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Posts de outubro 2008

IDADE E FERTILIDADE

29 de outubro de 2008 2

 

Estudos recentes na Europa e Estados Unidos têm mostrado que o número de mulheres que tentam engravidar após os 35 anos têm aumentado nos últimos 20 anos.

 

O uso extensivo de métodos contraceptivos e a popularidade crescente das técnicas de reprodução assistida têm dado à mulher a impressão de que a fertilidade feminina pode ser manipulada em qualquer estágio da vida. Embora isto seja verdade em termos de controle de gestações não desejadas, acreditar que a fertilidade pode ser obtida no tempo mais conveniente para a mulher pode ser enganoso e pode resultar em subfertilidade futura.

 

Por quê?

 

Porque o que os dados nos mostram é que a fertilidade começa a diminuir já na metade da terceira década de vida. Além disto, a gestação em mulheres com idade acima de 38 anos têm risco aumentado  de abortamento, trabalho de parto prematuro e desordens cromossômicas, como Síndrome de Down.

 

É claro que muitas mulheres com idade acima de 38 anos vão engravidar espontaneamente, mas várias necessitarão de tratamento. Como não há como saber quem terá dificuldade ou não para engravidar, a informação acerca dos risco da gestação em idade mais avançada deve ser oferecida a todas as mulheres.

 

Embora o postergar da maternidade seja comum nos tempos atuais, é importante que todas as mulheres saibam que esta decisão pode ter um impacto potencial sobre a sua saúde, a saúde do seu bebê e a possibilidade da subfertilidade ligada à idade. Somente com informação correta e qualificada é que as melhores decisões acerca do momento ideal para engravidar poderão ser tomadas.

Postado por Isabel de Almeida – Porto Alegre

MENOPAUSA PRECOCE E DOAÇÃO DE ÓVULOS

25 de outubro de 2008 2

 

 

A parada de funcionamento do ovário antes dos 40 anos pode ser temporária ou perene. A situação temporária é mais rara e resulta de alterações imunológicas, ou seja, anticorpos que atuem bloqueando o funcionamento do ovário.

 

Desta forma, em algumas situações, podemos ter o retorno à fertilidade. Mais freqüentemente, essas situações são irreversíveis. Nesses casos, o programa de ovodoação pode ser interessante para o casal. A mulher que tem sua menopausa precoce pode receber óvulos doados. Ela é preparada com uso de hormônios e, em determinado momento, os óvulos doados são fertilizados com os espermatozóides do seu companheiro e  colocados no útero, sendo mantido o uso de hormônios para sustentar a gestação.

 

Atualmente, estes casos têm sido feitos através de doação de óvulos por casais que também são submetidos à fertilização e que doam parte de seus óvulos ou através de banco de óvulos. Essa última situação é mais recente e resulta de congelamento de óvulos por mulheres que tiveram a produção de muitos óvulos durante um ciclo estimulado para fertilização, mas não utilizaram todos, mantendo-os congelados.

Postado por Eduardo Pandolfi Passos – Porto Alegre

MENOPAUSA PRECOCE

17 de outubro de 2008 0

 

 

A maioria das mulheres pára de menstruar em torno dos 50 anos. Quando a parada da atividade ovariana se dá antes dos 40, chamamos de menopausa precoce. O principal sinal é a ausência de menstruação, usualmente acompanhada de ondas de calor (fogachos).

 

As causas deste distúrbio muitas vezes são desconhecidas, mas algumas desordens auto-imunes como doenças da tireóide, diabete e vitiligo podem favorecer a entrada prematura da mulher na menopausa.

 

Do ponto de vista reprodutivo, a falência ovariana traz um prognóstico reservado para gestação. Se a paciente ainda responde a medicamentos que a ajudem a ovular, a reprodução assistida pode ser tentada. Caso contrário, é possível usar óvulos doados para a realização de fertilização “in vitro”.

Postado por Isabel de Almeida – Porto Alegre

INFERTILIDADE E PAÍSES EM DESENVOLVIMENTO

12 de outubro de 2008 0

 

À primeira vista, pode parecer um paradoxo. Por que se preocupar com infertilidade em países onde a miséria impera e não há recursos suficientes para alimentar, educar e criar postos de trabalho para a população já existente?

 

O que muitas vezes não percebemos é que, independente do nível social, a infertilidade gera sofrimento e, em países pobres, este sofrimento pode ser ainda maior. Por quê?

 

Porque, habitualmente, nestas populações a culpa da infertilidade, independente da causa, recai sempre sobre a mulher. Se uma mulher não constitui família, está muitas vezes condenada a exclusão social, a humilhações, a abusos ou a ocupar um lugar “de segunda”em casamentos poligâmicos.

 

Hoje, estima-se que haja mais de 186 milhões de mulheres inférteis nos países pobres. Estes dados fizeram com que neste ano de 2008 a Sociedade Européia de Reprodução Humana planejasse um programa de baixo custo para problemas de infertilidade, a ser testado por um ano, em algumas cidades da África. 

 

Este programa será integrado a um processo mais amplo que contemple educação sexual, prevenção e tratamento para doenças sexualmente transmissíveis e HIV, mas que também ofereça oportunidades de gerar filhos àqueles casais que sofrem com o problema da infertilidade involuntária.

Postado por Isabel de Almeida – Porto Alegre

INFERTILIDADE - INVESTIGAÇÃO

01 de outubro de 2008 6

 

As principais causas de infertilidade são  anatômica feminina, masculina, hormonal feminina e sem causa aparente ou desconhecida.
 
Um casal é considerado infértil quando não consegue engravidar após um ano tentando sem sucesso. Portanto, a investigação do casal esta indicada após este período. Em casais cuja mulher tenha mais de 35 anos ou exista uma causa de infertilidade conhecida, a investigação pode iniciar antes.
 
A investigação envolve  análise de hormônios e pesquisa de Clamídia no sangue da mulher , bem como métodos de imagem como ultra-som transvaginal e radiografia com contraste de útero e trompas. Quanto ao homem, a investigação é feita no sêmen,  para examinar o número de espermatozóides,  sua motildade e morfologia.
 
Esta investigação pode facilmente ser executada em um ciclo, desde que os exames comecem a ser realizados a partir do terceiro dia da menstruação. Desta forma, até 80%das causas de infertilidade serão descobertas nesta avaliação inicial.  Exames de maior complexidade, como videolaparoscopia cirúrgica, poderão ser solicitados dependendo dos achados iniciais

Postado por Eduardo Pandolfi Passos – Porto Alegre