Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros

Robo auxilia cirurgia de próstata em Florianópolis

10 de junho de 2009 2


Cirurgia urológica inédita é realizada na Grande Florianópolis

Robôs utilizados na medicina, especialmente em cirurgias, servem como auxiliares para os médicos melhor desempenharem suas funções.
Um aspecto importante é a melhoria da destreza do cirurgião durante cirurgia. Não importa o quanto qualificado é um cirurgião, sempre existe um tremor leve das mãos. Em operações delicadas e em espaços restritos como a cirurgia video-laparoscópica da próstata, por exemplo, uma imagem sem tremor é essencial para melhor visualização e identificação de nervos e vasos sanguíneos. Utilizando a vídeo cirurgia juntamente com o braço-robótico a imagem das estruturas internas é aumentada de 5 até 20x seu tamanho normal, onde qualquer tremor de 1mm representa até 2 cm de instabilidade.
Outra vantagem é o fato de que, mesmo em cirurgias longas, o braço-robótico nunca cansa, substituindo um auxiliar da equipe médica e possivelmente diminuindo custos.
O braço-robótico utilizado hoje no Hospital Regional de São José foi o AESOP 3000 cuja função é o posicionamento da câmera durante a cirurgia. O AESOP pode ser comandado por comando de voz do cirurgião, o que permite, ao cirurgião, o posicionamento adequado da câmera sem o mesmo precisar soltar as pinças cirúrgicas das suas mãos para posicionar a câmera.
O AESOP foi o robo utilizado, em conjunto ao sistema de comando robótico ZEUS, na primeira cirurgia Intercontinental do Mundo em 2001, onde um cirurgião francês (Dr. Marescaux) em Nova York operou um paciente co  problema de pedra na vesícula na França.
Muito se evoluiu em relação aos robos em cirurgias e, atualmente, o sistema DaVinci é o mais moderno e possui até 4 braços robóticos comandados por um único cirurgião, porém seu custo é muito alto, cerca de 1,4 Milhões de dólares, fora a manutenção anual.
Mais de 880 robos estão em uso em Hospitais de todo o mundo. A imensa maioria nos Estados Unidos e Europa, onde a cirurgia radical da próstata por robo já é uma realidade e cada vez mais indicada.
No Brasil, desde Abril de 2008, apenas a cidade de São Paulo possui 3 sistemas robóticos DaVinci.

ATENçAO
Apesar das vantagens da cirurgia laparoscópica auxiliada ou não por robo, a cirurgia radical convencional, aberta da próstata ainda é a cirurgia padrão para tratamento do câncer de próstata, pois a técnica operatória requer treinamento comprovado e grande experiência do cirurgião. Certamente, uma cirurgia aberta bem feita traz mais vantagens para o paciente em relação a potência sexual e continência urinária do que uma cirurgia por vídeo onde a equipe médica não esteja devidamente familiarizada com a técnica.

A equipe cirúrgica do procedimente de hoje no Hospital de São José foi chefiada pelo Dr Flavio Lobo Heldwein, médico urologista especialiasta em laparoscopia pelo Institut Montsouris da Universidade de Paris V. A cirurgia teve duração de 3 horas e o paciente se recupera normalmente.

Clique no link abaixo para ver o reportagem do Jornal do Almoço na íntegra.

http://mediacenter.clicrbs.com.br/templates/player.aspx?channel=46&contentID=65646&uf=2

Postado por Flavio Lobo Heldwein, Florianópolis Santa Catarina

Comentários (2)

  • Eduardo diz: 18 de julho de 2009

    Acho que o/a reporter da RBS que fez está matéria deveria ser mandado embora. Induziu o telespectador a achar que era cirurgia robótica e na verdade era só um braço mecânico!Não checou a informação antes! Ou foi alimentada com informações falsas pelo médico? Isto é o que se chama de charlatanismo ?

    RESPOSTA

    Estimado Eduardo,
    Lamento a tua desinformação. Se tu tiveres acesso podes te informar melhor sobre o uso de robos em medicina. O AESOP 3000 não é um suporte mecânico como tu afirmas, ele é sim um braço robótico movimentado por comando de voz, substitui um cirurgião auxiliar durante todo o procedimento, previne as vibrações da mão humana, permitindo uma imagem estável e aumentada em cerca de 5x (pela ótica de laparoscopia). Certamente, o AESOP, foi um marco na evolução da cirurgia robótica, pois foi o primeiro ROBO aprovado pelo FDA americano (e pela ANVISA no Brasil) utilizado com o sistema ZEUS da Computer Motion, EUA, e que permitiu a primeira cirurgia intercontinental (como explicado no texto que criticas). Durante meu fellowship clínico no Institut Montsouris, Universidade Paris 5, França, berço da cirurgia laparoscópica minimamente invasiva da próstata (e se tu fores um colega urologista espero que tu estejas informado do papel de destaque desta Instituição na cirurgia da próstata moderna e no privilégio que é conseguir ser aceito e cursar uma especialização em fellow clínico nesta renomada Instituição), todas as mais de 3000 prostatectomias laparoscópicas, realizadas após o ano de 2002, foram assistidas pelo robo AESOP 3000, sendo que cerca de 900 procedimentos foram realizados com o robo DaVinci.
    Gostaria de te informar que as primeiras prostatectomias laparoscópicas assistidas por robô foram realizadas em solo brasileiro, em São Paulo, em Abril de 2008, quando eu, pessoalmente, já havia realizado, como primeiro cirurgião, algumas prostatectomias com o DaVinci (fazendo parte de um seleto grupo de urologistas brasileiros, talvez uns 5 até então, que tiveream experiência com o DaVinci) (sistema certamente mais avançado que o AESOP; preço de um AESOP = 80.000 dólares, preço de um DaVinci = 1.400.000 dólares), pois 3 ou 4 prostatectomias são realizadas semanalmente com o DaVinci e outras 8 a 10 com o AESOP. Lamento teu desconhecimento quanto a tecnologia da medicina robótica, sua história e, principlamente, lamento tuas palavras que sugerem macular minha ética profissional, provavelmente tua atitude foi motivada por alguma razão que ignoro, mas que certamente impede que enxergues a conquista que este procedimento representa, realizado no âmbito do SUS, motivo que me deixa orgulhoso, com o auxílio dos funcionários da Secretaria da Saúde, poder prover cirurgias prostáticas complexas com tecnologia igual, neste caso superior a oferecida em convênios e particulares. Teu comentário maldoso de charlatanismo, poderia motivar outras medidas e vai em choque as palavras de incentivo que recebemos e as portas que foram e estão senda abertas para que cada vez mais o saúde do homem idoso tenha a resolutividade esperada em um serviço de saúde pública em Santa Catarina.
    Flávio Lobo HELDWEIN – Urologista

  • Arthur Castilhos diz: 17 de outubro de 2009

    Esse Eduardo é outro que assoou o nariz e o cérebro foi junto.

Envie seu Comentário