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Posts com a tag "câncer de próstata"

Câncer de próstata em 2016

08 de outubro de 2016 0
figura hu prostatect gill 2008
ESTIMATIVA ANUAL DE NOVOS CASOS
Da acordo com a publicação anual da American Cancer Society (ACS), estima-se que 180,890 novos casos de câncer de próstata ocorrerão nos EUA durante este ano de 2016.
O câncer de próstata é o mais frequente em homens, além de câncer de pele.
Por razões que ainda estando sendo estudadas, o risco de câncer de próstata é 70% maior em negros do que em brancos não-hispânicos.
O INCA (Instituto Nacional do câncer – Ministério da Saúde) estimava 70 mil casos em 2014.
INCIDÊNCIA
Nos anos 1990, as taxas de incidência de câncer de próstata cresceu em grande parte por causa do rastreamento generalizado com o exame de sangue chamado antígeno prostático específico (PSA).
Anos últimos anos, mais precisamente de 2003 a 2012, as taxas diminuíram em 4,0% ao ano (Dados da ACS).
No Brasil, a incidência continua a crescer. E o Sul do Brasil apresenta a maior incidência relatada segundo o INCA, (acima de 90 casos para 100.000 habitantes)
MORTALIDADE
Mortes: Com uma estimativa de 26,120 mortes em 2016, este é a segunda principal causa de morte por câncer em homens, sendo o câncer de pulmão o câncer que mais mata homens e mulheres.
FELIZMENTE, As tendências de mortalidade: as taxas de morte por câncer de próstata estão declinando desde o início dos anos 1990.
Estas quedas são devido a melhorias na detecção e tratamento precoce.
O CÂNCER DE PRÓSTATA TEM SINTOMAS?
Não. Pois nas fase iniciais, o câncer ainda é pequeno para causar alguma sintoma urinário. Da mesma forma que a PRESSÃO ALTA é uma doença silenciosa no início e, depois, aumenta o risco de morte cardio-vascular.
Os sintomas do trato urinário inferior (próstata e bexiga) geralmente, são causados pelo aumento benigno da próstata e dos efeitos do envelhecimento na bexiga.
Portanto, NÃO É RECOMENDO TER SINTOMAS PARA PROCURAR UMA AVALIAÇÃO UROLÓGICA PARA DIAGNÓSTICO PRECOCE
Estados mais avançados da doença podem resultar em dificuldade para iniciar ou parar o fluxo de urina; a necessidade de urinar com frequência, especialmente à noite; sangue na urina; ou dor ou ardor ao urinar.
O câncer de próstata avançado pode se espalhar (dar metástases) para os ossos, o que pode causar dor.
FATORES DE RISCO
A idade, ascendência africana, uma história familiar da doença, e certas condições genéticas herdadas.
No caribe e nos EUA, os homens negros têm maiores taxas de incidência de câncer de próstata do mundo.
A síndrome genética de Lynch e mutações nos gene BRCA1 e BRCA2 comumente, envolvidos no câncer de mama das mulheres podem evoluir com maior risco.
No CEPON em Florianópolis – Brasil, os pacientes negros também apresentam a doença em fases mais avançadas.
Obesidade e tabagismo não aumentam o risco geral. Porém, os homens obesos e fumantes apresentam doença mais agressiva e maiores complicações, sequelas.
EXISTE PREVENÇÃO? Tomar tomate previne câncer de próstata?
Duas drogas de interesse, finasterida e dutasterida, parecem reduzir o risco de câncer da próstata, entretanto, nem sempre MAIS É MELHOR, pois o uso contínuo destes remédios não melhorou a sobrevivência e podem resultar em efeitos colaterais, tais como menor volume de ejaculado.
OS estudos com selênio, polivitamínicos, Vitamina E e licopenos nos tomates, falharam em demonstrar algum benefício e, atualmente, não tem evidência que ajudam, algumas evidências inclusive tem efeitos deletérios sobre a próstata.
EXISTE DIAGNÓSTICO PRECOCE? ( = detecção precoce = rastreamento = prevenção secundária)
Algumas organizações não recomendam de rotina, devido a preocupações com a alta taxa de sobrediagnóstico.
Sobrediagnóstico é a quantidade de câncer descoberto pelo exame da biópsia de próstata que, se o homem não tivesse ido fazer o PSA (exame de sangue), provavelmente ele nunca ficaria sabendo da doença. Em outras palavras, ele morreria COM o câncer na próstata MAS não DO câncer de próstata. Isso é explicado, porque o câncer de próstata estes relacionado com a idade, e homens idosos tem menor expectativa de vida devido a outras doenças, como infartos e derrames (AVC).
Entretanto, essas altas taxas de sobrediagnóstico são melhoradas quando o urologista oferece uma conduta personalizada, isto é, faz uma estratégia de detecção mais inteligente, levando em consideração as características de cada homem e decidindo em conjunto o melhor manejo baseado em evidências.O médico assistente deve esclarecer benefícios e incertezas.
Outras organizações recomendam a diagnóstico precoce. Por exemplo, a American Cancer Society recomenda a partir dos 50 anos e que tenham uma expectativa de vida de pelo menos 10 anos.
Homens com alto risco de desenvolver câncer de próstata (negros ou com algum parente próximo (irmão, pai tio) diagnosticado com câncer de próstata antes dos 65 anos) devem ter esta discussão começando aos 45 anos.
Até aos 40 anos, existe evidência que o exame do PSA pode servidor de comparação e tem valor de predizer se o home tem um risco maior de desenvolver e morrer de câncer de próstata.
COMO TRATAR
Várias características individuais e da doença devem, sempre, ser consideradas.
Na doença localizada, dependendo da faixa etária e expectativa de vida do homem, existe 3 opções terapêuticas que podem ser oferecidas.
O seguimento ativo, sem necessidade de tratamento definitivo de imediato, é uma estratégia com excelente sobrevida em estudos de até 15 anos. Porém, a seleção adequada e criteriosa dos pacientes é essencial. Geralmente, câncer de próstata GRAU 1 (classificados como baixo risco), diagnosticados com tamanho muito reduzido, inicial, são os que apresentam melhores resultados a longo-prazo.
Para tumores mais agressivos, devemos, da mesmo forma ser mais agressivos, objetivando a cura. As opções de tratamento incluem cirurgia (aberta, laparoscópica ou robótica assistida), a radiação externa, ou implantes de sementes radioactivas (braquiterapia) e estratégias como crioterapia e HIFU.
A terapia hormonal pode ser utilizada, em associação com a radioterapia.
Apesar das altas taxas de sobrevida após os tratamentos, portanto, excelentes resultados oncológicos, os resultados, dito, funcionais apresentam efeitos colaterais ou complicações.
Tanto a radioterapia quanto a cirurgia podem resultar em dificuldades urinárias e de ereção, que podem ser por apenas um período ou definitivos.
Quanto a doença é metastática o tratamento pode ser com quimioterapia e/ou hormonioterapia.
O tratamento hormonal pode controlar câncer de próstata avançado por longos períodos de anos.
A quimioterapia pode prolongar a sobrevivência.
Em casos mais avançados, onde o câncer continua a progredir e não responde mais aos hormônios, existe a vacina contra o câncer.
Outros tipos de medicamentos podem ser usados ​​quando o câncer compromete os ossos.
Atualmente, a sobrevivência câncer específica em 5 anos é 99%. Em 10 e 15 anos, as taxas de sobrevivência relativa são de 98% e 95%, respectivamente.

Novas recomendações sobre detecção precoce do câncer de próstata

29 de julho de 2013 2

Recentemente, novas recomendações da Associação Americana de Urologia (AUA) apresentaram mudanças em relação a necessidade dos exames periódicos para detecção precoce do câncer sólido mais diagnósticado no homem, o câncer de próstata.

Desde 2008, com a divulgação dos resultados dos estudos que investigavam o real papel do exame do PSA e do toque retal na população geral, diversas sociedades, associações e órgãos públicos internacionais tem revisto suas diretrizes, recomendações.

Aparentemente, existe um consenso que homens idosos com expectativa de vida menor que 10 anos (por exemplo homens acima de 75 anos) não se beneficiam de fazer o chamado rastreamento com PSA, pois o risco deste rastreamento trazer mais malefício que benefício nesta faixa etária é grande.

Entretanto, mesmo o homem com mais de  75 anos mas que goza de plena saúde com expectativa de viver mais de 10 anos, (sem doenças, com família que vive bastante), para este senhor também devemos discutir a possibilidade de detecção precoce.


Tanto a Associação Européia, quanto a Americana de urologia quanto a American Cancer Society (Estados Unidos), tem recomendado que os urologistas informem seus pacientes sobre os riscos e benefícios de se submeter a um seguimento com detecção precoce, o chamado rastreamento oportunista, onde o paciente com seu urologista de confiança decidem qual a conduta mais adequada para o seu caso.

Talvez, os homens que mais se beneficiam sejam os homens na faixa etária dos 55 aos 70 anos, porém homens com familiares  que já desenvolveram a doença e homens negros, tem mais risco de terem câncer de próstata e nestes homens iniciar o rastreamento mais cedo pode estar indicado, por exemplo, ao redor dos 45 anos. Também já ficou demonstrado que um primeiro PSA aos 40 anos pode já indicar um maior risco deste homem ser diagnosticado com câncer futuramente.


DE QUANTO EM QUANTO TEMPO?

Essa é uma pergunta difícil de responder, porém, as recomendações atuais, não são mais de controle todo ano, a não ser quando o exame de PSA já está se elevando.

A AUA, por exemplo, recomenda que o homem sem fatores de risco seja submetidos a exames periódicos de 2/2 anos ou até de 4/4 anos, se o PSA estiver baixo e o toque retal sem suspeitas.


BENEFÍCIOS

Em países que disseminaram o uso do PSA na população masculina, como nos Estados Unidos, a mortalidade do câncer de próstata caiu cerca de 40% desde 1990.

Aqui, no Brasil, a curva de mortalidade ainda está subindo.


RISCOS

Partindo da idéia que tudo na vida tem risco, certamente, fazer exames de sangue (PSA) que não é específico de câncer e sim relacionado a qualquer problema prostático, pode levar este homem a ser submetido a exames invasivos.

Também, pode ser diagnosticado um tumor muito pequeno e que, dependendo da expectativa de vida do paciente em questão, pode nunca progredir.


ESFORÇOS FUTUROS

Os estudos atuais tentam desvendar quais tumores são agressivos e quais são muito pouco agressivos.

No futuro, de forma ideal, poderemos tratar com segurança, apenas os tumores com risco e acompanhar os tumores que levam, as vezes, até 20 anos para crescerem. Atualmente, conseguimos diferenciar mas não com a acurácia ideal e, isto, precisa ser melhorado.

Esta diferenciação é importante, pois apesar da palavra CÂNCER, sempre causar ansiedade, existem mais de 100 tipos diferentes de tumores malignos no corpo humano. E cada um tem sua agressividade, sua evolução de meses ou de anos ou de décadas. E considerando, somente os câncer de próstata, existe, pelo menos, 3 tipos de agressividade, os de baixo risco, risco intermediário e de alto risco.

Saúde do homem na TV Senado

20 de maio de 2013 0

http://www.senado.gov.br/noticias/tv/videos/cod_midia_247609.flv


No link acima vídeo da audiência pública sobre políticas sobre a atenção à saúde do homem que participei no Senado. A apresentação foi para os senadores, tentando contribuir com sugestões e esclarecer algumas dúvidas sobre o assunto, mas também pode ajudar você a saber mais sobre o porquê do homem ter tão pouco espaço na saúde.

Setembro azul passou em branco?

09 de outubro de 2012 0

Mês passado, em vários países do mundo, o mês de Setembro foi escolhido para alertar sobre os problemas masculinos.

Na Europa, a EAU (Associação Européia de Urologia) escolheu uma semana onde campanhas de conscientização sobre este assunto foram realizadas por todo o velho continente.

De acordo com o senso do IBGE, a população brasileira está envelhecendo. O câncer é a doença que mais mata na faixa etária de 50 a 79 anos em ambos os sexos.

É estimado que 1 a cada 4 pessoas morreram pela doença e que 1 a cada 6 homens serão portadores de câncer de próstata. A cada ano, cerca de 12000 homens morrem no Brasil pelo tumor de próstata avançado


ALGUMAS REALIDADES

De acordo com o INCA (Instituto Nacional do Câncer), o câncer de mama pode ser diagnosticado precocemente através da MAMOGRAFIA que, de acordo com a Lei 11.664 de 2008, é um direito de toda mulher brasileira apartir dos 40 anos e este exame deve ser disponível pelo SUS.

Também de acordo com dados do INCA, a cada ano, morrem mais homens de câncer de próstata do que mulheres de câncer de mama. São esperados mais de 52000 novos casos de câncer de próstata a cada ano no Brasil.


PROBLEMA DE SAÚDE PÚBLICA

Os homens tendem a procurar assistência médica quando apresentam sintomas, geralmente com diagnósticos mais tardios. O TABO DA MASCULINIDADE faz com que muitos homens ainda não façam consultas e exames periódicos.

O exame do PSA (exame de sangue) já foi assunto de vários posts no nosso Blog e faz diagnóstico precoce de câncer de próstata sim. Porém o PSA não é perfeito. O PSA é um exame que alerta para problemas da próstata e não é específico de câncer, como muitos homens acreditam. Qualquer problema dentro da próstata pode alterar o PSA. O aumento benigno da próstata e as inflamações chamadas prostatites, podem alterar o exame.


POR QUE MAMOGRAFIA É RECOMENDADA PARA AS BRASILEIRAS E O RASTREAMENTO PRECOCE COM PSA NÃO É DEFENDIDO COMO ESTRATÉGIA DE POLÍTICA  PÚBLICA PARA OS HOMENS?

Estudos científicos demonstram que a mamografia diminui 30% das mortes por câncer de mama nas mulheres. Hoje, sabemos que o PSA também diminui a mortalidade em cerca de 27% em 10 anos e talvez 50% quando os homens são acompanhados por mais de 14 anos.

DOIS PESOS DUAS MEDIDAS

Portanto, o PSA (e o toque retal que faz parte do exame da próstata e detecta tumores que o PSA não detecta) diminui a mortalidade do câncer de próstata. O grande problema é o que o paciente e o seu urologista assistente decidem fazer a partir dai. Isto é, após o diagnóstico precoce, o que fazer?… Cirurgia, raditerapia, acompanhamento????

Todos estes tratamentos podem piorar a qualidade de vida destes pacientes, e os riscos e benefícios destas condutas devem ser discutidos entre o paciente e seu urologista de confiança.

Hoje, sabemos que muitos destes tumores ficam restritos à próstata, sem incomodar, muito menos evoluir para doença avançada em muitos destes homens. PORÉM, ainda nos falta exames que permitam diferenciar com 100% de segurança quais os tumores são pouco agressivos e poderiam ser acompanhados e quais são agressivos e deveriam ser tratados.

Exames que possibilitam caracterizar quais os tumores são agressivos e quais não são, ainda estão em estudo, e pouco acrescentam, atulamente, na prática. Estes exames são exames genéticos que estudam as informações contidas nas células do tumor e, certamente, irão ajudar tanto pacientes quando médicos a decidirem a melhor conduta para cada caso, individualmente.

Exame de próstata regular diminui a mortalidade do câncer

19 de março de 2012 2

Muitos avanços vem sendo conquistados em relação a melhoria de diagnóstico de tratamento de problemas de saúde masculina. Apesar destas conquistas, muitas dúvidas ainda precisam ser esclarecidas e o número crescente de estudos médicos de qualidade visam responder estas questões.

Quanto ao câncer de próstata, existe uma grande área cinzenta com perguntas parcialmente respondidas até os dias atuais.

Mês passado, durante o Congresso Europeu de Urologia, uma das apresentações mais aguardadas abordava a atualização do principal estudo que objetiva responder se exame precoce da próstata salva vidas ou não.

O Prof Fritz Schröder, coordenador do estudo ERSPC apresentou novos resultados avaliando os pacientes que foram investigados precocemente e os que não fizeram exames da próstata. Este estudo já havia demostrado que o exame da próstata (PSA) diminuía a mortalidade em mais de 260 mil homens acompanhados.

Agora, 2 anos depois! estes pacientes continuam sendo acompanhados em diferentes países, os resultados são ainda mais favoráveis ao diagnostico precoce. Portanto, o exame de próstata salva vidas sim.

Por outro lado, precisamos considerar que os tratamentos atuais trazem prejuízos na qualidade de vida para alguns destes pacientes, e não são poucos. Esforços estão sendo desprendidos para melhor definirmos quais tumores são agressivos e quais podemos acompanhar.

Exame da próstata: devo ou não fazer. Parte 2

28 de fevereiro de 2012 0

Principalmente em homens com mais idade (acima de 75 anos) o exame anual não ajuda a salvar vidas, pois estes homens tem muito mais chance de morrerem de outro problema que de um câncer de próstata que não foi diagnosticado aos 50, 60, 70 anos.

Mas em homens mais jovens 50, 60 anos, o diagnóstico precoce salva vidas. Porém, com o diagnóstico precoce que ajuda uns, pode atrapalhar a vida de outros.
Pois tanto a cirurgia quanto a radioterapia e suas modalidades, prejudicam a qualidade de vida de muitos pacientes. Como dificuldade de ereção, perdas urinárias, problemas intestinais e psicológicos.
A GRANDE QUESTÃO é saber quais tumores de próstata são pouco agressivos e quais precisam ser tratados.
Apesar de toda a evolução ainda é difícil para a medicina afirmar com certeza quais tumores irão progredir e quais nem deveriam ser diagnosticados pois nunca iriam incomodar.
Hoje, além de tratamentos curativos como cirurgia (a prostatectomia) e a radioterapia e suas modalidades, existe uma outra opção; a de seguir de forma ativa o paciente. Esta opção é baseada nas características iniciais do tumor. Tumores que aparentemente não são agressivos poderiam e estam sendo acompanhados pelos seus urologistas e se o tumor começar a evoluir dai sim ser tratados. Porém, esta modalidade só deve ser optada quando o seguimento e o acesso ao tratamento é facilitado.
Ainda assim, no início deste mês (outubro-2011), a United States Preventive Services Task Force (entidade americana responsável por prevenção) recomendou que o teste não deve ser feito.
Os homens de hoje estão cada vez mais se preocupando em envelhecer com saúde.
Essas recomendações são baseadas em estudos com grande número de pacientes, as vezes 300 mil homens estudados. Porém, são recomendações e a decisão de fazer ou não o exame deve ser individualizada entre o homem e seu urologista de confiança. Certamente, esclarecer dos prós e dos contras dos exames ajuda a tomarmos uma decisão em conjunto.
Em Fevereiro, durante o Congresso Europeu de Urologia, discutindo o assunto com alguns colegas americanos, eles afirmaram, que atualmente, a consulta deles com homens que procuram informações a respeito do diagnóstico precoce e condutas em câncer de próstata demora cerca de 30 minutos com orientações e esclarecimentos quanto a este assunto, pois muitas opções existem. E quando existem muitas opções, ainda não definimos qual a melhor.


Devo fazer ou não fazer o exame da próstata? Parte 1

11 de outubro de 2011 0

Depois de quase 20 anos, a controvérsia a respeito do teste ainda persiste. Será que ele realmente é eficaz em salvar vidas?

O exame de rotina da próstata começou a ser divulgado nos anos 80. Até então, só era possível fazer diagnóstico em tumores mais avançados, praticamente nunca em fases iniciais onde é possível a cura mesmo de tumores agressivos.

Porém, foi com a evolução da medicina que, nos anos 90, muitos homens começaram a ter seu PSA testado no sangue. Inicialmente, acreditava-se que seria um ótimo exame para detectar precocemente o câncer de próstata. Porém, ainda hoje, a doença é o segundo câncer que mais mata homens no Brasil perdendo apenas para o câncer de pulmão. E o PSA não parece ser o exame ideal para diagnóstico precoce. Porém, apesar de ser imperfeito (outros problemas da próstata também aumentam o PSA e, portanto, o PSA não é específico para câncer), muitos homens foram curados de tumores ao longo destes anos devido ao diagnóstico baseado na investigação devido ao PSA alterado no sangue.


Apesar de grandes esforços de urologistas, estatísticos e pacientes, a controvérsia existe porque vários estudos médicos chegam a diferentes conclusões. Em 2010, um estudo americano (chamado PLCO) concluiu que o PSA solicitado de forma rotineira não salvou vidas ao longo de 7 anos do estudo em homens saudáveis. Outro estudo, europeu (ERSPC), chegou a outra conclusão, que o PSA salva sim vidas. Podendo salvar 27% dos homens que iriam morrer da doença. Em um outro estudo, Sueco (Gotenberg study), ficou claramente demonstrado que o PSA a cada 2 anos reduziu 40% das mortes em pacientes acompanhados por 14 anos.

O que estes números querem dizer:

Quer dizer que, se o estudo europeu estiver correto, no Brasil, onde cerca de 25.000 brasileiros morrem por ano vítimas de câncer de próstata avançado, se estes homens fizessem seu exame anual de próstata, mais de 5.000 não morreram.

Ambos os estudos tem falhas e receberam críticas de experts. Por exemplo, sabemos que o câncer de próstata pode evoluir de forma lenta, demorando 7 a 12 anos para se manifestar e muitos homens podem ser portadores tumores que nunca irão se manifestar. Provavelmente, quando estes estudos apresentarem seus resultados de seguimento destes pacientes com mais de 10-15 anos de tratamento, os estudos irão demonstrar uma diminuição da mortalidade ainda maior.



PERGUNTA do leitor: incontinência urinária e tratamentos

14 de agosto de 2011 0

PERGUNTA

“… Dr. Flávio, não sei se este é o meio correto de encaminhar uma pergunta, mas vá lá.

… Meu pai fez uma cirurgia na próstata. Quanto à próstata ficou tudo bem, todavia restou como sequela incontinência urinária … Não obstante,  passados mais de 2 anos, a incontinência permanece e de forma ininterrupta, o que o deixa extremamente deprimido. Pergunto, há alguma possibilidade de reverter esta situação? Algum tratamento ou intervenção que melhore …”

RESPOSTA

Freqüentemente, nos deparamos com a tomada de decisão de tratamento frente a pacientes com câncer.

Sendo o câncer de próstata o tumor maligno mais comum no homem, excetuando os tumores de pele, muitas famílias enfrentam este problema. Entretanto, apesar de todos os avanços na urologia, ainda muitas perguntas permanecem sem uma resposta definitiva, como, por exemplo, quais tumores são agressivos, quais são pouco agressivos, quais apresentaram uma evolução favorável ou desfavorável frente aos diferentes tratamentos.

Justamente, por que sabemos que hoje existem muitos tumores de próstata pouco agressivos e que estávamos sendo mais agressivos que a própria doença em determinados pacientes, atualmente, existem novas pesquisas quanto a formas de tratamentos mais focalizados, menos agressivos e, consequentemente, com menos seqüelas.

A INCONTINÊNCIA URINÁRIA, é uma destas seqüelas que acometem homens submetidos a tratamentos prostáticos. Felizmente, as modificações nas técnicas de cirurgia e de radioterapia minimizaram muito a taxa de pacientes com este problema de perda urinária involuntária.

Atualmente, cerca de 10-15% dos pacientes apresentam incontinência após um ano do tratamento cirúrgico e/ou radioterápico. Quase na totalidade dos casos, a incontinência é parcial, ou seja, o paciente tem controle da maioria da urina, tendo micção no banheiro, entretanto, apresentando perdas eventuais. São raros os casos que exigem mais de 2 forros/dia.

Serviços e hospitais com grande experiência tendem a ter resultados melhores, com menores taxas de incontinência e de disfunção erétil pós-operatório. Da mesma forma que aparelhos de radioterapia com software mais recentes lesam menos os tecidos ao redor da próstata do que as radioterapias mais antigas.

TRATAMENTO da incontinência urinária após cirurgia. Fisioterapia especializada, procedimentos minimamente invasivos por endoscopia urinária podem ajudar em casos leves. em casos mais severos, que o paciente não tem controle e que, geralmente, ocorrem em pacientes com mais idade, ao redor dos 70 anos, o esfíncter artificial é a opção padrão com ótimo controle.

Acordar a noite para urinar. Isto é normal?

23 de maio de 2011 5

Ter um sono repousante, que nos deixe bem dispostos para começar um dia, é o normal.

Qualquer motivo que afete nosso sono, uma noite mal dormida, deixa sequelas no dia posterior.

Apesar, de muitos homens acreditarem que urinam bem, o fato de acordarem durante a noite não é nada normal, seja uma, duas três ou oito vezes.

Como é um sintoma que vai progredindo lentamente, ao longo dos anos, o acordar a noite traduz algum problema relacionado à próstata e à bexiga.

Com o passar dos anos, o aumento benigno da próstata vai dificultando a passagem da urina e sobrecarregando a bexiga, que, finalmente, tem que fazer mais força para esvaziar.

A bexiga também vai sofrendo mudanças com o envelhecimento e, de certa forma, passa a ser mais sensível e enfraquecida.

Portanto, geralmente, são dois os problemas: a próstata que cresce e a bexiga que envelhece.

A boa notícia é que na maioria dos casos, orientações e medicações são eficientes em diminuir os sintomas e melhoraram a qualidade de vida destes homens. As cirurgias ficam indicadas para sintomas severos e complicações devido a este aumento prostático.


Vacina para o câncer de próstata?

13 de maio de 2010 1

Várias vacinas estão sendo investigadas e empregadas no tratamento de diversos tipos de câncer, entre eles os tumores urológicos como câncer de rim e de próstata.

Infelizmente, a palavra VACINA pode pssar a falsa impressão que agora existe uma maneira de prevenção do tumor da próstata através deste medicamento.

Na verdade, a primeira vacina contra o câncer de próstata foi recentemente aprovada para o tratamento deste tumor nos Estados Unidos pelo órgão de regulamentação americano FDA. Entretanto, esta vacina estimula o sistema imune, de defesa do paciente contra os tumores já em fase avançada e não serve para prevenir o aparecimento da doença nem para tratamento em fases iniciais, onde a prostatectomia, a radioterapia e o seguimento ativo são os tratamentos indicados.

A notícia da aprovação desta vacina, baseada em aumento da sobrevida destes pacientes  em fase muito avançada da doença traz a esperança que uma nova classe de terapias, chamadas imunoterapias possam, unidas as demais terapias em investigação, no futuro provocar uma estabilização da doença, onde o tumor não progride por um período de tempo prolongado, talvez anos, passando o doente a ser um portador de câncer, como uma doença crônica e talvez o diagnóstico de câncer não traga tanta ansiedade e problemas como atualmente.

Atualmente, segundo dados americanos, 1 a cada 4 americanos morre de alguma forma de câncer.

Postado por Flavio Lobo Heldwein, Florianópolis SC