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Posts de setembro 2009

QUE É TURISMO REPRODUTIVO?

23 de setembro de 2009 0

 

É comum dentro das clínicas de reprodução assistida ouvirmos a expressão “turismo reprodutivo”, embora a maioria das pessoas não saiba exatamente o seu significado. Realizar “turismo reprodutivo” significa que um casal infértil deslocou-se do local onde vive para outro, em busca de algum tipo de tratamento em reprodução assistida que seu local de moradia não oferece. Esta “viagem”pode englobar grandes distâncias, inclusive troca de países e até continentes.

 

Recente matéria publicada no jornal New York Times coloca que americanos têm viajado grandes distâncias para países como África do Sul, Israel, Alemanha e Canadá, onde os custos da reprodução assistida são mais baixos. Entretanto, o custo não é a única motivação. Outras causas mobilizam os casais a viajarem em busca de tratamento, como:

 - proibição de determinadas técnicas de reprodução assistida por motivos éticos e/ou religiosos nos seus países de origem;

 - falta de tecnologia adequada para realização de reprodução assistida.

 

O que chama atenção é o termo usado para definir esta situação. Usualmente, a palavra “turismo” nos remete

à ideia de lazer, descanso e divertimento e o que vemos nestes casos são casais buscando, muitas vezes desesperadamente, a tão sonhada gestação, mas isto às custas de viagens desgastantes, múltiplos tratamentos, contato com profissionais que muitas vezes falam outro idioma, entre outras situações de stress.

 

Assim, talvez revisar a terminologia empregada para designar esta condição de deslocamento em busca de tratamento seja hoje uma discussão a ser tomada pelas sociedades de reprodução humana.

Postado por Isabel de Almeida – Porto Alegre

MALFORMAÇÕES UTERINAS

11 de setembro de 2009 2

 

As malformações do útero ocorrem entre 0,1 a 2% da população feminina. Útero bicorno, septado, didelfo e unicorno são alguns exemplos de malformações uterinas.

 

Em muitos casos, o diagnóstico destas malformações é realizado durante a gestação, momento em que, devido à presença do saco gestacional em uma das hemicavidades, expõe a presença de útero bicorno ou útero septado. A ecografia transvaginal permite o diagnóstico destas malformações antes da gestação. Por isso, consideramos que seja uma exploração aconselhável na consulta prévia à concepção em pacientes que nunca engravidaram.

       

A ecografia transvaginal em 3D é de grande utilidade para este fim, pois tem a capacidade de mostrar o útero em diversos planos de corte, sendo hoje uma ferramenta diagnóstica imprescindível na boa prática ginecológica. O melhor período para se realizar o exame é antes da menstruação, em que o endométrio secretor apresenta um contraste acentuado com parede muscular uterina.

       

O diagnóstico preciso das malformações uterinas dá segurança ao ginecologista empregar o tratamento adequado a cada caso.

Postado por Paulo Fagundes – Porto Alegre

FERTILIZAÇÃO IN VITRO E GEMELARIDADE

02 de setembro de 2009 1

 

 

 

Com o uso crescente das técnicas de reprodução assistida, o número de gestações múltiplas tem aumentado. Para se ter uma ideia, nos últimos 20 anos, o número de gêmeos dobrou e o número de trigêmeos aumentou em seis vezes.

 

Em média, o número de gêmeos nascidos de fertilização in vitro é de 22%, podendo ser maior ou menor, dependendo do número de embriões transferidos por ciclo. No Brasil, a recomendação do Conselho Federal de Medicina é de que sejam transferidos no máximo quatro embriões de cada vez, embora a tendência atual seja a de transferir menos embriões como forma de reduzir as taxas de gestações gemelares.

 

E aí surge a pergunta: por que reduzir o número de gestações múltiplas em um casal que já está tendo dificuldade para engravidar? Não seria melhor deixar vir dois ou três bebês e então este casal não precisaria mais fazer tratamentos, pois completaria a prole de uma única vez?

Aparentemente, dizer um “sim” a esta pergunta pode ser tentador, mas quando olhamos as estatísticas, vemos que o ideal é ter um bebê de cada vez.

 

As gestações múltiplas aumentam o risco de trabalho de parto prematuro, hipertensão e diabete na gestação, podendo causar retardo de crescimento intrauterino e baixo peso ao nascimento. Além disto, os nascimentos múltiplos também acarretam um custo econômico maior, além do impacto emocional sobre a vida do casal, podendo gerar excesso de trabalho,fadiga física, depressão e stress. O tempo maior de repouso para a gestante, bem como a necessidade de cuidados intensivos com os recém-nascidos, muitas vezes obrigam estas mulheres a se manterem afastadas do mercado de trabalho, o que também pode gerar problemas emocionais e financeiros.

 

Assim, embora muitos casais que se submetem a procedimentos de reprodução assistida não se importem com o risco de gestações múltiplas e, muitas vezes, até desejem que elas aconteçam, é importante que se entenda que a gemelaridade não é o objetivo dos tratamentos de infertilidade, devendo ser,na medida do possível, evitada, a fim de diminuir o impacto sobre a saúde materno-fetal e sobre a realidade econômica e psicológica da família.

Postado por Isabel de Almeida – Porto Alegre