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Posts de janeiro 2009

CONGELAMENTO DE ÓVULOS II

26 de janeiro de 2009 0

 

O congelamento de óvulos com vistas a seu armazenamento pode ser realizado por mulheres que vão se submeter a algum tratamento de câncer, como quimioterapia ou radioterapia, assim como pode ser utilizado também por mulheres que desejam somente postergar a gravidez e têm receio de perder seu potencial reprodutivo em função da idade. As taxas de sucesso com este procedimento estão cada dia maiores, embora não haja garantia absoluta de que a gestação será obtida com estes óvulos.

 

Entretanto, para congelá-los é necessário que se cumpram algumas etapas.

Primeiramente, esta mulher será triada para algumas doenças transmissíveis como hepatites B e C, sífilis, HIV, entre outras. Uma vez realizados estes exames, inicia-se o processo de indução da ovulação para que sejam produzidos vários óvulos. Em um ciclo espontâneo, habitualmente a mulher produz um só ovulo. Com o uso de medicamentos, é possível recuperar muitos óvulos para serem congelados.

 

Estas medicações são utilizadas durante 2 a 3 semanas, juntamente com controle ecográfico, o qual vai apontar o momento certo para que estes óvulos sejam retirados do ovário. Neste momento, a paciente receberá uma sedação e seus óvulos serão retirados mediante aspiração dos folículos ovarianos, sob controle ecográfico. Este procedimento é ambulatorial, requerendo um repouso de algumas horas após, podendo  a paciente retomar suas atividades no dia seguinte.

 

Uma vez retirados, os óvulos serão submetidos a procedimentos no laboratório de fertilização que os manterão congelados e armazenados em tanques de nitrogênio líquido, podendo permanecer assim por tempo indeterminado, até que a paciente decida utilizá-los.

Postado por Isabel de Almeida – Porto Alegre

CONGELAMENTO DE ÓVULOS

21 de janeiro de 2009 0

 

  

Existe atualmente a possibilidade de retirar e  guardar  óvulos, mediante técnicas de congelamento e vitrificação, e descogelá-los meses ou anos depois para que sejam fecundados mediante fertilização in vitro.

 

Estas técnicas inicialmente têm sido propostas para mulheres jovens que vão se submeter à quimioterapia e radioterapia em razão de câncer e poderão perder, em função destes tratamentos, o seu potencial, reprodutivo, impedindo que engravidem após. Comprovadamente, para este grupo de pacientes a possibilidade de guardar óvulos melhora a sua auto-estima e os sintomas depressivos , trazendo melhores benefícios ao tratamento oncológico, além de oferecer uma possibilidade concreta de gestação no futuro.

 

Entretanto, mais recentemente, têm-se oferecido estas técnicas para mulheres que , por não terem perspectivas de engravidar em curto espaço de tempo, por razões das mais diversas , como exigências profissionais ou  falta de um parceiro naquele momento, decidem guardar seus óvulos por terem medo de perder seu potencial reprodutivo em função da idade. Quando estas mulheres considerarem que a hora de gestar é a adequada, caso não consigam espontaneamente, ainda terão a chance de obter sua gestação utilizando os óvulos que foram congelados.

Os questionamentos que se colocam hoje é:

-é adequado submeter uma mulher saudável, sem nenhum problema de infertilidade, a um tratamento hormonal que, embora tenha chances pequenas de complicações, não é absolutamente isento de riscos?

-quais as chances reais de  engravidar utilizando estes óvulos?
As chances de  engravidar usando estes óvulos são ainda um pouco inferiores aos resultados obtidos com a fertilização in vitro que utiliza óvulos não congelados.

 

Resumindo, é possível engravidar utilizando óvulos congelados, mas  não há garantia absoluta de que isto vá acontecer. Pode ocorrer de os óvulos fertilizarem adequadamente, transformarem-se em embriões, mas não implantarem na cavidade uterina. Como estes óvulos congelados são em número limitado, pode ocorrer de a mulher usar todos os disponíveis e , ainda assim,não obter a tão sonhada gestação.

 

Portanto, quando se guarda este tipo de material biológico, deve-se ter presente ele é uma reserva e não uma garantia absoluta de gravidez. Caso seja utilizada, esta reserva poderá resultar em gestação ou não. Caso não ocorra gestação e esta mulher não tiver mais óvulos em função da idade, ainda assim haverá alternativas para exercer a maternidade, como ovodoação ou adoção.

Postado por Isabel de Almeida – Porto Alegre

LIGADURA DE TROMPAS E FERTILIZAÇÃO IN VITRO

12 de janeiro de 2009 6

 

A realização de ligadura de trompas em mulheres jovens, usualmente abaixo dos 30 anos, ou a formação de novas famílias, faz com que muitas destas mulheres solicitem a realização de cirurgia visando à reconstituição de sua anatomia. Entretanto, sempre surge o questionamento: seria melhor tentar a cirurgia ou realizar direto uma fertilização in vitro?

 

Para responder esta pergunta, é interessante saber quais as chances de gravidez após cada um destes procedimentos. A cirurgia de recanalização tubária nem sempre consegue reconstituir a anatomia normal, mas, quando consegue, as taxas de gestação se equiparam às da natureza, que variam de 10 a 30%, dependendo da idade da mulher. Já com a fertilização, temos a média de gestação de 30% . A diferença é que, uma vez reconstituída a anatomia tubária, estamos na dependência do que as sucessivas tentativas podem gerar. Já a fertilização in vitro nos dá uma chance mais imediata e, havendo embriões excedentes que possam ser congelados, a taxa de gestação pode ser aumentada com a transferência dos mesmos.

 

Por isto, usualmente utilizamos a idade da mulher como marcador para definir se faremos cirurgia ou fertilização in vitro. Em mulheres  até 35 anos, a cirurgia seria interessante, pois, mesmo sem sucesso em um ano,  teríamos a possibilidade de realizar a fertilização posteriormente. É sempre bom lembrar que a chance de reconstituição das trompas depende da técnica utilizada para ligadura, pois em casos nos quais foram retiradas as trompas ou a parte distal da mesmas, é impossível a sua reconstituição.

Já em mulheres acima de 35 anos, a realização de cirurgia pode levar a um período de espera  maior antes da fertilização, o que faz com que a indicação de fertilização seja mais recomendada, pois a chance de gestação começa a diminuir após os 35 anos da mulher.

Postado por Eduardo Pandolfi Passos – Porto Alegre

O que é ovodoação?

05 de janeiro de 2009 7
 
 

O que é ovodoação?

 

Ovodoação consiste em fertilizar óvulos de mulheres com idade inferior a 35 anos e tranferi-los para mulheres que apresentam falência ovariana, ou seja, não estão mais produzindo óvulos; mulheres com idade avançada, que tiveram diminuição do seu potencial de fertilização; ou mulheres que são portadoras de gens determinantes de doenças severas.

 

Neste tipo de tratamento, óvulos de uma mulher doadora são fertilizados com o sêmen do marido da paciente (receptora), e os embriões formados são transferidos para o útero da receptora. Os óvulos da doadora são estimulados e recuperados utilizando técnicas de fertilização in vitro. No Brasil, a ovodoação costuma ser compartilhada, ou seja, a doadora também necessita realizar fertilização in vitro, geralmente por fator masculino ou tubário, e doará metade dos seus óvulos para uma receptora. Este processo de doação é anônimo, não havendo conhecimento entre os casais.

 

As doadoras são selecionadas pelas clínicas de reprodução assistida e apresentarão idade inferior a 35 anos, semelhança física com a receptora, como cor de olhos e cabelos, cor de pele, estatura, bem como similaridade de tipo sanguíneo. Além disto, são realizadas triagens para infecções sexualmente transmissíveis, como hepatites, sífilis e presença de HIV.

Postado por Isabel de Almeida – Porto Alegre