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Posts de julho 2009

ANEMIA E GESTAÇÃO

29 de julho de 2009 0

 

O ferro é um elemento essencial na alimentação pois sua falta determina anemia, a qual pode trazer muitos prejuízos à saúde,  como cansaço, falta de ar, fraqueza e maior suscetibilidade a infecções. A incidência de anemia por deficiência de ferro é variável entre as populações, estando intimamente relacionada às condições sócio-econômicas das mesmas, podendo variar de 15 a 50% , dependendo do grupo estudado. Desde 1992, o Brasil é signatário do compromisso proposto pela Conferência Internacional em Nutrição no sentido de reduzir os indicadores de anemia ferropriva.

 

As mulheres têm maior risco de desenvolver anemia do que os homens, pois todos os meses perdem sangue através da menstruação. Entretanto, é durante a gestação que este problema pode ficar mais evidente, pois as necessidades de ferro na dieta dobram para fazer frente ao crescimento fetal, às perdas sanguíneas durante o parto e à amamentação.

 

Considera-se anemia na gestação quando os índices de hemoglobina estão abaixo de 11g%. Para prevenir que a anemia se instale, é necessário um bom cuidado pré-natal e a suplementação com comprimidos contendo ferro. Em termos de alimentação, as principais fontes de ferro são as carnes vermelhas, feijão, lentilha e vegetais folhosos escuros, como espinafre. Existem alimentos que aumentam a absorção do ferro pelo organismo, como as frutas cítricas. Desta forma, a associação de frutas frescas às refeições é uma boa estratégia. Existem também componentes que causam diminuição de ferro total da dieta, como os chás e o café, devendo ter sua ingesta controlada durante a gravidez.

Postado por Isabel de Almeida – Porto Alegre

CÉLULAS TRONCO E REPRODUÇÃO HUMANA

22 de julho de 2009 1
  

As células tronco são células que tem a capacidade de se diferenciar dando origem aos vários tipos de tecidos. O exemplo mais interessante é o embrião humano quando em estágio de blastocisto, suas células internas, dão origem aos duzentos tipos de células que estão no nosso corpo.

 

 Além do embrião, temos outras fontes de obtenção de células tronco como a medula óssea, tecido gorduroso, placenta, sangue periférico entre outros. 

 

Muito tem sido veiculado sobre a possibilidade de realizar tratamentos com células tronco. Recentemente, foi publicado um trabalho, realizado em animais, no qual se utilizou medicamento para levar à menopausa e, posteriormente, foi utilizado células tronco sendo comprovada a volta da função do ovário. Da mesma forma, outro trabalho ganhou o noticiário quando foi obtido espermatozóides.

 

Sabemos que ainda estamos na fase de experimentação e, que muitos trabalhos devem ser realizados para que possamos comprovar e até utilizar tal prática.

Postado por Eduardo Pandolfi Passos – Porto Alegre

EMBRIÕES CONGELADOS: QUAL SEU DESTINO?

05 de julho de 2009 0
 

O avanço das técnicas de reprodução assistida tem proporcionado aos casais a possibilidade de guardar os embriões excedentes obtidos em um ciclo de fertilização “in vitro”, fazendo com que os mesmos possam ser transferidos para o útero meses ou anos depois, sem que a mulher necessite realizar todo o procedimento novamente.

 

Calcula-se que existam aproximadamente 25.000 embriões congelados em clínicas de reprodução assistida no Brasil. Não existe um tempo limite após o qual o embrião perca a sua viabilidade e já existem nascimentos de embriões congelados há mais de 10 anos. Entretanto, problemas podem surgir quando o casal não deseja mais transferir os embriões guardados. Pela legislação brasileira, estes embriões que não vão ser utilizados pelo casal não podem ser descartados, só havendo duas destinações possíveis:

   – doá-los para pesquisa com células-tronco;

   – doá-los para um outro casal infértil.

 

Além disto, os embriões congelados só podem ser transferidos para o útero se o casal concorda com este procedimento. No caso de separação ou morte de um dos cônjuges, estes embriões não poderão ser utilizados por apenas um dos membros do casal e terão de ser doados para pesquisa ou para um casal infértil.

 

Justamente porque estas questões são complexas e envolvem muitas vezes aspectos religiosos, morais e éticos, é que a discussão sobre o congelamento e o destino dos embriões deve ser feita antes da realização da fertilização “in vitro”. Nos casos onde o congelamento de embriões vai totalmente contra os conceitos éticos e/ou religiosos do casal, pode-se realizar o congelamento de óvulos como alternativa. As taxas de gestação utilizando óvulos congelados ainda são inferiores às obtidas com embriões congelados, mas pode ser a alternativa mais viável para alguns casais.

Postado por Isabel de Almeida – Porto Alegre