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Pressão alta e impotência

Apesar da pressão alta (HIPERTENSÃO) poder evoluir sem sinais ou sintomas aparentes, a pressão alta é um dos principais responsáveis pelos problemas de ereção no homem.

Com o tempo, a hipertensão dificulta o fluxo de sangue no pênis, vai obstruindo os vasos de sangue que são tão importantes para se conseguir uma ereção e mesmo para manter o pênis ereto durante a penetração.

ATENÇÃO, dificuldade de manter a ereção pode ser um sinal que a circulação de sangue no pênis está prejudicada e não só no pênis, o problema de circulação pode estar se instalando no corpo todo, pois é um problema de circulação.

Isto é muito comum em homens que não controlam a pressão.

Por outro lado, algumas medicações que controlam a pressão também podem prejudicar a potência como os diuréticos (hidroclorodizida, furosemida...) que podem diminuir a circulação de sangue no pênis além de diminuir o zinco no organismo que é importante para a produção do hormônio masculino, a testosterona.

Também os beta-bloqueadores (propranolol, metoprolol...) podem prejudicar a potência.

Provavelmente, os antihipertensivos que menos prejudicam a potência são os inibidores da ECA (captopril, enalapril...), alfa-bloqueadores e bloqueadores docanal de câlcio...


CONVERSE com o seu médico clínico ou cardiologista para optarem pela medicação mais apropriada para o teu caso. O controle do peso, exercícios físicos e alimentos saudáveis podem ajudar a controlar a pressão alta e ainda melhorar a potência sexual em até 60%.


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Antidepressivos e problemas sexuais

Efeitos colaterais que prejudicam a sexualidade (dificuldade de ereção, ejaculação e prazer) são comuns tanto em homens quanto em mulheres que precisam de antidepressivos.

Para alguns os efeitos são passageiros e leves, porém para outros os antidepressivos tem um impacto negativo importante na sexualidade.

Na maioria das pessoas os inibidores da receptação da serotonina pode causar efeitos colaterais na função sexual. A fluoxetina, paroxetina, citalopram, sertralina são alguns destes inibidores.

Outra classe de antidepressivos, chamada antidepressivos tricíclicos, como clomipramina e a amitriptilina também podem prejudicar, bem como os inibidores da MAO.

A bupropiona, também utilizada para largar o cigarro, é um antidepressivo que menos prejudica a função sexual.


ANTIHIPERTENSIVOS

As medicações utilizadas para diminuir a pressão alta (HIPERTENSÃO) também podem prejudicar a ereção.

Para a maioria das pessoas, a sexualidade é uma parte importante a qualidade de vida mantendo a auto-estima e ajudando no combate a depressão.

Os efeitos colaterais podem diminuir com o uso mais prolongado da medicação e pela associação com outros remédios.

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PERGUNTA DO LEITOR: cirurgia da fimose

PERGUNTA DO INTERNAUTA - Boa Tarde, estou querendo retirar a pele que envolve o penis, mais por uma questão estética, qual seria o risco?

RESPOSTA DO BLOG

A cirurgia da circuncisão é, provavelmente, um dos mais antigos procedimentos cirúrgicos praticado pelos homens.

Várias razões fazem com que a circuncisão (também chamada de postectomia) seja uma das cirurgias mais realizadas em todo mundo. Tradição, motivos religiosos (judeus e islâmicos), higiene e prevenção de doenças.

Para outros, a remoção cirúrgica do prepúcio (pele que recobre a glande, cabeça do pênis) é considerada um procedimento desnecessário.

BENEFÍCIOS DA POSTECTOMIA

A fimose (quando o prepúcio é apertado e não permite apresentar a glande por completo) que prejudica a higiene e pode favorecer a formação de câncer de pênis é o principal motivo médico para fazer a postectomia.

Apesar de sempre ser aconselhado sexo seguro, com camisinha, a postectomia pode diminuir a taxa de transmissão de alguns vírusi como o HIV.

RISCOS

Complicações, como: dor pós-operatória, sangramento, infecção, problemas de cicatrização podem ocorrer.

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Pergunta do internauta: controle da ejaculação

PERGUNTA: Existe algum exercício ou tratamento para controlar a ejaculação?


RESPOSTA DO BLOG:


A ejaculação dita precoce ou prematura pode ser tratada com exercícios sim. Métodos de controle e sequências de exercícios podem melhorar o controle da ejaculação.

A ejaculação prematura é comum em situações de estresse, ansiedade e pode afetar homens de todas as faixas etárias, sendo mais comum em jovens e idosos.

Uma sequência de exercícios específicos é orientada pelo urologista durante a consulta e o homem deve praticá-la por algumas semanas. Estes exercícios tem o objetivo de aumentar o controle na hora da ejaculação, orgasmo.

A ejaculação pode ser de 2 formas: desde sempre (dita primária) ou ter aparecido após algum tempo (dita secundária).

Quando desde a adolescência existe o problema medicações podem ajudar. Já para homens que tinham relações normais e por algum motivo (problemas financeiros no próprio relacionamento, etc.) começaram a relatar ejaculação prematura após, estes exercícios podem recuperar a auto-confiança do homem e voltar a ter um tempo de relação e penetração normal.


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Acordar a noite para urinar. Isto é normal?

Ter um sono repousante, que nos deixe bem dispostos para começar um dia, é o normal.

Qualquer motivo que afete nosso sono, uma noite mal dormida, deixa sequelas no dia posterior.

Apesar, de muitos homens acreditarem que urinam bem, o fato de acordarem durante a noite não é nada normal, seja uma, duas três ou oito vezes.

Como é um sintoma que vai progredindo lentamente, ao longo dos anos, o acordar a noite traduz algum problema relacionado à próstata e à bexiga.

Com o passar dos anos, o aumento benigno da próstata vai dificultando a passagem da urina e sobrecarregando a bexiga, que, finalmente, tem que fazer mais força para esvaziar.

A bexiga também vai sofrendo mudanças com o envelhecimento e, de certa forma, passa a ser mais sensível e enfraquecida.

Portanto, geralmente, são dois os problemas: a próstata que cresce e a bexiga que envelhece.

A boa notícia é que na maioria dos casos, orientações e medicações são eficientes em diminuir os sintomas e melhoraram a qualidade de vida destes homens. As cirurgias ficam indicadas para sintomas severos e complicações devido a este aumento prostático.


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Verrugas no pênis e outras lesões

O câncer de pênis é uma doença muito rara e é encontrado em regiões mais pobres do planeta, onde as condições de higiene são precárias. No Norte e Nordeste do Brasil, é estimado que 16% dos tumores dos homens sejam de pênis. Já em países europeus a taxa é tão baixa quanto 1%.

Uma estratégia simples para prevenção é lavar o pênis com água e sabão mesmo entre a glande (cabeça do pênis) e prepúcio (pele que cobre a glande), sendo o câncer de pênis um câncer que pode ser prevenido com higiene local. A fimose pode dificultar a limpeza e atrasar um diagnóstico já que o tumor pode crescer abaixo da fimose.

Algumas lesões no pênis são consideradas como fator de risco para evoluirem para um tumor maligno de pênis.

VERRUGAS E LESÕES VERRUCOSAS

O vírus HPV é o vírus mais comumente transmitido pelo sexo no mundo, cerca de 5% dos homens de 16 a 35 anos terão verrugas penianas genitais. Elas podem ser únicas geralmente localizadas no prepúcio ou multiplas em todo região genital.

A associação entre o HPV vírus e o câncer de pênis ainda não é um consenso entre os pesquisadores, porém alguns subtipos de HPV parecem estar relacionados.


Outros tipos de lesões planas, papulosas (elevadas), com colorações variadas, avermelhadas também podem ser de difícil diagnóstico.

Portanto, alterações da pele que recobre a glande ou o restante do pênis e da genitália, devem ser examinadas por um médico especialista para esclarecer a natureza da lesão e fazer as recomendações necessárias.


O uso de camisinha previne a transmissão de HPV e vacinas contra o HPV parecem ser uma boa estratégia de prevenção.


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Exame de Próstata: quando começar?

O câncer de próstata é o tumor maligno mais comum no homem, após os tumores de pele. A cada 6 homens, 1 será diagnosticado com um câncer de próstata.

Nas últimas dêcadas, exames médicos periódicos e uma conscientização por parte dos homens, que começaram a cuidar melhor da sua saúde, resultaram em um maior aumento da doença em fases precoces quando a taxa de cura é alta.

Desde 2009, estudos médicos demonstraram que exames periódicos conseguem prevenir a morte relacionada ao tumor. Entretanto, por outro lado, muitos tumores pouco agressivos também foram diagnosticados e talvez desnecessariamente, pois a maioria dos pacientes morre de outro problema de saúde sem relação a estes tumores pouco agressivos.

Hoje, apesar de muitos avanços, ainda temos um pouco de dificuldade de determinar a agressividade destes tumores. Porém, avanços são feitos a cada ano.

Este mês, no Congresso anual da Associação Européia de Urologia realizado emViena, novas informações quanto à detecção precoce do tumor de próstata foram apresentadas.

E, de acordo com uma das instituições mais respeitadas em oncologia, a NCCN dos Estados Uindos, provavelmente a idade de início para o primeiro exame de próstata deveria ser aos 40 anos.

Após esclarecimento de dúvidas entre o paciente e o seu urologista de confiança o PSA (exame de sangue da próstata) poderia ser oferecido aos 40 anos, o que poderia ajudar os médicos a manter um acompanhamento mais seguro destes homens. E se o PSA estiver abaixo de 1, provavelmente um segundo exame poderia ser feito aos 45 anos. Porém se o PSA estiver acima de 1 aos 40 anos de idade, um seguimento anual poderia ser oferecido.

Certo é que a melhor conduta deve ser individualizada entre o médico e o paciente.

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Mitos e fatos: Câncer de próstata

MITO: Câncer de próstata afeta apenas homens velhos

FATO: Apesar do câncer de próstata estar relacionado ao envelhecimento masculino, homens adultos de todas as faixas etárias devem estar orientados a respeito da possibilidade de diagnóstico precoce. Quando o câncer é diagnosticado em homens jovens (ao redor dos 50 anos) existe uma maior possibilidade de ser um tumor mais agressivo do que em homens idosos.


MITO: Se não tenho sintomas urinários, não tenho câncer

FATO: Muitos homens estão enganados ao pensar que o câncer de próstata só deve ser suspeitado se tiver sintomas urinários. Atualmente, com o exame do PSA (exame de sangue) e o Toque retal a maioria dos tumores pode ser diagnosticado em uma fase precoce sem sintomas e com o câncer confinado à próstata, aumentando a chance de cura.


MITO: Câncer de próstata é comum, porém poucos brasileiros morrem dele

FATO: Na verdade, cerca de 15 a 20 mil homens morrem por ano do câncer de próstata no Brasil. O risco de ser diagnosticado com câncer de próstata na vida de um homem é de 1 a cada 6. Cerca de 1 a cada 36 homens com tumor irão morrer por complicações do tumor.


MITO: se meu PSA está normal eu não preciso fazer o toque retal.

FATO: Apesar do exame de sangue do PSA ter mudado o perfil da doença na população, cerca de 20% dos tumores de próstata não elevam o PSA e só são diagnosticados através do toque retal realizado pelo médico.


MITO: Se eu for diagnosticado com câncer de próstata vou ter que ser tratado e o tratamento vai acabar com a minha vida sexual

FATO: Cada vez mais se sabe que alguns tumores pouco agressivos podem ser rigorosamente acompanhados  pelo urologista sem necessidade imediata de tratamento. Quanto a potência sexual, os resultados com cirurgia radical e radioterapia tem evoluido muito com novas tecnologias, e, atualmente, a maioria dos pacientes consegue manter relação sexual após o tratamento.


MITO: todo homem precisa fazer os testes para diagnóstico do câncer de próstata

FATO: Apenas os homens com expectativa de vida maior que 10 anos podem se beneficiar do diagnóstico. A maioria dos homens vai morrer de outro problema de saúde e com o tumor e não pelo tumor. Geralmente homens acima de 75 anos não se beneficiam da investigação rotineira.


MITO: o exame de próstata é 100% correto

FATO: Atualmente, ainda não conseguimos definir bem a agressividade dos tumores. Quem são os pacientes que precisam ser diagnosticados e tratados e quais homens o diagnóstico não necessitaria ser feito ainda é uma questão não respondida. Pois em muitos homens o tratamento não melhora em nada a qualidade de vida deles, além do fato de poder piorar devido a tratamento desnecessários. A pesquisa de novos marcadores poderá no futuro ajudar a definir melhor quem são os homens em risco e quais não precisam se preocupar.

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Será que você tem bexiga dolorosa?

Algumas pessoas reclamam de uma sensação que pode variar de um simples disconforto até uma forte dor na região da bexiga, combinado a um aumento da frequência que vai ao banheiro urinar durante o dia e mesmo durante a noite. Estes sintomas podem ser diários ou em episódios recorrentes ao longo do mês.

A Síndrome da Bexiga Dolorosa, também conhecida como Cistite Intersticial afeta principalmente as mulheres na faixa dos 40 anos, porém também pode acometer homens em qualquer idade.

O diagnóstico é suspeitado quando após uma investigação apropriada se afastar as causas mais comuns deste tipo de queixa, como infecções urinárias, problemas prostáticos nos homens, lesões de bexiga, pedras nas vias urinárias, etc.

Esta dor, disconforto ou pressão, também pode se localizar na região pélvica e a relação sexual pode aumentar ainda mais o disconforto.

Apesar de nada objetivamente ser encontrado em exames, a Dor neste caso é uma doença que pode prejudicar e muito a qualidade de vida, dependendo da severidade dos sintomas. Alterações na bexiga podem ser encontradas em apenas 10% dos pacientes quando submetidos a uma endoscopia da bexiga.

Nos Estados Unidos, é estimado que 1.3 Milhões de pessoas tenham a Síndrome da Bexiga Dolorosa. Destes cerca de 1 milhão são mulheres.


O que causa a Cistite intersticial?

Apesar dos sintomas serem semelhantes a uma cistite por infecção urinária, a causa da Síndrome ainda não foi definida. Certamente, antibióticos não ajudam e muitos pesquisadores estão trabalhando para encontrar uma causa e um tratamento definitivo.


Qual os tratamentos disponíveis?

Atualmente os tratamentos disponíveis objetivam aliviar os sintomas e melhorar a qualidade de vida. Podem ser comprimidos, instilações dentro da bexiga, distensão da bexiga sob anestesia, estimulação de nervos...

Muitos pacientes tem relatado melhoria dos sintomas quando param de fumar e quando modificam a dieta e restringem o consumo de chocolates, pimenta, adoçantes artificiais, alcool, tomates, sucos cítricos.

Estes pacientes podem apresentar ansiedade quanto a exercícios físicos, pois, quando praticados fora de casa sem um banheiro por perto podem causar um estresse. Entretanto, exercícios físicos rotineiros podem aliviar os sintomas e são indicados.


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Calvície precoce e chance de câncer de próstata

Recentemente, foi publicado uma possível associação entre a perda de cabelo aos 20 anos a uma maior chance de ser diagnosticado com câncer de próstata aos 60 anos.

Entretanto, a calvície não parece estar assoicada a uma maior agressividade do tumor, nem ao nível elevado do PSA (examede sangue).

Apesar do estudo, ter um nível de evidência científica médio, o estudo chama a atenção, pois tanto a alopécia (outro nome para calvície) (perda de cabelo) quanto o tumor de próstata estão associados com os hormônios masculinos (testosterona).

Aos calvos fica o consolo que a medicação mais utilizada para desacelerar a queda de cabelo, a FINASTERIDA, também tem um poder de prevenção de tumor de próstata no futuro.

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