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Posts de abril 2011

Ameaça de aborto

24 de abril de 2011 0


A ameaça de aborto – sangramento vaginal antes de 20 semanas de gestação – é a complicação mais comum na gravidez e ocorre em 20% dos casos. Apesar de ser frequente, qualquer sangramento na gravidez traz grande ansiedade e sofrimento para o casal.


A avaliação ecográfica da gestação, além de demonstrar o desenvolvimento e a vitalidade do embrião, é muito útil para diminuir o stress. Ouvir os batimentos cardíacos do bebê é bastante tranqüilizador  e está geralmente associado com um bom prognóstico para a gestação em 85 a 97% dos casos.


O tratamento da ameaça de aborto inclui medidas como repouso e uso de medicações em alguns casos, as quais serão administradas pelo obstetra conforme a necessidade. Algumas gestações, apesar das medidas adotadas, evoluirão para a perda, pois muitas vezes os embriões têm alterações cromossômicas ou existem problemas na saúde materna que justificam a perda da gestação.


Somente com pré-natal adequado é que estas questões poderão ser respondidas e muitas vezes tratadas, assegurando um melhor desfecho gestacional.


Postado por Isabel de Almeida


Finasterida e infertilidade

17 de abril de 2011 0

A finasterida é uma droga que foi inicialmente utilizada para tratar problemas de próstata. Com o tempo, foi visto que o uso desta medicação em doses menores podia ser utilizada para tratar a calvície em homens.

O uso desta medicação em homens que estão tentando engravidar é controverso, pois alguns estudos mostram que a finasterida pode reduzir o número de espermatozoides no ejaculado, agravando ainda mais o problema da infertilidade. Com a suspensão da medicação, a produção de espermatozoides retorna aos níveis originais.

Assim, é importante que o casal que está tentando engravidar relate ao seu médico o uso de qualquer medicação. Muitas vezes um remédio usado para tratar um problema que não tem relação com infertilidade pode afetar outras áreas do organismo, alterando os resultados dos tratamentos.


Postado por Isabel de Almeida




Síndrome dos ovários policísticos - uma desordem milenar?

13 de abril de 2011 0

Recente artigo publicado em revista de reprodução humana aborda interessante aspecto da síndrome dos ovários policísticos: seria ela uma doença documentada desde a antiguidade?

 Ao que tudo indica, a resposta é sim, pois já Hipócrates, 400 anos antes de Cristo, havia escrito que “as mulheres cuja menstruação é escassa são robustas, com um aspecto masculino e não ficam grávidas…”. Igualmente, Sorano, médico grego que viveu no ano 100 depois de Cristo, escreveu que “é natural não menstruar em pessoas com aparência robusta como as mulheres inférteis”.

 Estes registros históricos nos mostram que há mais de 2000 anos a combinação de sinais como irregularidade menstrual, aparência masculina (aumento de pelos), obesidade e subfertilidade já existiam, o que se enquadraria no que hoje denominamos de síndrome dos ovários policísticos.

 A questão interessante que se coloca é: como uma desordem que reduz o potencial reprodutivo conseguiu persistir ao longo de tantos séculos? Provavelmente porque a origem da síndrome dos ovários policísticos remonta a tempos muito antigos, quando a população era nômade e onde os perigos  e as adversidades do ambiente somente permitiam a sobrevivência daqueles que tivessem estoque de energia necessária para suportar grandes privações de alimento. Além disto, a baixa taxa de fecundidade das mulheres com ovários policísticos era também um fator protetor, pois com menos filhos as mulheres tinham menos chances de morrer no parto e também havia mais probabilidade de sobrar alimento e proteção, garantindo a sobrevivência das crianças. Desta forma, esta herança genética foi sendo transmitida através de gerações.

 Atualmente, pouquíssimas mulheres com ovários policísticos são inférteis, uma vez que os avanços da medicina reprodutiva têm possibilitado seu tratamento com grande sucesso.


 Postado por Isabel de Almeida



Câncer de mama e preservação da fertilidade

03 de abril de 2011 0

Nos Estados Unidos, 5 a 7% dos casos de câncer invasivo de mama ocorrem em mulheres com menos de 40 anos e muitas destas mulheres vão perder a oportunidade de ter um bebê. Sabe-se que menos de 10% das mulheres que desenvolvem câncer invasivo de mama abaixo dos 40 anos engravidam.

Infelizmente, a quimioterapia utilizada para o tratamento destes casos é muito tóxica para as células ovarianas e pode determinar o fim da reserva de óvulos. Alem disto, em muitos casos a mulher terá de usar um tratamento hormonal após a cirurgia do câncer de mama por cinco anos, o que postergará a maternidade por este período, diminuindo também as suas chances de gestação espontânea em função do avançar da idade.

Entretanto, os dados também nos mostram que cada vez mais mulheres estão se curando de câncer e a questão da preservação da fertilidade passou a ser um assunto crucial e urgente, principalmente para estas mulheres jovens que ainda não tiveram tempo ou oportunidade de completar sua família.

Existem algumas opções de preservação da fertilidade que podem ser oferecidas a estas pacientes, as quais vão aumentar sua autoestima e melhorar sua qualidade de vida. O congelamento de embriões, que é uma técnica já bem estabelecida, é a alternativa ideal para as pacientes que já têm parceiro. Nos casos onde isto não é possível, a possibilidade de congelar óvulos, utilizando drogas especiais para não alterar os níveis hormonais que podem fazer o tumor de mama aumentar, pode ser considerada. Também o congelamento de tecido ovariano é uma alternativa que pode ser utilizada.

O importante é que existem opções que podem ser oferecidas a estas pacientes jovens com câncer e cabe aos oncologistas e especialistas em fertilidade trabalharem juntos para promover opções viáveis e rápidas para estas mulheres, já tão fragilizadas e angustiadas com seu diagnóstico.


Postado por Isabel de Almeida