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Pedra nos rins, a incidência está aumentando. Tratamentos modernos.

20 de agosto de 2017 0

A Urolitíase (também conhecida como pedra nos rins) é um problema de saúde pública.

A incidência é maior nos homens (cerca de 3 homens são acometidos para cada 1 mulher). A urolitíase é mais comumente encontrada em: brancos, pessoas entre a 3a e a 5a década de vida, justamente na faixa etária mais produtiva, o que resulta em grande impacto financeiro, afastando esse homem ou mulher das suas atividades rotineiras. O Risco de formação de cálculos urinários na vida, varia de 5 – 20%

Problemas de obstrução e dor devido o deslocamento dos cálculos representa 7 a 10 de cada 1.000 admissões hospitalares.

Também é mais comum na população urbana e relacionada ao sedentarismo.

A taxa de recidiva chega a ser 65% em 5 anos.

A principal causa é o fato de uma vida corrida e o esquecer de beber a quantidade de líquidos necessária para diluir as substâncias excretadas na urina, que, irão servir como núcleo formador de uma futura pedra.

Baixa hidratação e, consequente, menor volume urinário diário, baixa de ingesta de frutas cítricas (que contém o citrato que impede a formação de cáclulos na urina), problemas metabólicos, gota, obesidade, diabetes, ingesta de certos medicamentos, história familiar de pedras nos rins, etc, são relacionados com um maior risco portanto.

Em pessoas com urolitíase recorrente, devemos proceder uma investigação minuciosa, para identificação dos fatores relacionados, sugerindo condutas que previnem a recidiva.

Essa investigação metabólica é feita com exames laboratoriais sanguíneos, urinários e do próprio cálculo.

DIAGNÓSTICO

Atualmente, o exame de escolha para diagnóstico da urolitíase é a tomografia computadorizada SEM constraste e com protocolos de menor incidência de radiação.

 

TRATAMENTOS

O urologista tem a sua disposição múltiplas modalidades terapêuticas, podendo individualizar o tratamento para cada caso.

Tratamentos Clínicos

 

  • Sintomáticos (Antiinflamatórios + opióides)

  • Profiláticos (dieta, tiazídicos, aluporinol…)

  • Dissolução do cálculo  (alcalinização da urina…) cistina, ácido úrico…

  • Tratamento medicamentoso expulsivo (a-bloqueadores e antiinflamatórios)

  • Intercurso e atividades

 

LEOC (litotripsia extracorpórea por ondas de choque)

Na década de 1980, o urologista alemão Christian Chaussy e colaboradores, originalmente descreveram a LEOC para tratamento externo de cálculos. Atualmente, a LEOC continua a ser desenvolvida e uma nova geração de litotriptores extracorpóreos vem sendo constantemente otimizada.

Apesar da LEOC ainda ser utilizada em muitos locais, as taxas de sucesso são menores que os modernos ureteroscópios e nefroscópios. Além disso, a LEOC não é livre de complicações.

Cirurgia

  • Endoscópica (ureteroscopia semi-rígida ou flexível, cirurgia nefrolitotripsia percutânea)

  • Laparoscópica ou robótica

  • Aberta

  •  

  • Foto (ao lado) uso do laser pulverizando o cálculo

  • Uso de litotriptores (aparelhos que fragmentam e/ou pulverizam os cálculos): os aparelhos atuais de laser permitem, conforme a programação escolhida pelo urologistata, fragmentar as pedras em porções menores ou até pulveriza-las.

    Se infecção urinária está presente, inicialmente opta-se por derivar a urina obstruída e prescrever antibióticos, para, em seguida, retornar com o tratamento endourológico minimamente invasivo, minimizando o risco de aumentar a pressão intrarenal e a consequente disseminação da infecção.

Câncer de próstata no homem acima dos 70 anos? A idade importa?

17 de janeiro de 2017 0

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O câncer de próstata é o câncer masculino mais freqüente. É associado ao envelhecimento masculino. A média do diagnóstico é aos 65 anos.

Muitos destes homens devem ser avaliados pelo o urologista e pelo geriatra também, devido as possíveis doenças associadas que podem fragilizar a saúde destes indivíduos.

Em 2014, a Sociedade Internacional de Oncologia Geriátrica (SIOG) publicou suas recomendações para homens com mais de 70 anos.

As recomendações foram baseadas por uma análise rigorosa das evidências científicas atuais.

 

CONCLUSÃO: Os homens com mais de 70 anos DEVEM SER TRATADOS conforme seu estado de saúde geral e NÃO DE ACORDO COM A IDADE. Isto é, se um homem de 74 anos é saudável, ativo, se cuida, devemos individualizar um tratamento e/ou acompanhamento específico e diferente de um outro homem COM múltiplas doenças. Da mesma forma que os homens mais jovens, com base em recomendações internacionais.

 

Deve-se utilizar uma escala Escala de Avaliação de Doenças Graves – Classificação Geriátrica, independência  e estado nutricional.

Uma melhor compreensão do papel da vigilância activa para doenças menos agressivas contribui também para a individualização dos cuidados.
Portanto, muitos dos homens com câncer de próstata são idosos. No fisicamente apto, o tratamento deve ser o mesmo que em pacientes mais jovens. No entanto, alguns idosos pacientes com câncer de próstata são frágeis e têm outros problemas médicos. O tratamento no doente individual deve basear-se no estado de saúde e na preferência do paciente e do seu médico.

 

 

 

Fonte: Management of Prostate Cancer in Elderly Patients: Recommendations of a Task Force of the International Society of Geriatric Oncology. European Urology, 2017.

Câncer de próstata em 2016

08 de outubro de 2016 0
figura hu prostatect gill 2008
ESTIMATIVA ANUAL DE NOVOS CASOS
Da acordo com a publicação anual da American Cancer Society (ACS), estima-se que 180,890 novos casos de câncer de próstata ocorrerão nos EUA durante este ano de 2016.
O câncer de próstata é o mais frequente em homens, além de câncer de pele.
Por razões que ainda estando sendo estudadas, o risco de câncer de próstata é 70% maior em negros do que em brancos não-hispânicos.
O INCA (Instituto Nacional do câncer – Ministério da Saúde) estimava 70 mil casos em 2014.
INCIDÊNCIA
Nos anos 1990, as taxas de incidência de câncer de próstata cresceu em grande parte por causa do rastreamento generalizado com o exame de sangue chamado antígeno prostático específico (PSA).
Anos últimos anos, mais precisamente de 2003 a 2012, as taxas diminuíram em 4,0% ao ano (Dados da ACS).
No Brasil, a incidência continua a crescer. E o Sul do Brasil apresenta a maior incidência relatada segundo o INCA, (acima de 90 casos para 100.000 habitantes)
MORTALIDADE
Mortes: Com uma estimativa de 26,120 mortes em 2016, este é a segunda principal causa de morte por câncer em homens, sendo o câncer de pulmão o câncer que mais mata homens e mulheres.
FELIZMENTE, As tendências de mortalidade: as taxas de morte por câncer de próstata estão declinando desde o início dos anos 1990.
Estas quedas são devido a melhorias na detecção e tratamento precoce.
O CÂNCER DE PRÓSTATA TEM SINTOMAS?
Não. Pois nas fase iniciais, o câncer ainda é pequeno para causar alguma sintoma urinário. Da mesma forma que a PRESSÃO ALTA é uma doença silenciosa no início e, depois, aumenta o risco de morte cardio-vascular.
Os sintomas do trato urinário inferior (próstata e bexiga) geralmente, são causados pelo aumento benigno da próstata e dos efeitos do envelhecimento na bexiga.
Portanto, NÃO É RECOMENDO TER SINTOMAS PARA PROCURAR UMA AVALIAÇÃO UROLÓGICA PARA DIAGNÓSTICO PRECOCE
Estados mais avançados da doença podem resultar em dificuldade para iniciar ou parar o fluxo de urina; a necessidade de urinar com frequência, especialmente à noite; sangue na urina; ou dor ou ardor ao urinar.
O câncer de próstata avançado pode se espalhar (dar metástases) para os ossos, o que pode causar dor.
FATORES DE RISCO
A idade, ascendência africana, uma história familiar da doença, e certas condições genéticas herdadas.
No caribe e nos EUA, os homens negros têm maiores taxas de incidência de câncer de próstata do mundo.
A síndrome genética de Lynch e mutações nos gene BRCA1 e BRCA2 comumente, envolvidos no câncer de mama das mulheres podem evoluir com maior risco.
No CEPON em Florianópolis – Brasil, os pacientes negros também apresentam a doença em fases mais avançadas.
Obesidade e tabagismo não aumentam o risco geral. Porém, os homens obesos e fumantes apresentam doença mais agressiva e maiores complicações, sequelas.
EXISTE PREVENÇÃO? Tomar tomate previne câncer de próstata?
Duas drogas de interesse, finasterida e dutasterida, parecem reduzir o risco de câncer da próstata, entretanto, nem sempre MAIS É MELHOR, pois o uso contínuo destes remédios não melhorou a sobrevivência e podem resultar em efeitos colaterais, tais como menor volume de ejaculado.
OS estudos com selênio, polivitamínicos, Vitamina E e licopenos nos tomates, falharam em demonstrar algum benefício e, atualmente, não tem evidência que ajudam, algumas evidências inclusive tem efeitos deletérios sobre a próstata.
EXISTE DIAGNÓSTICO PRECOCE? ( = detecção precoce = rastreamento = prevenção secundária)
Algumas organizações não recomendam de rotina, devido a preocupações com a alta taxa de sobrediagnóstico.
Sobrediagnóstico é a quantidade de câncer descoberto pelo exame da biópsia de próstata que, se o homem não tivesse ido fazer o PSA (exame de sangue), provavelmente ele nunca ficaria sabendo da doença. Em outras palavras, ele morreria COM o câncer na próstata MAS não DO câncer de próstata. Isso é explicado, porque o câncer de próstata estes relacionado com a idade, e homens idosos tem menor expectativa de vida devido a outras doenças, como infartos e derrames (AVC).
Entretanto, essas altas taxas de sobrediagnóstico são melhoradas quando o urologista oferece uma conduta personalizada, isto é, faz uma estratégia de detecção mais inteligente, levando em consideração as características de cada homem e decidindo em conjunto o melhor manejo baseado em evidências.O médico assistente deve esclarecer benefícios e incertezas.
Outras organizações recomendam a diagnóstico precoce. Por exemplo, a American Cancer Society recomenda a partir dos 50 anos e que tenham uma expectativa de vida de pelo menos 10 anos.
Homens com alto risco de desenvolver câncer de próstata (negros ou com algum parente próximo (irmão, pai tio) diagnosticado com câncer de próstata antes dos 65 anos) devem ter esta discussão começando aos 45 anos.
Até aos 40 anos, existe evidência que o exame do PSA pode servidor de comparação e tem valor de predizer se o home tem um risco maior de desenvolver e morrer de câncer de próstata.
COMO TRATAR
Várias características individuais e da doença devem, sempre, ser consideradas.
Na doença localizada, dependendo da faixa etária e expectativa de vida do homem, existe 3 opções terapêuticas que podem ser oferecidas.
O seguimento ativo, sem necessidade de tratamento definitivo de imediato, é uma estratégia com excelente sobrevida em estudos de até 15 anos. Porém, a seleção adequada e criteriosa dos pacientes é essencial. Geralmente, câncer de próstata GRAU 1 (classificados como baixo risco), diagnosticados com tamanho muito reduzido, inicial, são os que apresentam melhores resultados a longo-prazo.
Para tumores mais agressivos, devemos, da mesmo forma ser mais agressivos, objetivando a cura. As opções de tratamento incluem cirurgia (aberta, laparoscópica ou robótica assistida), a radiação externa, ou implantes de sementes radioactivas (braquiterapia) e estratégias como crioterapia e HIFU.
A terapia hormonal pode ser utilizada, em associação com a radioterapia.
Apesar das altas taxas de sobrevida após os tratamentos, portanto, excelentes resultados oncológicos, os resultados, dito, funcionais apresentam efeitos colaterais ou complicações.
Tanto a radioterapia quanto a cirurgia podem resultar em dificuldades urinárias e de ereção, que podem ser por apenas um período ou definitivos.
Quanto a doença é metastática o tratamento pode ser com quimioterapia e/ou hormonioterapia.
O tratamento hormonal pode controlar câncer de próstata avançado por longos períodos de anos.
A quimioterapia pode prolongar a sobrevivência.
Em casos mais avançados, onde o câncer continua a progredir e não responde mais aos hormônios, existe a vacina contra o câncer.
Outros tipos de medicamentos podem ser usados ​​quando o câncer compromete os ossos.
Atualmente, a sobrevivência câncer específica em 5 anos é 99%. Em 10 e 15 anos, as taxas de sobrevivência relativa são de 98% e 95%, respectivamente.

Doença de Peyronie - Tratamento não cirúrgico para tortuosidade peniana?

10 de setembro de 2016 0

A Doença de Peyronie é uma doença com causa ainda não bem conhecida. Os microtraumas no pênis, ao longo da vida, parecem ser a causa mais provável.

É uma doença que pode provocar dor nas ereções, tortuosidade e afinamentos no corpo do pênis e encurtamento do mesmo. Além de disfunção erétil, impotência e prejuízos emocionais para o homem e sua parceira.

Na fase inicial, a Doença de Peyronie, não apresenta uma lesão estável, isto é ela pode piorar ao longo dos meses ou aliviar (raramente). A fase inicial pode durar 6-18 meses. A dor, durante as ereções, pode ser incomoda.

Depois destes meses, a cicatriz interna nos corpos cavernosos chega a um ponto de “esfriamento”amadurecimento e a inflamação diminui. Nesse momento, geralmente, a área endurecida não modifica mais e fica de tamanho estabilizado.

Esta área endurecida que provoca curvaturas pode variar de poucos graus até acima de 90 graus, dobraduras para cima, baixo e laterais são comuns.

peyronie xiaflex

O tratamento cirúrgico, geralmente, deve aguardar esta fase inicial se resolver.

Muitos tratamentos clínicos foram propostos, ao longo dos anos. Porém, poucos ajudam realmente.

A vitamina E sozinha, não ajuda. Porém, quando utilizada com uso de antioxidantes e injeções no local da doença ajudam a diminuir o tamanho da placa endurecida, ainda que pouco.

Outra medicação que foi estudada foi o tamoxifeno. Estudo demonstrou que não ajuda.

O POTABA (paraaminobenzoato de potássio) tem eficácia questionável e efeitos colaterais grandes.

Tadalafila (da mesma clase do Viagra) ajuda pouco, se usada em combinação com outros agentes.

Algumas drogas, injetadas diretamente na placa do pênis, aparentemente, ajudam. Porém, tem resultados bons em menos de 35% dos pacientes. Uma destas drogas é a colagenose de Clostridium (chamada de XIAFLEX). É uma tentativa com eficácia comprovada para pacientes que não desejam aguardar que a cicatrizando fique estável para operar após.

Ácido hialurónico e até BOTOX, estão sendo estudados no momento.

Litotripsia Extracorpórea por Ondas de Choque (LEOC). Pacientes que sofrem de cólica renal, já ouviram falar na LEOC. Ondas de choque aplicadas no pênis é um tratamento proposto para alívio da DOR não da curvatura.

O uso de aparelhos de tração peniana pode ajudar quando utilizado da forma correta em conjunto com injeções de Interferon alfa-2-beta por exemplo.

No futuro, as pesquisas com células-tronco tende a progredir e podem ser uma alternativa. Porém, os estudos atuais com uso de células-tronco em Peyronie não demonstraram melhora.

 

 

Esclarecimento quanto as perguntas

06 de setembro de 2016 0

De acordo com o CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA, respeitando a relação médico-paciente, espaços como este Blog tem a intenção de levar conhecimento sobre saúde e não ser uma forma de consulta.

Centenas de perguntas são enviadas pelos leitores. Porém, perguntas pessoais devem ser esclarecidas com o seu médico assistente ou um urologista que tenhas confiança.

Agradeço a confiança e o reconhecimento pelo Blog. Porém, o sigilo que protege o paciente não permite que eu aprove os comentários com perguntas pessoais.

 

TERAPIA DE REPOSIÇÃO DE TESTOSTERONA (TRT)

16 de novembro de 2015 1

Recentemente, o tema de reposição hormonal masculina tem atraido um interesse crescente da comunidade médica e do público em geral. Preocupações com a manutenção da qualidade de vida, bem-estar e sexualidade após a chegada dos 40 anos, fizeram com que o assunto seja corriqueiro entre os homens.

Com os avanços da medicina e a preocupação em geral com o estilo de vida, a expectativa de vida só cresce e, hoje, podemos afirmar que a segunda metade da vida começa aos 40. Com isso, muitos homens tem adotado um estilo de vida mais saudável visando prevenir problemas futuros associados com o envelhecimento.

Um destes problemas associado com o passar dos anos é a chamada DAEM, Deficiência Androgênica do Envelhecimento Masculino. Esta síndrome, popularmente conhecida como ANDROPAUSA, é caracterizada pelo declínio progressivo do hormônio masculino ( ANDROS = homem), a testosterona para níveis abaixo da normalidade da faixa etária e associada a sintomas habitualmente relacionados com a falta destes hormônios no homem. Esta deficiência parcial ocorre em cerca de 10-50% dos homens acima dos 60 anos, dependendo da faixa etária considerada.

 

Atualmente, sabemos que o termo correto é DAEM, pois a ANDROPAUSA transmite a falsa idéia que seria um processo biológico semelhante ao o que ocorre na mulher, a menopausa, quando realmente existe uma “pausa ovariana“,  caracterizada quando a mulher para de menstruar. Ao contrário, no homem, não existe uma pausa como na mulher, não existe este momento pontual onde a queda pode ser detectada e a partir daí o homem entra em “andropausa”. Portanto, é um declínio gradual com a idade.

No homem, os níveis da testosterona total declinam cerca de 1% a cada ano após os 30 anos. Este declínio é considerado um processo normal do envelhecimento masculino. Além disso, no jovem, a testosterona encontra-se mais livre na circulação o que facilita sua utilização pelo corpo, já no idoso a testosterona livre fica cada vez menos disponível para atuar.

Vários sintomas estão relacionados com a falta da testosterona. Entretanto, estes sintomas não são exclusivamente relacionados com a DAEM e muitas destas queixas são comuns a outras doenças e condições. Tipicamente, o homem queixa-se de: depressão, irritação, impotência sexual e perda de ereções noturnas e matinais, falta de desejo sexual, enfraquecimento muscular, distúrbios de sono, diminuição da massa muscular, tendência a osteoporose, perda de pêlos, aumento da gordura corporal, etc. Portanto, para diagnosticarmos se um homem tem esta síndrome, além das manifestações clínicas, temos que dosar a testosterona e, apenas se este hormônio estiver abaixo do limite inferior da normalidade, a reposição deve ser recomendada. Caso a testosterona esteja normal, a reposição não trará custo-benefício a este homem.

Portanto, não existe uma idade em que a reposição deva ser indicada. A decisão em conjunto entre o médico e o paciente deve considerar os sintomas sempre em associação com a comprovação com exames laboratoriais demonstrando a queda hormonal.

As evidências atuais confirmam que a reposição hormonal masculina pode ajudar a amenizar e reverter  os efeitos adversos destas alterações hormonais, melhorando todos os domínios da qualidade de vida deste homem, resultando em benefícios sociais, bem-estar, retomada de atividades com amigos, melhora de desempenho no trabalho, recuperação da sexualidade, estabilidade emocional, maior energia. Apesar dos benefícios da terapia de reposição hormonal estarem bem documentados, a reposição ainda é controversa entre os médicos, pois, por outro lado, existem riscos e potenciais efeitos adversos.

Um destes riscos em potencial é a exarcerbação de doenças prostáticas. A reposição pode resultar em um discreto aumento do tamanho da próstata. Se a reposição pode aumentar as chances do aparecimento de câncer de próstata isso ainda não foi totalmente esclarecido nas pesquisas médicas. Porém, a taxa de câncer de próstata parece ser a mesma em usuários de reposição e na população normal e este não parece ser um risco em potencial.

O que deve ser bem destacado é que em homens com suspeita ou portadores de câncer de próstata a reposição hormonal é totalmente contra-indicada. Outra contra-indicação absoluta, apesar de rara, é o câncer de mama masculino. Pacientes com queixas severas de obstrução urinária devido à próstata podem receber suplementação hormonal somente após serem adequadamente tratados por seu urologista. E pacientes em terapia de reposição, o exame do toque retal e do PSA (exame de sangue) deve ser feito obrigatoriamente de forma rotineira.

 Recentemente, a ORGANIZAÇÃO AMERICANA (FDA) alertou para o possível aumento de mortalidade em homens em uso de TRT.

Quanto aos riscos cardíacos e controle do colesterol, as pesquisas, apesar de controverso, apontam para um possível efeito deletério, em homens que já tenham Doença Cardíaca e em homens com mais de 70 anos. Nestes 2 grupos, a TRT tem que ser muito bem esclarecida entre o urologista e o paciente.

Trombose de veias também pode ser uma complicação e exigem um seguimento do seu médico.

 

Atualmente, a reposição pode ser feita com comprimidos, cápsulas, injeções de curta/longa duração (que atuam durante semanas ou meses), adesivos ou gels aplicados na pele. Cada via de administração tem seus prós e contras.

Infelizmente, muitas destas preparações são utilizadas na forma de suplementos, doping e em overdoses por usuários de academias e atletas jovens em busca de massa muscular e ganho de desempenho. O que resulta em infertilidade e diminuição do volume testicular, as vezes, de forma permanente.

Twitter do Blog

12 de maio de 2015 0

As mídias sociais (instagram, facebook, twitter) tem sido utilizadas na medicina para uma comunicação mais rápida do conhecimento entre médicos, bem como de médicos para a população leiga.

O blog Saúde do Homem agora tem twitter e o twitter é @FlavioHeldwein 

Nele, eu posto dicas para uma melhor saúde masculina e assuntos e novidades em urologia.

Portanto, é uma conta de twitter profissional que segue as recomendações das diretrizes das associações médicas que regulamentam essas atividades.

Aproveitem.

Consulta médica pela internet

12 de maio de 2015 0

Esclarecimentos aos leitores do Blog Saúde do Homem.

 

Apenas hoje, tive que APROVAR, RESPONDER, REJEITAR 91 comentários de leitores.

Informo que o intuito do Blog é ser um espaço confiável para esclarecer dúvidas e chamar a atenção quanto à saúde do homem em geral. Portanto, o Blog não tem como objetivo substituir a consulta médica, onde (esperamos todos) você possa ser atendido por um profissional humanizado, que possa fazer um bom exame físico (inspeção, palpação, ausculta…) e com conhecimento suficiente para ajudar sua saúde.

Além disso, o Conselho Federal de Medicina  (CFM) proíbe a consulta á distância, protegendo os interesses éticos dos pacientes de “espertalhões”.

A medicina também tenta se adaptar as novas formas de globalização e novos estudos científicos, inclusive, com robôs que vão até o quarto dos pacientes internados na visita ao leito. Através da tela destes robôs, o médico e seu paciente tem uma conversa como em uma ligação de FaceTime, Skype… Porém, esta forma de consulta ainda é restrita a estudos.

A telemedicina é outra forma aprovada e que facilita o resultados de exames.

Sabemos das dificuldades do acesso a consultas com especialistas. Porém, teu corpo é único e nada substitui a consulta e uma boa relação médico-paciente.

 

Novos tratamentos para aumento prostático e sintomas

06 de maio de 2015 0

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Os sintomas do trato urinário inferior são comuns em homens e mulheres. Nos homens, geralmente, após os 45 anos, estes sintomas são mais prevalentes e trazem incômodo para muitos homens e suas famílias. Como já foi esclarecido neste Blog, a culpa destes sintomas, nem sempre é a próstata e seu crescimento benigno, a chamada Hiperplasia Prostática Benigna (HPB). Nem sempre a culpada é a próstata, porque a bexiga também envelhece e sofre com o esforço extra que faz.

Novos tratamentos medicamentosos e cirúrgicos estão sendo estudados e estão apresentando bons resultados a curto-prazo.

Agora, precisamos esperar os resultados a longo-prazo para modificar os tratamentos já consolidados. Por exemplo, um receio que tínhamos era associar uma medicação que age facilitando a micção e uma outra que age “acalmando” a bexiga. Esse receio era baseado em 2 motivos, primeiro não havia estudos concluindo que a associação era benéfica e segundo porque a medicação que age na bexiga poderia diminuir ainda mais a força da bexiga e ter um efeito reverso, isto é, ao invés de ajudar poderia atrapalhar ainda mais e trazer complicações para estes pacientes. Agora sabemos que a associação é benéfica.

Outra medicação que teve sua eficácia comprovada foi o uso diário de remédio, geralmente, utilizado para melhorar a potência sexual. Pacientes referiram alívio dos sintomas urinários com o uso deste remédio.

Quanto as novidades dos procedimentos cirúrgicos, o LIFT da uretra prostática apresentou bom alívio nestes sintomas. Este procedimento é menos invasivo que o tratamento padrão para o crescimento prostático obstrutivo (a RTU de próstata). Também o greenlight laser apresenta resultados similares a RTU de próstata e pode ser uma opção, com menos complicações.   Relembrando: a HPB é comum na maioria dos homens depois dos 45 anos e sua simples constatação em um exame não indica tratamento. Portanto, este homem só precisa ser tratado se apresentar sintomas, como levantar 2 ou mais vezes a noite, micções frequentes de menos de 2/2 horas, jato urinário enfraquecendo, urgência miccional…

Tratamentos para Ejaculação precoce

12 de março de 2015 0

De acordo com uma das Revistas mais renomadas na urologia, a Journal of Sexual Medicine, o uso de antidepressivos e de cremes anestésicos tópicos são eficazes no tratamento da ejaculação rápida.

Recentemente, a ejaculação precoce, também conhecida como ejaculação rápida ou prematura foi conceituada da seguinte forma:

A ejaculação precoce é uma disfunção sexual masculina caracterizada por (1) a ejaculação que sempre ou quase sempre ocorre antes ou dentro de cerca de 1 minuto de penetração vaginal desde a primeira experiência sexual (tipo permanente) ou de uma redução clinicamente significativa e incómodo com o tempo de latência (intervalo), que por muitas vezes é de cerca de 3 minutos ou menos (tipo adquirida); (2) a incapacidade de retardar a ejaculação em todas ou quase todas as penetrações vaginais; e (3) conseqüências pessoais negativas, como a angústia, preocupação, frustração e / ou evitar a intimidade sexual.

 

A tipo permanente acontece desde a primeira relação, geralmente em adolescentes e adultos jovens e a tipo adquirida, geralmente é associada com problemas de ereção, fatores de risco para doença cardíaca, outras doenças, tais como: pressão alta, fumo, obesidade…