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Síndrome dos ovários policísticos - uma desordem milenar?

13 de abril de 2011 0

Recente artigo publicado em revista de reprodução humana aborda interessante aspecto da síndrome dos ovários policísticos: seria ela uma doença documentada desde a antiguidade?

 Ao que tudo indica, a resposta é sim, pois já Hipócrates, 400 anos antes de Cristo, havia escrito que “as mulheres cuja menstruação é escassa são robustas, com um aspecto masculino e não ficam grávidas…”. Igualmente, Sorano, médico grego que viveu no ano 100 depois de Cristo, escreveu que “é natural não menstruar em pessoas com aparência robusta como as mulheres inférteis”.

 Estes registros históricos nos mostram que há mais de 2000 anos a combinação de sinais como irregularidade menstrual, aparência masculina (aumento de pelos), obesidade e subfertilidade já existiam, o que se enquadraria no que hoje denominamos de síndrome dos ovários policísticos.

 A questão interessante que se coloca é: como uma desordem que reduz o potencial reprodutivo conseguiu persistir ao longo de tantos séculos? Provavelmente porque a origem da síndrome dos ovários policísticos remonta a tempos muito antigos, quando a população era nômade e onde os perigos  e as adversidades do ambiente somente permitiam a sobrevivência daqueles que tivessem estoque de energia necessária para suportar grandes privações de alimento. Além disto, a baixa taxa de fecundidade das mulheres com ovários policísticos era também um fator protetor, pois com menos filhos as mulheres tinham menos chances de morrer no parto e também havia mais probabilidade de sobrar alimento e proteção, garantindo a sobrevivência das crianças. Desta forma, esta herança genética foi sendo transmitida através de gerações.

 Atualmente, pouquíssimas mulheres com ovários policísticos são inférteis, uma vez que os avanços da medicina reprodutiva têm possibilitado seu tratamento com grande sucesso.


 Postado por Isabel de Almeida



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