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Posts de agosto 2011

Células NK e abortamento de repetição

14 de agosto de 2011 0

Uma gestação para se desenvolver adequadamente necessita de uma adaptação do sistema de defesa da mãe, uma vez que ela tem de reconhecer e aceitar o embrião, o qual contém metade de seu material genético diferente do  materno. Assim, acredita-se que o sistema imunológico materno tenha um papel importante nos problemas reprodutivos, como os abortamentos de repetição, a infertilidade e as falhas da fertilização “in vitro”.

As células NK (“natural killer”) fazem parte do sistema imunológico e são encontradas no sangue e no interior do útero (endométrio). Estas células parecem ter um papel importante na implantação do embrião e , por isto, muitos estudos vêm tentando correlacionar alterações na quantidade destas células com abortos de repetição.

Recente trabalho publicado em revista científica analisou todos os estudos realizados com células NK nos últimos 50 anos. A conclusão foi de que realizar a contagem destas células em pacientes com abortos de repetição parece não ter valor até o momento, assim como não há evidências científicas de que o tratamento imunológico ou o uso de imunoglobulinas previna abortos ou aumente as taxas de gestação neste grupo de mulheres.



LEMBRETE: A clínica SEGIR em Porto Alegre estará realizando no dia 10/09 palestras sobre infertilidade (diagnóstico, tratamento e recentes avanços na medicina reprodutiva). As inscrições podem ser feitas pelo site www.segir.com.br.

Participe.




Postado por Isabel de Almeida

Diagnóstico genético pré-implantacional e reprodução assistida

07 de agosto de 2011 0

Em 1990, foi desenvolvida uma nova técnica na reprodução assistida que consistia em retirar uma célula do embrião obtido através de fertilização “in vitro” e testá-la para doenças genéticas e cromossômicas. Esta técnica, denominada de Diagnóstico Genético Pré-implantacional (PGD), tinha por objetivo diagnosticar doenças no embrião, selecionando os não-portadores.

Mais tarde, o uso desta tecnologia foi estendido para mulheres que não engravidavam após várias tentativas de fertilização ‘in vitro” ou mulheres com idade avançada. Surgiu então o Screening Pré-implantacional (PGS), cujo objetivo era identificar os embriões portadores de desordens cromossômicas, uma vez que estes dificilmente implantam ou determinam altas taxas de abortamento. Estes embriões com alterações não seriam transferidos para o útero; somente os que não apresentassem desordens cromossômicas, diminuindo assim as taxas de abortamento e aumentando as taxas de sucesso da fertilização “in vitro”.

Hoje, após vários anos de pesquisa e acompanhamento destes casos, estudos recentes mostram que, ao contrário do que se imaginava inicialmente, este rastreamento de desordens cromossômicas não aumentou a taxa de nascimentos na fertilização “in vitro”. Ao contrário, para mulheres com idade avançada, esta técnica tem diminuído as taxas de nascimento, o que tem desestimulado o uso do PGS na prática clínica diária.

Já o diagnóstico pré-implantacional (PGD) para doenças genéticas familiares continua sendo bastante utilizado e tem possibilitado que famílias portadoras de doenças genéticas graves tenham filhos saudáveis.


Postado por Isabel de Almeida