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Mulheres e Maternidade

30 de abril de 2008 1

Nos meses de março, abril e logo mais, em maio, diariamente a mídia nos fala de mulheres.Março, porque dia 8 é o dia internacional da mulher. Abril, porque hoje, dia 30, é o dia nacional da mulher. Maio porque é o mês das mães.

 

Centenas de reportagens nos falam sobre a mulher moderna, assoberbada pela vida doméstica e pelo mercado de trabalho, do seu stress cotidiano na luta profissional e na postergação da maternidade.

Quando se fala em postergar a maternidade, usualmente para depois dos 38 anos, entre os fatores mais comumente envolvidos estão as exigências profissionais ou a falta de um parceiro ideal para constituir uma família.


É sabido que o relógio biológico não pára e que, quanto mais o tempo passa, menores são as taxas de gestação. E aí, o que vemos hoje? Vemos um número cada vez maior de mulheres que não desejam ou não podem gestar ainda, muitas vezes porque estão muito envolvidas com outros projetos, mas temerosas de não poderem ter filhos em função da idade.

Mulheres que estão angustiadas, porque não estão vivendo em sua plenitude o dia de hoje, por estarem muito preocupadas com o dia de amanhã.


Acredito que seja necessário estabelecer prioridades e vivenciá-las intensamente. É claro que do ponto de vista biológico, o ideal é engravidar antes dos 35 anos.Mas,se hoje uma mulher tem 38 anos,

não tem parceiro ou está no início de sua tão sonhada pós-graduação, o que decidir? E, se quando aparecer o parceiro ideal ou a pós-graduação acabar, esta mesma mulher estiver com 42 anos e suas chances de gestação forem pequenas? Qual a solução?


Honestamente, acho que não há fórmula universal que se aplique a todas as mulheres. A vida é cheia de escolhas e cada um tem de fazer as suas.Mas,sobretudo, penso também que existem muitas maneiras de se exercer a maternidade, mesmo quando o relógio biológico já apitou e sei que quem quiser realmente ser mãe vai descobrir estes caminhos.

Neste sentido, a informação adequada com especialistas da área de reprodução humana é fundamental, para desmistificar e para construir uma idéia correta sobre o que realmente existe e sobre o que é possível fazer.

Informe-se!

Postado por Isabel de Almeida-Porto Alegre

Comentários (1)

  • Marciane Faes diz: 2 de maio de 2008

    Acredito que muitas mulheres estejam vivenciando aquela passagem bíblica que chegará um tempo em que se dirá “bem-aventurados os ventres que não geraram e os seios que não amamentaram”. Sou solteira, tenho 35 anos e acho intrigante essa `bem-aventurança`que as mulheres, com relações estáveis, dizem a respeito de não ter filhos. Talvez dificuldades que suas mães vivenciaram em relação ao nascimentos dessas mulheres estejam pesando um pouco mais do que devem, num tempo com tantos recursos.

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