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Exame de próstata regular diminui a mortalidade do câncer

19 de março de 2012 0

Muitos avanços vem sendo conquistados em relação a melhoria de diagnóstico de tratamento de problemas de saúde masculina. Apesar destas conquistas, muitas dúvidas ainda precisam ser esclarecidas e o número crescente de estudos médicos de qualidade visam responder estas questões.

Quanto ao câncer de próstata, existe uma grande área cinzenta com perguntas parcialmente respondidas até os dias atuais.

Mês passado, durante o Congresso Europeu de Urologia, uma das apresentações mais aguardadas abordava a atualização do principal estudo que objetiva responder se exame precoce da próstata salva vidas ou não.

O Prof Fritz Schröder, coordenador do estudo ERSPC apresentou novos resultados avaliando os pacientes que foram investigados precocemente e os que não fizeram exames da próstata. Este estudo já havia demostrado que o exame da próstata (PSA) diminuía a mortalidade em mais de 260 mil homens acompanhados.

Agora, 2 anos depois! estes pacientes continuam sendo acompanhados em diferentes países, os resultados são ainda mais favoráveis ao diagnostico precoce. Portanto, o exame de próstata salva vidas sim.

Por outro lado, precisamos considerar que os tratamentos atuais trazem prejuízos na qualidade de vida para alguns destes pacientes, e não são poucos. Esforços estão sendo desprendidos para melhor definirmos quais tumores são agressivos e quais podemos acompanhar.

Fantastico denuncia corrupção na saúde

19 de março de 2012 0

Ontem foi apresentado uma reportagem que abordava o tópico de corrupção em um Hospital Público.


Licitações cujo vencedor já se é sabido, antes mesmo dos editais ficarem prontos, Propinas, negociatas...

Num país rico como o Brasil, a saúde é precária para os que mais precisam.

Consciência!!!!! Para os profissionais da saúde sérios, familiares e pacientes que se deparam diariamente com a falta de recursos, equipamentos, infra-estrutura de um hospital...

Exame da próstata: devo ou não fazer. Parte 2

28 de fevereiro de 2012 0

Principalmente em homens com mais idade (acima de 75 anos) o exame anual não ajuda a salvar vidas, pois estes homens tem muito mais chance de morrerem de outro problema que de um câncer de próstata que não foi diagnosticado aos 50, 60, 70 anos.

Mas em homens mais jovens 50, 60 anos, o diagnóstico precoce salva vidas. Porém, com o diagnóstico precoce que ajuda uns, pode atrapalhar a vida de outros.
Pois tanto a cirurgia quanto a radioterapia e suas modalidades, prejudicam a qualidade de vida de muitos pacientes. Como dificuldade de ereção, perdas urinárias, problemas intestinais e psicológicos.
A GRANDE QUESTÃO é saber quais tumores de próstata são pouco agressivos e quais precisam ser tratados.
Apesar de toda a evolução ainda é difícil para a medicina afirmar com certeza quais tumores irão progredir e quais nem deveriam ser diagnosticados pois nunca iriam incomodar.
Hoje, além de tratamentos curativos como cirurgia (a prostatectomia) e a radioterapia e suas modalidades, existe uma outra opção; a de seguir de forma ativa o paciente. Esta opção é baseada nas características iniciais do tumor. Tumores que aparentemente não são agressivos poderiam e estam sendo acompanhados pelos seus urologistas e se o tumor começar a evoluir dai sim ser tratados. Porém, esta modalidade só deve ser optada quando o seguimento e o acesso ao tratamento é facilitado.
Ainda assim, no início deste mês (outubro-2011), a United States Preventive Services Task Force (entidade americana responsável por prevenção) recomendou que o teste não deve ser feito.
Os homens de hoje estão cada vez mais se preocupando em envelhecer com saúde.
Essas recomendações são baseadas em estudos com grande número de pacientes, as vezes 300 mil homens estudados. Porém, são recomendações e a decisão de fazer ou não o exame deve ser individualizada entre o homem e seu urologista de confiança. Certamente, esclarecer dos prós e dos contras dos exames ajuda a tomarmos uma decisão em conjunto.
Em Fevereiro, durante o Congresso Europeu de Urologia, discutindo o assunto com alguns colegas americanos, eles afirmaram, que atualmente, a consulta deles com homens que procuram informações a respeito do diagnóstico precoce e condutas em câncer de próstata demora cerca de 30 minutos com orientações e esclarecimentos quanto a este assunto, pois muitas opções existem. E quando existem muitas opções, ainda não definimos qual a melhor.


18 de dezembro de 2011 0

Devo fazer ou não fazer o exame da próstata? Parte 1

11 de outubro de 2011 0

Depois de quase 20 anos, a controvérsia a respeito do teste ainda persiste. Será que ele realmente é eficaz em salvar vidas?

O exame de rotina da próstata começou a ser divulgado nos anos 80. Até então, só era possível fazer diagnóstico em tumores mais avançados, praticamente nunca em fases iniciais onde é possível a cura mesmo de tumores agressivos.

Porém, foi com a evolução da medicina que, nos anos 90, muitos homens começaram a ter seu PSA testado no sangue. Inicialmente, acreditava-se que seria um ótimo exame para detectar precocemente o câncer de próstata. Porém, ainda hoje, a doença é o segundo câncer que mais mata homens no Brasil perdendo apenas para o câncer de pulmão. E o PSA não parece ser o exame ideal para diagnóstico precoce. Porém, apesar de ser imperfeito (outros problemas da próstata também aumentam o PSA e, portanto, o PSA não é específico para câncer), muitos homens foram curados de tumores ao longo destes anos devido ao diagnóstico baseado na investigação devido ao PSA alterado no sangue.


Apesar de grandes esforços de urologistas, estatísticos e pacientes, a controvérsia existe porque vários estudos médicos chegam a diferentes conclusões. Em 2010, um estudo americano (chamado PLCO) concluiu que o PSA solicitado de forma rotineira não salvou vidas ao longo de 7 anos do estudo em homens saudáveis. Outro estudo, europeu (ERSPC), chegou a outra conclusão, que o PSA salva sim vidas. Podendo salvar 27% dos homens que iriam morrer da doença. Em um outro estudo, Sueco (Gotenberg study), ficou claramente demonstrado que o PSA a cada 2 anos reduziu 40% das mortes em pacientes acompanhados por 14 anos.

O que estes números querem dizer:

Quer dizer que, se o estudo europeu estiver correto, no Brasil, onde cerca de 25.000 brasileiros morrem por ano vítimas de câncer de próstata avançado, se estes homens fizessem seu exame anual de próstata, mais de 5.000 não morreram.

Ambos os estudos tem falhas e receberam críticas de experts. Por exemplo, sabemos que o câncer de próstata pode evoluir de forma lenta, demorando 7 a 12 anos para se manifestar e muitos homens podem ser portadores tumores que nunca irão se manifestar. Provavelmente, quando estes estudos apresentarem seus resultados de seguimento destes pacientes com mais de 10-15 anos de tratamento, os estudos irão demonstrar uma diminuição da mortalidade ainda maior.



PERGUNTA do internauta: tortuosidade peniana

28 de setembro de 2011 0

PERGUNTA

"... Tenho 24 anos e meu pênis já é torto a muito tempo, e é torto para baixo gostaria de saber com qual profissional devo me consultar para ver o tratamento.
Ouvir falar de um tratamento com pequenas partículas de polietileno  eu acho que serve para engrossar o pênis isso é verdade?..."


ORIENTAÇÃO

Verdadeiramente, nosso corpo não é simétrico, isto é, frequentemente as dimensões do lado direito não são  idênticas ao esquerdo, seja na face, membros superiores...

Quanto ao pênis, uma tortuosidade cujo ângulo de inclinação é pequeno, é considerado normal.

Alguns homens apresentam uma tortuosidade grande desde a infância, chamada de pênis torto congênito. Nestes casos, o tratamento apenas é indicado quanto o ângulo de inclinação dificulta o ato sexual, não por estética.

Quanto as injeções de substâncias para aumentar o volume peniano, acredito devem ser desencorajadas fora de um estudo clínico em hospitais de excelência, pois as complicações são frequentementes sérias com seqüelas de infecções e com prejuízo, inclusive da função erétil, além da necessidade de cirurgias posteriores reconstrutivas.



PERGUNTA do leitor: incontinência urinária e tratamentos

14 de agosto de 2011 0

PERGUNTA

"... Dr. Flávio, não sei se este é o meio correto de encaminhar uma pergunta, mas vá lá.

... Meu pai fez uma cirurgia na próstata. Quanto à próstata ficou tudo bem, todavia restou como sequela incontinência urinária ... Não obstante,  passados mais de 2 anos, a incontinência permanece e de forma ininterrupta, o que o deixa extremamente deprimido. Pergunto, há alguma possibilidade de reverter esta situação? Algum tratamento ou intervenção que melhore ..."

RESPOSTA

Freqüentemente, nos deparamos com a tomada de decisão de tratamento frente a pacientes com câncer.

Sendo o câncer de próstata o tumor maligno mais comum no homem, excetuando os tumores de pele, muitas famílias enfrentam este problema. Entretanto, apesar de todos os avanços na urologia, ainda muitas perguntas permanecem sem uma resposta definitiva, como, por exemplo, quais tumores são agressivos, quais são pouco agressivos, quais apresentaram uma evolução favorável ou desfavorável frente aos diferentes tratamentos.

Justamente, por que sabemos que hoje existem muitos tumores de próstata pouco agressivos e que estávamos sendo mais agressivos que a própria doença em determinados pacientes, atualmente, existem novas pesquisas quanto a formas de tratamentos mais focalizados, menos agressivos e, consequentemente, com menos seqüelas.

A INCONTINÊNCIA URINÁRIA, é uma destas seqüelas que acometem homens submetidos a tratamentos prostáticos. Felizmente, as modificações nas técnicas de cirurgia e de radioterapia minimizaram muito a taxa de pacientes com este problema de perda urinária involuntária.

Atualmente, cerca de 10-15% dos pacientes apresentam incontinência após um ano do tratamento cirúrgico e/ou radioterápico. Quase na totalidade dos casos, a incontinência é parcial, ou seja, o paciente tem controle da maioria da urina, tendo micção no banheiro, entretanto, apresentando perdas eventuais. São raros os casos que exigem mais de 2 forros/dia.

Serviços e hospitais com grande experiência tendem a ter resultados melhores, com menores taxas de incontinência e de disfunção erétil pós-operatório. Da mesma forma que aparelhos de radioterapia com software mais recentes lesam menos os tecidos ao redor da próstata do que as radioterapias mais antigas.

TRATAMENTO da incontinência urinária após cirurgia. Fisioterapia especializada, procedimentos minimamente invasivos por endoscopia urinária podem ajudar em casos leves. em casos mais severos, que o paciente não tem controle e que, geralmente, ocorrem em pacientes com mais idade, ao redor dos 70 anos, o esfíncter artificial é a opção padrão com ótimo controle.

Semana da Saúde do homem

24 de julho de 2011 0

Nesta semana, a Associação Catarinense de Medicina e a Secretaria de Saúde de São José organizaram um evento educativo abordando o tema da saúde do homem.

O evento foi uma oportunidade de associar o útil ao agradável, informar e esclarecer dúvidas a respeito de problemas comuns aos homens e organizar um bazar beneficiente com mercadorias doadas pela Receita Federal a nossa Associação.

Todo o valor arrecadado pela ACM será destinado a aquisição de equipamentos para o Hospital Regional, para que tenhamos um Serviço de Urologia equipado e de qualidade para atendermos os usuários do SUS.

Tomo a liberdade de agradecer todos os voluntários envolvidos e que fizeram do evento o sucesso que foi, dando um exemplo a todos nós de como podemos ajudar a saúde no nosso país.


Serviço de Urologia do Regional

Apesar da carência de equipamentos, o Serviço de Urologia do Regional consegue realizar cerca de 40 procedimentos cirúrgicos por mês, mesmo enfrentando dificuldades como carência de equipamentos e de infra-estrutura.

Eventos educativos são considerados prioridades pelas entidades médicas nacionais e internacionais, despertando e informando sobre algumas das doenças mais comuns e sobre prevenção e diagnostico precoce.





Pressão alta e impotência

01 de julho de 2011 1

Apesar da pressão alta (HIPERTENSÃO) poder evoluir sem sinais ou sintomas aparentes, a pressão alta é um dos principais responsáveis pelos problemas de ereção no homem.

Com o tempo, a hipertensão dificulta o fluxo de sangue no pênis, vai obstruindo os vasos de sangue que são tão importantes para se conseguir uma ereção e mesmo para manter o pênis ereto durante a penetração.

ATENÇÃO, dificuldade de manter a ereção pode ser um sinal que a circulação de sangue no pênis está prejudicada e não só no pênis, o problema de circulação pode estar se instalando no corpo todo, pois é um problema de circulação.

Isto é muito comum em homens que não controlam a pressão.

Por outro lado, algumas medicações que controlam a pressão também podem prejudicar a potência como os diuréticos (hidroclorodizida, furosemida...) que podem diminuir a circulação de sangue no pênis além de diminuir o zinco no organismo que é importante para a produção do hormônio masculino, a testosterona.

Também os beta-bloqueadores (propranolol, metoprolol...) podem prejudicar a potência.

Provavelmente, os antihipertensivos que menos prejudicam a potência são os inibidores da ECA (captopril, enalapril...), alfa-bloqueadores e bloqueadores docanal de câlcio...


CONVERSE com o seu médico clínico ou cardiologista para optarem pela medicação mais apropriada para o teu caso. O controle do peso, exercícios físicos e alimentos saudáveis podem ajudar a controlar a pressão alta e ainda melhorar a potência sexual em até 60%.


Antidepressivos e problemas sexuais

29 de junho de 2011 0

Efeitos colaterais que prejudicam a sexualidade (dificuldade de ereção, ejaculação e prazer) são comuns tanto em homens quanto em mulheres que precisam de antidepressivos.

Para alguns os efeitos são passageiros e leves, porém para outros os antidepressivos tem um impacto negativo importante na sexualidade.

Na maioria das pessoas os inibidores da receptação da serotonina pode causar efeitos colaterais na função sexual. A fluoxetina, paroxetina, citalopram, sertralina são alguns destes inibidores.

Outra classe de antidepressivos, chamada antidepressivos tricíclicos, como clomipramina e a amitriptilina também podem prejudicar, bem como os inibidores da MAO.

A bupropiona, também utilizada para largar o cigarro, é um antidepressivo que menos prejudica a função sexual.


ANTIHIPERTENSIVOS

As medicações utilizadas para diminuir a pressão alta (HIPERTENSÃO) também podem prejudicar a ereção.

Para a maioria das pessoas, a sexualidade é uma parte importante a qualidade de vida mantendo a auto-estima e ajudando no combate a depressão.

Os efeitos colaterais podem diminuir com o uso mais prolongado da medicação e pela associação com outros remédios.