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Posts de junho 2008

ECOGRAFIA 3D/4D

29 de junho de 2008 0

 

A ecografia 3D já vem sendo utilizada há alguns anos no diagnóstico por imagem. Este método é utilizado em ginecologia e obstetríca na avaliação do feto, na avaliação do útero e anexos e tem valor também na avaliação do coração fetal.

 

Importante salientar que ecografia convencional(2D)  é suficiente para avaliar toda e qualquer alteração fetal; o 3D se mostra superior na avaliação de alguns tipos de mal-formações de face, membros e coluna.

 

O reconhecimento por parte dos pais do tipo da alteração estrutural apresentada, é melhor avaliada pelo 3D.

Diversos estudos estão avaliando o potencial do método, tentando determinar o seu lugar na prática clínica.

 

Em obstetrícia, o 3D tem lugar de destaque pois possibilita a visualização da face fetal com detalhes impossíveis na avaliação convencional. A limitação do exame é a posição fetal, pois como o 3D é um exame que analisa a “superfície fetal”, se a parte de feto que desejamos ver não está bem posicionada, não poderemos vê-la adequadamente. Por exemplo, se o feto se encontra de bruços, não poderemos, obviamente ver sua face.

A idade gestacional ideal para realização do exame é a partir das 25-26 semanas até 31-32 semanas, pois nessa época o útero se encontra com uma boa quantidade de líquido amniótico e o feto ainda tem um bom espaço dentro do útero.

 

A ecografia 4D é o 3D em “tempo real”, ou seja, podemos ver o feto se movimentando, bocejando, movimentando braços e pernas, dando uma real noção da vida intra-uterina.

Durante o exame podemos comprovar a emoção que os pais e familiares sentem ao visualizarem o feto nesta modalidade de exame, ocasião que sempre surgem opiniões sobre com quem o bebê será parecido.

 

Com o desenvolvimento contínuo da informática, teremos no futuro aparelhos cada vez melhores e imagens cada vez mais perfeitas.

Postado por Paulo Peres Fagundes – Porto Alegre

FERTILIDADE MASCULINA EM DECLÍNIO

23 de junho de 2008 1

 

Recente pesquisa realizada na Itália, a ser apresentada no congresso italiano da Sociedade de Andrologia, analisou sêmen de 10.000 homens com idade média de 29 anos e concluiu que houve decréscimo na quantidade e na mobilidade dos espermatozóides , se comparado com os dados de 30 anos atrás.


 

Os dados apontam também que homens que vivem em grandes centros urbanos, com maior exposição a agentes poluentes, têm pior qualidade de sêmen do que aqueles que vivem em pequenas cidades.

Isto vale como um alerta, não somente para a população, mas também para as instituições de saúde pública , no sentido de orientar sobre hábitos que podem interferir negativamente na fertilidade , como fumo, álcool, drogas e substâncias poluentes, como as dioxinas.


 

Vale também como alerta para que se procure cada vez mais diminuir índices de poluição ambiental, pois a proteção da fertilidade também faz parte da preservação do planeta.

Postado por Isabel de Almeida – Porto Alegre

ECOGRAFIA MORFOLÓGICA

16 de junho de 2008 0

   

 

 

A ecografia morfológica analisa toda a anatomia fetal e detecta a grande maioria das malformações graves; além disso, permite avaliar os marcadores ecográficos de anomalias cromossômicas e/ou genéticas.


A maioria das anomalias fetais ocorre no grupo de “baixo-risco” (sem história prévia de anomalia anterior), portanto, a ecografia morfológica deve ser oferecida rotineiramente para todas as mulheres grávidas.

  

A incidência de algum tipo de mal-formação é em torno de 2,8% do total das gestações; isto quer dizer que de cada 100 fetos examinados, 3 podem ter alguma tipo de anomalia. Muitas delas podem se apresentar em fases distintas da gestação.

 

A ecografia morfológica ganha essa denominação por ser um exame aonde se analisa com mais detalhes as estruturas fetais. Além da avaliação estrutural realiza-se também a biometria fetal completa, incluindo medidas dos ossos longos, circunferência craniana, circunferência abdominal e todas as relações biométricas.

 

A época ideal para avaliar a morfologia fetal é entre 18-24 semanas de gestação, pois nesta fase, além do feto estar completamente formado, ainda há um bom espaço para o feto e líquido amniótico em quantidade ideal para um bom exame. Mais tardiamente na gestação, os membros ficam mais “apertados” e “encolhidos” o que dificultaria, por exemplo, um diagnóstico de pés-tortos congênitos. Mas, a ecografia morfológica pode ser realizado em qualquer época da gestação após 18-20 semanas.

 

Um bom equipamento de ecografia e um examinador treinado são requisitos fundamentais para um bom exame.

Vale lembrar que a ecografia é exame que não tem 100% de sensibilidade e de especificidade, ou seja, o exame é considerado “normal” dentro dos limites de detecção do método.

Postado por Paulo Peres Fagundes – Porto Alegre

RASTREAMENTO PARA SÍNDROME DE DOWN

12 de junho de 2008 0

As alterações genéticas são mais comuns em mulheres com idade acima de 35 anos, embora possa ocorrer em todas as idades.
 
 
Atualmente, podemos utilizar alguns testes para triagem dos fetos que apresentam um risco aumentado de apresentar síndromes cromossômicas como a trissomia do cromossomo 21,mais conhecida como síndrome de Down.
 
  
A medida da Translucência Nucal (ecografia realizada entre a 11-14 semanas) nos demonstra a chance de apresentar alterações cromossômicas com um percentual de acerto de até 80%. A ausência do osso nasal do feto aumenta a chance do feto ser afetado pela síndrome. Programas específicos de computador ajustam o risco de acometimento da síndrome através de marcadores obtidos na ecografia de rastreamento do primeiro trimestre.
 
 
Acrescentando as dosagens  no sangue da mãe do beta hCG(gonadotrofina coriônica humana) livre e PAPP-A(proteína plasmática “A” associada à gestação) podemos elevar nossa triagem identificando a chance de detecção em 85-90%.
 
 
O teste de risco fetal do primeiro trimestre seria a realização de uma ecografia de rastreamento mais a dosagem do beta hCG e do PAPP-A. Mesmo assim, apesar deste teste ter uma alta taxa de detecção, sobraria um percentual de alterações cromossômicas não detectado pela triagem. Somente um procedimento invasivo, geralmente a amniocentese, pode diagnosticar todas as alterações cromossômicas.
 
 
A amniocentese é coleta do líquido amniótico para realização do cariótipo fetal usualmente indicada em mulheres acima de 35 anos. Naquelas com idade abaixo de 35 anos tal procedimento seria recomendado quando o teste de risco for alterado.
 
 
Converse com seu médico sobre estes exames, eles são importantes para um bom começo do seu pré-natal.

Postado por Paulo Peres Fagundes – Porto Alegre

ENDOMETRIOSE E INFERTILIDADE

08 de junho de 2008 2

A endometriose está presente em aproximadamente 40% da mulheres inférteis.

A presença de endometriose pode ser suspeitada em mulheres que apresentam dor em baixo ventre e lombar, dor nas relações sexuais e menstruações com muito desconforto. Entretanto, existem mulheres que, apesar de não terem nenhum sintoma, apresentam endometriose em grau avançado.

As alterações na anatomia devidas à endometriose podem causar distorção na forma das tubas uterinas e aderências entre estas e os ovários, dificultando o transporte dos espermatozóides e do embrião. Nas mulheres com pouca ou nenhuma alteração da anatomia, a associação com infertilidade pode estar relacionada a alterações na qualidade dos óvulos, dos embriões ou do local de implantação.

A indicação de reprodução assistida depende da extensão das lesões e da alteração anatômica, bem como da idade da paciente e da presença de outros fatores de infertilidade associados.

Postado por Eduardo Pandolfi Passos – Porto Alegre

ENDOMETRIOSE

03 de junho de 2008 2

A cada ciclo menstrual, os ovários são estimulados para produzirem os óvulos. Ao mesmo tempo, o útero se prepara para receber o óvulo fertilizado, dando início à gestação. Caso esta gestação não aconteça, o tecido que reveste internamente o útero, o qual chamamos de endométrio, descama, dando origem à menstruação.

A presença deste tecido endometrial fora da cavidade uterina é chamada de endometriose. Ela pode se localizar nas tubas uterinas, nos ovários, sobre a bexiga e o intestino e até mesmo em órgãos mais distantes, como pulmões e cérebro.

Sabemos que aproximadamente 15% das mulheres apresentam este problema e os principais sintomas são dor pélvica e infertilidade.

A ecografia transvaginal e a ressonância magnética podem sugerir a presença de endometriose, mas o diagnóstico de certeza só pode ser feito mediante visualização, usualmente através de videolaparoscopia cirúrgica.

Como a endometriose pode variar desde uma forma simples até uma desestruturação importante da arquitetura da pelve, os tratamentos são variados, conforme a intensidade dos sintomas e a gravidade dos achados.

Nas mulheres que querem engravidar, a utilização de cirurgia laparoscópica e de técnicas de reprodução assistida, como a fertilização in vitro, podem ser necessárias.

Naquelas que não desejam gestar o uso de medicamentos que bloqueiem a menstruação podem ser utilizados.

Postado por Eduardo Pandolfi Passos – Porto Alegre