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Posts de abril 2010

DECLÍNIO NATURAL DA FERTILIDADE

26 de abril de 2010 1

 

Nas últimas décadas, em vários países desenvolvidos, nota-se uma postergação da maternidade. Por exemplo, no Canadá a proporção de primeira gestação em mulheres acima dos 30 anos aumentou de 7% em 1968 para 44% em 2005.

Entretanto, o que é menos noticiado é o número de mulheres que não consegue engravidar em função do declínio da fertilidade relacionado à idade. Este declínio está ligado basicamente a dois fatores: uma queda nos níveis naturais de fertilidade e um aumento do número de abortos e perdas gestacionais. A queda das taxas de gestação espontânea inicia lentamente por volta dos 30 anos, acelera-se após os 35, chegando a praticamente zero aos 45 anos.

A pergunta que se coloca é: até que ponto as mulheres hoje estão informadas acerca dos limites naturais de sua fertilidade? Pesquisas realizadas mostram que a maioria, independente da escolaridade, não tem conhecimento do processo reprodutivo e suas limitações. Existem várias explicações possíveis para que as mulheres subestimem o impacto da idade sobre a fertilidade. Primeiro, os programas de educação em saúde focam mais na prevenção da gestação do que na fertilidade. Além disto, frequentemente celebridades com mais de 40 anos aparecem nas capas de revistas com seus bebês, embora informações sobre a forma como a gestação foi obtida ( fertilização ” in vitro”, doação de óvulos ou “barriga de aluguel”) sejam raramente discutidas, criando uma falsa ideia de persistência da fertilidade ao longo dos anos.

Embora haja muitas razões importantes para a postergação da gestação, como desejo pessoal, investimento em escolaridade e carreira, busca de independência econômica, uso de métodos contraceptivos seguros, entre outras, é  importante também ter presente as limitações próprias da natureza, para poder decidir sobre o melhor momento de ser mãe.

Postado por Isabel de Almeida – Porto Alegre

SEXUALIDADE E REPRODUÇÃO

13 de abril de 2010 0

 

 

Este ano a pílula anticoncepcional está completando 50 anos.

O surgimento desta medicação marcou o início de uma nova era, desvinculando a sexualidade da reprodução. A primeira consequência do controle da natalidade foi a melhora da qualidade de vida da população em geral, e da mulher em particular, com redução significativa dos índices de mortalidade materno-infantil. Além disto, a pílula anticoncepcional propiciou que a mulher pudesse ter um maior controle no processo reprodutivo, favorecendo sua ascensão profissional e propiciando uma maior satisfação sexual, uma vez que os temores de uma gestação não planejada estavam mais afastados.

 

Por outro lado, até meio século atrás, pensar em concepção desvinculada da idéia de relação sexual era considerada ficção científica. Esta realidade só veio a ser modificada quando, em 1978, nascia na Inglaterra o primeiro bebê de proveta, obtido através da fertilização do óvulo pelo espermatozóide fora do ambiente materno, em laboratório.

Esta tecnologia significou o surgimento do que hoje chamamos de Reprodução Assistida e modificou a relação entre sexualidade e reprodução. Além de proporcionar que casais inférteis obtenham gestação, as tecnologias da reprodução têm trazido perspectivas novas como preservação da fertilidade em pacientes jovens com câncer, diagnóstico de doenças genéticas em embriões, além de discussões sobre reprodução após menopausa, reprodução entre casais homossexuais, doação de óvulos e espermatozóides, entre outros.

 

Sem dúvida, os últimos 50 anos têm trazido novas discussões acerca das relações interpessoais, sobre sexualidade e sobre reprodução. Muitas questões éticas têm se colocado, na medida que as novas tecnologias do processo reprodutivo beneficiam muitas pessoas, mas levantam questionamentos éticos e e morais em outras.

Postado por Isabel de Almeida – Porto Alegre

REFRIGERANTE E INFERTILIDADE

07 de abril de 2010 0

 

Estudo recente realizado na Dinamarca mostrou que homens que consomem mais de um litro de refrigerante à base de cola apresentam uma diminuição de pelo menos 30% no número de espermatozoides, quando comparados com o grupo que não consome este tipo de bebida.

 

Este trabalho, que incluiu mais de 2500 homens, não aponta a causa da diminuição dos espermatozoides diretamente ao consumo de refrigerantes, mas sim ao perfil de consumo. Este grupo, além de beber grandes quantidades de refrigerante, tem também um estilo de vida menos saudável, com grande consumo de gorduras e comidas tipo ” fast food” , além de pouca ingestão de frutas e verduras.

 

Portanto, vale o alerta: uma alimentação saudável e balanceada previne muitas doenças, preservando inclusive a saúde reprodutiva.

Postado por Isabel de Almeida – Porto Alegre