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Posts de fevereiro 2009

SEXO DO BEBÊ

24 de fevereiro de 2009 0

A ecografia realizada durante a gestação trouxe a possibilidade de os pais saberem o sexo do bebê muito antes de seu nascimento. O que até então era uma expectativa, revelada somente na hora do parto, passou a ser uma descoberta já feita a partir do terceiro mês de gravidez. Esta informação não é buscada por todos os pais, pois muitos desejam o prazer da descoberta e da surpresa ao nascimento. Entretanto, para outros, saber o sexo do bebê é muito importante e este já ganha um nome e um tratamento personalizado.

Sabemos que as células fetais passam para a circulação materna em pequenas quantidades. Assim, pesquisas vêm sendo feitas para isolá-las com o objetivo de extrair informações acerca de possíveis doenças que o bebê possa apresentar. Desta forma, viu-se que o sexo fetal poderia ser definido de uma maneira muito mais precoce. Para isto, é necessário que a mulher colete sangue já no primeiro mês de gestação. Nesta amostra serão feitos estudos através de uma técnica denominada PCR (Polymerase Chain Reaction) que identifica fragmentos do cromossomo Y, possibilitando uma chance de 99% de acerto do sexo fetal.

Este exame não é solicitado de rotina, visto que ainda é mais utilizado quando se pesquisam doenças ligadas ao sexo, embora muitas gestantes sem problemas já estejam recorrendo à técnica para saber o sexo de seu bebê o mais cedo possível.

 

Postado por Isabel de Almeida – Porto Alegre

ABORTAMENTO DE REPETIÇÃO

14 de fevereiro de 2009 1

 

Embora se saiba que as taxas de abortamento espontâneo atinjam em torno de 30% de todas as gestações, uma gravidez que se interrompe, ainda que em um estágio inicial, traz sempre muita angústia e sofrimento para o casal e seus familiares. Quando este evento acontece pela primeira vez, usualmente tranquilizamos o casal e este é orientado a tentar novamente. Entretanto, quando o evento torna-se repetitivo, é necessário que se realize uma investigação para tentar estabelecer uma causa e agir sobre a mesma, evitando assim futuras perdas.

 

As principais causas de aborto de repetição são causas genéticas (alterações cromossômicas), causas anatômicas (útero septado ou bicorno, aderências intra-uterinas ou miomas), fatores hormonais ou endócrinos (diabete mal controlado, distúrbios da tireóide, deficiência de progesterona) ou fatores imunológicos (anticorpos que alteram a vascularização e a nutrição do embrião).

 

Face a estas inúmeras possibilidades, solicitamos exames específicos para avaliá-las e após iniciamos o tratamento. Nos casos onde a investigação não encontra nenhuma alteração, a tranquilização do casal usualmente é suficiente para que uma gestação saudável seja obtida.

Postado por Isabel de Almeida – Porto Alegre

GRAVIDEZ MÚLTIPLA

06 de fevereiro de 2009 0

 

Recentemente, foi publicada na mídia notícia de oito gêmeos que nasceram nos Estados Unidos. Embora  não haja muitas informações disponíveis , sabe-se que foram resultado de algum tipo de tratamento em reprodução.

 

A gestação de múltiplos bebês é ,espontaneamnete, evento raro na natureza, representando menos de 1% de todas as gestações. A cada 10.000 nascimentos, somente um corresponde a trigêmeos e gestações com maior número são eventos mais raros ainda.

Entretanto, quando as mulheres são submetidas a algum tipo de tratamento para engravidar, a chance de gestação múltipla aumenta de forma importante, podendo corresponder em alguns casos a 20% dos nascimentos.

 

Embora possa parecer ótimo ter mais de um filho de uma só vez, não necessitando mais submeter-se a tratamentos como fertilização in vitro, o impacto de uma gestação de múltiplos é muito grande. Primeiro, transforma esta gestação em alto risco, pela possibilidade maior de desenvolvimento de complicações, como hipertensão arterial e trabalho de parto prematuro, normalmente exigindo um período grande de repouso, afastando muitas vezes estas mulheres de seu trabalho. Além disto, muitas destas gestações não chegarão ao termo, resultando em bebês prematuros, que necessitarão de internações prolongadas em UTIs neonatais,

Isto sem falar no impacto emocional e econômico sobre a família, que muitas vezes não estava preparada para receber tantos bebês em tão pouco espaço de tempo.

 

Em vista disto, têm-se feito esforços  permanentes, por parte dos profissionais envolvidos em reprodução humana, para que cada vez mais seja transferido um número menor de embriões, para diminuir os riscos de gestações gemelares. A melhoria das técnicas de laboratório de fertilização in vitro e os resultados positivos com congelamento de óvulos e de embriões cada dia mais nos permitem reduzir o número de embriões transferidos para o útero, com altas taxas de gestação, fazendo que situações como estas de oito bebês sejam cada vez mais esporádicas.

Postado por Isabel de Almeida – Porto Alegre