larga o pago”: “Um pombo larga o pago pra que ele volte vago / Ambos alados, lado a lado, separados / Se Tolstói ao pensar nisso estava referindo uma biboca tal / Certamente estava à frente, bem à frente de algo maternal / Ao passar por linhas carreteiras a seguinte solução final: ‘Canta tua aldeia e serás universal’ / Que a querência, por extrema, nunca sai do coração”. Se Bob Dylan canta a liberdade da alma americana, precedido obviamente por Walt Whitman, se Jorge Luis Borges escreve sobre o infinito que exala da sensação que se têm ao vislumbrar os pampas, antecipando artisticamente modernas teorias sobre a mecânica quântica, como refere Alberto Rojo, um pensamento que se queira contemporâneo quanto ao “ser sulino” deve se dar na intersecção da identidade sul-rio-grandense com a alteridade das vozes que vêm de fora, internalizadas por uma estética que expresse essa hibridização. São por esses e tantos outros fatores que a obra do Tambo do Bando permanece atual e vanguardista mais de vinte anos após o lançamento de “Ingênuos Malditos”.

* Eduardo Matzembacher Frizzo é estudante, professor universitário, advogado e Mestre em Desenvolvimento pela UNIJUÍ

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21 set11:03

VIDA ÚTIL: Os benefícios da corrida e o que muda no corpo de quem pratica

Kelly Cristina Meller*


Não é novidade para ninguém que a prática regular de exercícios físicos traz inúmeros benefícios à saúde e melhora a qualidade de vida. Com a corrida não é diferente, e cerca de 25 ganhos fisiológicos são gerados graças à realização frequente desta atividade. “Se a prática da corrida for regrada, traz grandes benefícios para a saúde e ajuda as pessoas a diminuírem o risco de doenças”, afirma o mestre em fisiologia da Unifesp, Paulo Correia.

Entre os principais benefícios gerados com a corrida destacam-se o aumento do débito cardíaco máximo, diminuição da frequência cardíaca de repouso, melhora da circulação coronariana e o auxílio à prevenção do acidente vascular cerebral, da hipertensão arterial e da doença coronária. Correr também favorece o aumento da massa muscular, fortalece os tendões, ligamentos e articulações, auxilia o combate à osteoporose e o controle do peso corporal, do colesterol, do estresse, da ansiedade e da depressão. Além disso, observa-se também o estímulo ao fim de hábitos nocivos, como o uso de álcool e cigarros. “Quem pratica a corrida com o intuito de ter uma vida mais saudável precisa fugir dos hábitos inadequados, como beber e fumar, e deve comer mais frutas e manter uma boa alimentação”, orienta Correia.


A Corrida

Para que haja ganhos, é preciso correr uma distância ou tempo suficiente para se estimular as adaptações fisiológicas, mas sem exagerar a ponto de ocasionar lesões. De acordo com especialistas, uma hora de exercícios diários seria o ideal para se alcançar os benefícios. Uma pesquisa americana revelou recentemente que a prática de exercícios aeróbicos, com destaque para a corrida, promove benefícios físicos e na saúde das mulheres. A prática de uma atividade aeróbica como a corrida traz inúmeros benefícios para o corpo, tanto do homem quanto da mulher, em todas as idades.

Para as mulheres, a corrida influencia de modo diferenciado em cada fase da vida. Para adolescentes, estimula a prática de hábitos saudáveis e exercícios, além de garantir uma vida tranqüila na velhice. Para adultas, diminui a tensão e o estresse, melhora a tolerância a esta sobrecarga, diminui riscos de doenças e facilita o gerenciamento de seu repouso e descanso. Em idosas, melhora o condicionamento físico e a autoestima, diminui riscos de ansiedade e depressão. Pode auxiliar inclusive nos possíveis tratamentos clínicos de osteoporose, hipertensão arterial, diabetes e obesidade, além de prevenir riscos de queda, por melhorar o equilíbrio e a consciência corporal. São inúmeros os benefícios da corrida. Os mais importantes estão relacionados a uma significativa redução da incidência de neoplasias ginecológicas, principalmente o câncer de mama primário e secundário.

A corrida é um dos exercícios mais recomendados para o bem-estar físico e mental. Além de ser uma atividade completa que envolve praticamente todos os músculos do corpo, ela é aliada na queima de gorduras e no aumento da massa muscular. O sexo e a corrida formam a combinação perfeita para o bem-estar no dia-a-dia. Ambos liberam endorfina e têm uma relação direta com o estado de humor da pessoa. Quem faz sexo pode ter um desempenho melhor na corrida, assim como quem corre pode melhorar a atividade sexual. Os dois caminhos farão bem para a alma e é isso que importa , diz o fisiologista. Ele explica que a endorfina, estimulada pela corrida, é responsável pela sensação de bem-estar. Sentindo-se bem e mais saudável, o indivíduo melhora a auto-estima, o que gera o aumento da libido. Ou seja, após fazer sexo, o treino tende a ser muito bom e o corredor estará mais relaxado. A recíproca também é verdadeira. O exercício movimenta o corpo e gera bem-estar. Com o corpo mais energizado, o desejo sexual aumenta.

O sexo melhora o humor, e o desempenho sexual alivia a tensão. O especialista ressalta que a auto-estima elevada ajuda, também, na diminuição da vergonha. O corpo fica mais bonito, a pessoa sente-se melhor e, conseqüentemente, mais solta na cama . A receita mágica vale para aquelas pessoas mais tímidas, que têm vergonha do parceiro ou da parceira. Isso acontece, em geral, com as mulheres. Quando elas começam a correr e ficam com um corpo mais transado e bonito. No entanto, antes de começar a correr você precisa analisar seu estado físico.

Cada pessoa tem um ritmo diferente e é muito importante respeitá-lo. Para quem está acima do peso, não pratica exercícios há muito tempo, fuma ou tem algum problema respiratório, o ideal é começar caminhando. Andar durante quarenta minutos, duas vezes por semana, já faz bastante diferença e ajuda a ganhar fôlego. Depois, é só aumentar o ritmo e perceberá que dentro de seis meses está pronta para enfrentar qualquer maratona. Além de benefícios cardiovasculares, uma hora de corrida intercalada com caminhada é capaz de queimar em média 500 kcal. Com a prática da atividade física, o organismo torna-se mais saudável, pois a gordura é substituída por músculo, massa magra. Depois de algumas semanas, o corpo já “afina” e fica mais torneado.

Talvez a diferença nem apareça tanto na balança, mas sim nas medidas. Outro atrativo do esporte é o fator financeiro, já que ele pode ser feito na rua ou em quadras. Para praticá-lo, basta usar roupas confortáveis e um tênis de boa qualidade, pois ele ajuda no desempenho e evita futuros problemas. Fora isso, correr ao ar livre pode ser muito relaxante. Então, o que você está esperando?


Kelly Cristina Meller é enfermeira especialista em Terapia intensiva e Oncologia, Mestre em Ciências da Saúde PUC/RS e colunista de saúde do clicrbssantoangelo


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