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Posts de janeiro 2010

IDADE PATERNA E FERTILIDADE

18 de janeiro de 2010 0

 

Relatos sobre paternidade com idade avançada sempre estiveram presentes. Já na Bíblia é citado Matusalém, que teria sido pai aos 187 anos. Nas publicações científicas, o pai mais velho que se tem conhecimento teve seu caso publicado em 1935 e tinha  94 anos quando tornou-se pai. Curiosidades à parte, este assunto vem-se tornando importante em função da crescente postergação das gestações, bem como em função do aumento da expectativa média de vida e dos avanços na reprodução assistida.

Embora a fertilidade feminina tenha um limite natural, definido pela menopausa, a função reprodutiva masculina não termina de forma abrupta, mas, sim, vai declinando de forma lenta e gradativa. Recentes estudos mostram que, com o avançar da idade, o homem também diminui sua fertilidade e contribui para aumentar as complicações durante a gestação, como abortamentos, pré-eclâmpsia e partos prematuros.

Estas associações explicam porque muitos países têm limitado a idade dos doadores de sêmen para no máximo 45 anos. Estes possíveis efeitos adversos sobre a fertilidade e o desfecho das gestações devem ser considerados, apesar das potenciais vantagens das crianças que nascem de pais mais velhos, com maior estabilidade sócio-econômica.

Postado por Isabel de Almeida – Porto Alegre

PREVENINDO A INFERTILIDADE

04 de janeiro de 2010 1

 

O desejo de ter filhos está presente em grande parte das pessoas, em qualquer lugar do planeta, mas, em alguns casos, ele não é facilmente realizado. Alterações na fertilidade podem ser decorrentes de anormalidades genéticas, infecções, fatores ambientais, doenças crônicas ou postergação da maternidade, com comprometimento da reserva ovariana.

 

A natureza impõe um limite para a fertilidade humana e, para alguns indivíduos, a janela da fertilidade se fecha mais cedo do que o esperado. Não sabemos com certeza o quanto o sofrimento gerado pela infertilidade pode ser evitado, mas sabemos que muitos aspectos podem ser prevenidos. Por exemplo, a infertilidade de causa tubária, a qual acomete 18% dos casais que são submetidos à fertilização in vitro, é tipicamente consequência de doença inflamatória causada por Clamídia, uma doença sexualmente transmissível que pode ser prevenida.

 

Outros fatores que afetam a fertilidade também podem ser modificados, como fumo e obesidade. Nas mulheres, o cigarro está associado com redução da fertilidade, disfunção ovulatória e menopausa precoce. No homem, o cigarro altera a forma dos espermatozoides e diminui o volume do ejaculado. Já a obesidade está associada com desordens menstruais e ovulatórias, risco aumentado de abortamento e baixos resultados na reprodução assistida. No homem, a obesidade está associada com disfunções eréteis e diminuição na produção hormonal.

 

Uma outra situação onde a prevenção pode promover a fertilidade é o caso dos pacientes com câncer. Estes pacientes precisam ser informados sobre os riscos que alguns tratamentos de quimioterapia e radioterapia apresentam sobre a reprodução e sobre as possibilidades de congelar gametas.

 

Assim, vemos que a infertilidade não é um problema somente do casal, mas também um problema de saúde coletiva, onde medidas educacionais, preventivas e de diagnóstico precoce também são muito importantes.

Postado por Isabel de Almeida – Porto Alegre