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Falência ovariana e doação de óvulos

12 de setembro de 2011 0

As novelas procuram abordar temas do cotidiano para ficarem mais próximas do universo dos telespectadores, aumentando assim o seu interesse em assisti-las. Recente capítulo de novela mostrou a questão de uma mulher de 44 anos que foi informada de que não poderia mais ter filhos em função de sua idade.

Sabemos que a reserva ovariana diminui com a idade, mas outros fatores, como o fumo, as doenças crônicas ou a genética também podem influir na falência ovariana. Assim, descartar a possibilidade de gestação com base somente na idade da mulher pode ser precipitado, pois, mesmo com taxas menores, ocorrem gestações espontâneas ou através da reprodução assistida em mulheres acima de 40 anos.

Nos casos onde após avaliação médica os exames são desfavoráveis ou as tentativas de gestação não obtiveram êxito, podemos propor a ovodoação. Esta técnica  consiste em fertilizar óvulos de mulheres com idade inferior a 35 anos e transferi-los para mulheres que apresentam falência ovariana, ou seja, não estão mais produzindo óvulos. Neste tipo de tratamento, óvulos de uma mulher doadora são fertilizados com o sêmen do marido da paciente (receptora), e os embriões formados são transferidos para o útero da receptora. Os óvulos da doadora são estimulados e recuperados utilizando técnicas de fertilização “in vitro”. No Brasil, a ovodoação costuma ser compartilhada, ou seja, a doadora também necessita realizar fertilização “in vitro”, geralmente por fator masculino ou tubário, e doará metade dos seus óvulos para uma receptora. Este processo de doação é anônimo, não havendo conhecimento entre os casais.

As doadoras são selecionadas pelas clínicas de reprodução assistida e apresentarão idade inferior a 35 anos, semelhança física com a receptora, como cor de olhos e cabelos, cor de pele, estatura, bem como similaridade de tipo sanguíneo. Esta situação ocorre mais frequentemente do que se divulga e muitas mulheres que engravidam com mais de 45 anos têm lançado mão desta tecnologia, uma vez que as taxas de gestação espontânea nesta faixa etária são mais baixas.

O processo de ovodoação é um processo seguro para ambas as partes envolvidas e exige exames criteriosos para afastar doenças sexualmente transmissíveis e minimizar a incidência de doenças genéticas. Cada país tem suas recomendações legais e/ou éticas sobre esta questão, alguns inclusive limitando a idade da paciente receptora, pois vários serviços consideram que a idade da mãe muito avançada pode trazer riscos orgânicos e emocionais ao binômio mãe-bebê.


Postado por Isabel de Almeida



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