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Posts de maio 2011

Hipotireoidismo subclínico e gestação

30 de maio de 2011 0

A tireoide é uma glândula muito importante para o funcionamento do organismo, pois os hormônios liberados por ela asseguram que o coração, o cérebro e outros órgãos exerçam suas funções de forma adequada.

O hipotireoidismo (produção dos hormônios da tireoide abaixo da quantidade necessária) é uma disfunção da glândula tireoide que pode causar alterações no ciclo menstrual, infertilidade, abortamento e complicações fetais.

Entretanto, nem sempre os níveis do hormônio tireoidiano estão baixos a ponto de causarem sintomas. Chamamos de hipotireoidismo subclínico a situação onde temos a dosagem de TSH elevado, porém com níveis normais de T4 livre, em uma mulher sem sintomas. Este quadro é mais frequentemente encontrado em mulheres inférteis do que na população em geral e é mais comum com o avançar da idade. Existem vários trabalhos mostrando que tratar este grupo de mulheres traz benefícios, tanto para as pacientes que vão engravidar espontaneamente como para aquelas que serão submetidas à fertilização “in vitro”, melhorando a qualidade embrionária e aumentando as taxas de gestação. O tratamento deverá ser mantido durante toda a gravidez para diminuir as taxas de abortamento na gestação e assegurar um melhor desfecho gestacional.


Postado por Isabel de Almeida

Abortamento de repetição

24 de maio de 2011 0

O abortamento é um fato mais comum do que se imagina. Enquanto aproximadamente 15% de todas as gestações clinicamente reconhecidas acabam em aborto, existem muitas gestações que se interrompem sem que haja tempo para fazer diagnóstico.


A perda de uma gestação usualmente é bastante traumática física e emocionalmente para o casal. Chamamos  de abortamento de repetição três ou mais perdas gestacionais antes de 20 semanas de gestação e este fato deve ser investigado. Se a paciente não tiver filhos ainda, tiver idade acima de 35 anos ou tiver tido dificuldade para engravidar, a investigação deve ser iniciada já a partir da segunda perda.


Entre as principais causas de aborto de repetição estão:


- causas genéticas: o embrião ou um dos pais é portador de uma anormalidade cromossômica

-problemas anatômicos: anomalias uterinas, como miomas, pólipos, aderências,  útero bicorno ou septado


- problemas endócrinos: doenças da tireóide, ovários policísticos, diabetes


- fatores imunológicos: síndrome antifosfolipídica


- fatores trombofílicos: desordens herdadas nos mecanismos de coagulação


- fatores ambientais: cigarro e consumo de álcool parecem aumentar as taxas de abortamento



Após investigação, as causa identificadas deverão ser tratadas. Entretanto, a metade das pacientes com abortamento de repetição ficará sem diagnóstico. Para estas, consideradas pacientes com aborto de repetição de origem inexplicada, a receita é aconselhamento medico antenatal, início precoce de pré-natal e suporte emocional. Estas medidas têm mostrado taxas de sucesso de 86% em gestações subsequentes comparado com 33% em mulheres sem nenhum cuidado antenatal.


Assim, embora o diagnóstico de abortamento de repetição seja extremamente frustrante e desgastante para o casal, é útil informar que existem boas chances de a próxima gestação ser exitosa. Com acompanhamento médico adequado, mesmo nos casos de quatro ou cinco perdas anteriores, a paciente tem mais chance de levar sua próxima gestação a termo do que sofrer uma nova perda.


Postado por Isabel de Almeida




Exposição fetal ao cigarro

15 de maio de 2011 0

A exposição intrauterina ao cigarro em fetos do sexo masculino tem sido associada com redução do tamanho dos testículos e baixa qualidade de sêmen na vida adulta.

Recente estudo realizado na Dinamarca envolveu 4862 homens, coletando amostras de sêmen e comparando com informações relativas ao hábito de fumar no presente e sobre sua exposição durante a gravidez. Os resultados mostraram que 40% dos homens haviam sido expostos ao cigarro ainda dentro do útero materno e eles se tornaram fumantes com maior frequência do que aqueles cujas mães não haviam fumado durante a gestação. Além disto, os filhos de mães fumantes nasceram com peso menor e, na fase adulta, apresentaram-se com estatura menor e peso maior do que o grupo sem exposição ao cigarro. Também, o tamanho dos testículos destes homens com exposição intrauterina ao cigarro mostrou-se menor.

Estes dados reforçam muito do que já vem sendo pesquisado sobre os efeitos nocivos do cigarro durante a gestação e sobre sua repercussão na saúde reprodutiva dos homens adultos. Valem também como um alerta para a população e, em especial, para as mulheres fumantes que estão pensando em engravidar, no sentido de que interrompam o fumo antes de iniciar a gestação.



Postado por Isabel de Almeida

Idade e gestação

09 de maio de 2011 0

Estudos recentes  têm mostrado que o número de mulheres que tentam engravidar após os 35 anos têm aumentado nos últimos 20 anos.

O uso extensivo de métodos contraceptivos seguros e a popularidade crescente das técnicas de reprodução assistida têm dado à mulher a impressão de que a fertilidade feminina pode ser manipulada em qualquer estágio da vida. Embora isto seja verdade em termos de controle de gestações não desejadas, acreditar que a fertilidade pode ser obtida no tempo mais conveniente para a mulher pode ser enganoso e pode resultar em subfertilidade futura.

Os homens produzem espermatozoides até o fim da vida e, embora com o envelhecimento possa haver uma redução na qualidade do sêmen, eles são férteis até o fim da vida, Já na mulher, os seus óvulos estão presentes desde a vida embrionária e a sua fertilidade começa a diminuir já na metade da terceira década de vida. Além disto, a gestação em mulheres com idade acima de 38 anos têm risco aumentado  de abortamento, trabalho de parto prematuro e desordens cromossômicas, como Síndrome de Down.

É claro que muitas mulheres com idade acima de 38 anos vão engravidar espontaneamente, mas várias necessitarão de tratamento. Como não há como saber quem terá dificuldade ou não para engravidar, a informação acerca dos riscos da gestação em idade mais avançada deve ser oferecida a todas as mulheres.

Embora o postergar da maternidade seja comum nos tempos atuais, e às vezes surjam notícias raras como a da atriz que engravidou espontaneamente após os 50 anos, estes fatos devem ser vistos como a exceção e não como a regra. É importante que todas as mulheres saibam que a decisão de postergar a maternidade voluntariamente para depois dos 40 anos pode ter um impacto potencial sobre a sua saúde, a saúde do seu bebê e a possibilidade da subfertilidade ligada à idade.

Somente com informação correta e qualificada é que as melhores decisões acerca do momento ideal para engravidar poderão ser tomadas.


Postado por Isabel de Almeida 

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Fator tubário e infertilidade

02 de maio de 2011 0

Problemas nas trompas ocorrem em 40% das mulheres que apresentam dificuldade para engravidar. Assim, a avaliação da função tubária é um dos primeiros passos na investigação da infertilidade.

As alterações nas trompas podem ser devidas a várias causas, incluindo infecções pélvicas geralmente causadas por Clamídia, endometriose e miomas. Desta forma, a realização de exames como ecografia transvaginal e pesquisa de anticorpos para Clamídia fazem parte da avaliação inicial. Dependendo dos resultados, um estudo mais aprofundado das trompas deverá ser realizado, através de exames de imagem como histerossalpingografia ou histerosalpingossonografia e, em muitos casos, a laparoscopia. Este último é o melhor exame para avaliar as trompas e ainda oferece a oportunidade de investigar e tratar endometriose e liberar aderências. Entretanto, tem a desvantagem de ser um procedimento invasivo, sob anestesia geral.

A escolha da melhor técnica para avaliar as trompas dependerá dos resultados dos exames iniciais, da idade da mulher e do tempo de infertilidade, entre outros fatores, e deverá ser individualizado para cada caso.


Postado por Isabel de Almeida