Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros
Capa ZH ZH Blogs Assine agora

Posts de novembro 2009

ENDOMETRIOSE PÉLVICA INFILTRATIVA

24 de novembro de 2009 0

  

A endometriose atinge de 7 a 10 milhões de mulheres no Brasil. É uma doença caracterizada pela presença de glândulas endometriais implantadas fora da cavidade uterina. A endometriose pode acometer os ovários, peritônio, intestinos, bexiga, etc.

 

Os achados mais comuns são as cólicas menstruais intensas e a dificuldade em engravidar. A endometriose pode se apresentar em vários graus, desde pequenos nódulos, cistos e até a endometriose infiltrativa ou profunda. A vídeolaparoscopia é o exame indicado para diagnóstico e tratamento da doença. A avaliação ecográfica prévia a uma abordagem cirúrgica é uma ferramenta indispensável no planejamento da cirurgia.

 

A avaliação da endometriose infiltrativa pode ser realizada pelo ecografia transvaginal com preparo(esvaziamento)intestinal prévio. Este exame permite a avaliação dos ovários, fundo de saco, permite ver qual a profundidade do acometimento intestinal e se a endometriose é retro ou intra peritoneal. Com essas informações o cirurgião pode ter uma idéia mais acurada da extensão das lesões. As lesões que podem ser identificadas são as que apresentarem uma espessura mínima de 5 mm.  

 

A avaliação não invasiva deste tipo de endometriose pode ser complementada com a ressonância magnética,  porém,  a ecografia transvaginal pelo seu baixo custo e praticidade é o exame de primeira escolha nesta patologia.

Postado por Paulo Peres Fagundes – Porto Alegre

HIDROSSALPINGE E INFERTILIDADE

03 de novembro de 2009 0

 

Hidrossalpinge é a presença de líquido na tuba de Falópio, obstruída devido à infecção, endometriose ou cirurgia prévia. Frequentemente se estabelece após um episódio de doença inflamatória pélvica. Nesta condição, bactérias ascendem da vagina em direção ao útero e tubas, desencadeando um processo infeccioso. O diagnóstico de hidrossalpinge é feito mais precisamente através da ultrassonografia transvaginal, que mostra tubas dilatadas com líquido em seu interior , ou através da laparoscopia.

 

Hoje, sabe-se que estas tubas dilatadas, além de dificultar que a mulher engravide espontaneamente, também reduzem as taxas de gestação quando a mesma é submetida à fertilização in vitro. O mecanismo exato através do qual a hidrossalpinge interfere com as taxas de gestação não é bem conhecido, mas acredita-se que três fatores estejam envolvidos. Primeiro, o líquido da tuba em contato com a cavidade uterina deslocaria o embrião, dificultando sua implantação. Segundo, este líquido liberaria várias substâncias tóxicas ao embrião, dificultando o seu desenvolvimento e , por último, interferindo com a receptividade endometrial.

 

Desta forma, a conduta mais recomendada hoje é a de que mulheres que apresentam hidrossalpinge com mais de 3cm, ou visíveis ao ultrassom, considerem a possibilidade de remover cirurgicamente esta tuba dilatada antes de se submeterem a procedimentos de fertilização in vitro, a fim de aumentar as taxas de implantação e gestação.

Postado por Isabel de Almeida – Porto Alegre