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Diagnóstico genético pré-implantacional e reprodução assistida

07 de agosto de 2011 0

Em 1990, foi desenvolvida uma nova técnica na reprodução assistida que consistia em retirar uma célula do embrião obtido através de fertilização “in vitro” e testá-la para doenças genéticas e cromossômicas. Esta técnica, denominada de Diagnóstico Genético Pré-implantacional (PGD), tinha por objetivo diagnosticar doenças no embrião, selecionando os não-portadores.

Mais tarde, o uso desta tecnologia foi estendido para mulheres que não engravidavam após várias tentativas de fertilização ‘in vitro” ou mulheres com idade avançada. Surgiu então o Screening Pré-implantacional (PGS), cujo objetivo era identificar os embriões portadores de desordens cromossômicas, uma vez que estes dificilmente implantam ou determinam altas taxas de abortamento. Estes embriões com alterações não seriam transferidos para o útero; somente os que não apresentassem desordens cromossômicas, diminuindo assim as taxas de abortamento e aumentando as taxas de sucesso da fertilização “in vitro”.

Hoje, após vários anos de pesquisa e acompanhamento destes casos, estudos recentes mostram que, ao contrário do que se imaginava inicialmente, este rastreamento de desordens cromossômicas não aumentou a taxa de nascimentos na fertilização “in vitro”. Ao contrário, para mulheres com idade avançada, esta técnica tem diminuído as taxas de nascimento, o que tem desestimulado o uso do PGS na prática clínica diária.

Já o diagnóstico pré-implantacional (PGD) para doenças genéticas familiares continua sendo bastante utilizado e tem possibilitado que famílias portadoras de doenças genéticas graves tenham filhos saudáveis.


Postado por Isabel de Almeida

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