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Posts de setembro 2011

Gestação após ligadura tubária e vasectomia

25 de setembro de 2011 0

No Brasil, o número de separações conjugais vem aumentando nos últimos anos. Só em São Paulo, o ano de 2010 registrou um aumento de 109% no número de divórcios em relação ao ano de 2009. Com isto, frequentemente casais consultam serviços de reprodução para saber como fazer para engravidar após terem feito vasectomia ou ligadura tubária.

Nestes casos, existem duas maneiras de obter gestação: reverter a cirurgia ou realizar fertilização “in vitro“. A escolha da melhor técnica depende de uma série de fatores. Primeiro, deve-se investigar o casal para avaliar se não existem outras causas de infertilidade que dificultem a gestação. Caso haja, talvez não esteja indicada a cirurgia de reversão, pois mesmo assim o casal teria muitas dificuldades para engravidar espontaneamente e seria mais rápido indicar a fertilização. Depois, deve-se avaliar a idade da mulher. As estatísticas mostram que quando a mulher com ligadura tubária ou a esposa de homem vasectomizado tem mais de 37 anos de idade, as taxas de sucesso em termos de gestação são maiores quando o casal realiza a fertilização “in vitro” e não a cirurgia de reversão.

Outro aspecto importante a considerar é o tempo decorrido entre a vasectomia e a cirurgia de reversão. Homens que realizaram vasectomia há mais de 15 anos terão taxas baixas de sucesso, não estando indicada neste caso a reversão. Os melhores resultados cirúrgicos são obtidos nos casos onde a vasectomia ocorreu no máximo até três anos antes. Nos casos de ligadura tubária, existem técnicas que comprometem muito as trompas, dificultando a recanalização, e isto deve ser investigado antes da tentativa cirúrgica de reversão.

Como podemos ver, existem muitos aspectos a serem considerados antes de indicar a melhor forma de conseguir engravidar após o uso de métodos contraceptivos definitivos. Cada caso deve ser avaliado individualmente para que se obtenha as melhores taxas de gestação.



Postado por Isabel de Almeida

Cigarro e malformações fetais

18 de setembro de 2011 0

Há muito se sabe que o fumo durante a gestação é um fator de risco para abortamento, prematuridade e recém-nascidos com baixo peso. Apesar disto, muitas mulheres continuam fumando durante toda a gravidez. Recente revisão de publicações médicas analisou mais de 173.000 casos de crianças que nasceram com algum tipo de malformação e investigou se o cigarro poderia ter sido um fator de risco para a ocorrência destes defeitos nos recém-nascidos.

A conclusão foi de que o cigarro tem influência no aparecimento de defeitos como hérnias abdominais,  malformações em membros inferiores, pé torto congênito, lábio leporino e defeitos de fechamento da parede abdominal.

Desta forma, o hábito de fumar durante a gestação é um importante fator de risco para malformações fetais graves e esta informação deve ser incluída nos programas de saúde, de forma a estimular mais mulheres a pararem de fumar antes de engravidar, principalmente as mais jovens e as de nível socioeconômico menor, pois nestes grupos a prevalência do hábito de fumar é maior.


Postado por Isabel de Almeida

Falência ovariana e doação de óvulos

12 de setembro de 2011 0

As novelas procuram abordar temas do cotidiano para ficarem mais próximas do universo dos telespectadores, aumentando assim o seu interesse em assisti-las. Recente capítulo de novela mostrou a questão de uma mulher de 44 anos que foi informada de que não poderia mais ter filhos em função de sua idade.

Sabemos que a reserva ovariana diminui com a idade, mas outros fatores, como o fumo, as doenças crônicas ou a genética também podem influir na falência ovariana. Assim, descartar a possibilidade de gestação com base somente na idade da mulher pode ser precipitado, pois, mesmo com taxas menores, ocorrem gestações espontâneas ou através da reprodução assistida em mulheres acima de 40 anos.

Nos casos onde após avaliação médica os exames são desfavoráveis ou as tentativas de gestação não obtiveram êxito, podemos propor a ovodoação. Esta técnica  consiste em fertilizar óvulos de mulheres com idade inferior a 35 anos e transferi-los para mulheres que apresentam falência ovariana, ou seja, não estão mais produzindo óvulos. Neste tipo de tratamento, óvulos de uma mulher doadora são fertilizados com o sêmen do marido da paciente (receptora), e os embriões formados são transferidos para o útero da receptora. Os óvulos da doadora são estimulados e recuperados utilizando técnicas de fertilização “in vitro”. No Brasil, a ovodoação costuma ser compartilhada, ou seja, a doadora também necessita realizar fertilização “in vitro”, geralmente por fator masculino ou tubário, e doará metade dos seus óvulos para uma receptora. Este processo de doação é anônimo, não havendo conhecimento entre os casais.

As doadoras são selecionadas pelas clínicas de reprodução assistida e apresentarão idade inferior a 35 anos, semelhança física com a receptora, como cor de olhos e cabelos, cor de pele, estatura, bem como similaridade de tipo sanguíneo. Esta situação ocorre mais frequentemente do que se divulga e muitas mulheres que engravidam com mais de 45 anos têm lançado mão desta tecnologia, uma vez que as taxas de gestação espontânea nesta faixa etária são mais baixas.

O processo de ovodoação é um processo seguro para ambas as partes envolvidas e exige exames criteriosos para afastar doenças sexualmente transmissíveis e minimizar a incidência de doenças genéticas. Cada país tem suas recomendações legais e/ou éticas sobre esta questão, alguns inclusive limitando a idade da paciente receptora, pois vários serviços consideram que a idade da mãe muito avançada pode trazer riscos orgânicos e emocionais ao binômio mãe-bebê.


Postado por Isabel de Almeida



Câncer, HIV e reprodução assistida

05 de setembro de 2011 0

O câncer é a segunda principal causa de morte nos Estados Unidos, com aproximadamente 500.000 mortes por ano. Já o vírus do HIV  causou em torno de 500.000 mortes nos EUA desde sua descoberta, em 1981. Apesar destas estatísticas, pessoas com diagnóstico destas duas doenças atualmente vivem muitos anos, com boa qualidadede vida. Nos EUA, a sobrevida em cinco anos pós-câncer está agora em 66% e uma pessoa com HIV tem uma expectativa média de vida de 22,5 anos após odiagnóstico. Desta forma, os avanços da medicina têm propiciado que pessoasvivendo com câncer e HIV tenham a oportunidade de ter filhos.

 A reprodução assistida, incluindo a fertilização ‘in vitro”,tem possibilitado que pacientes com HIV tenham filhos não portadores do vírus. Além disto, as técnicas de congelamento de sêmen e óvulos têm possibilitado que pacientes com câncer engravidem após os tratamentos com quimioterapia e radioterapia.

 Com base nestes dados, recente pesquisa entrevistou 1376 cidadãos americanos, de ambos os sexos, com idade que variou de 18 a 75 anos, sobre o que pensavam de serem oferecidas técnicas de reprodução assistida para pacientes com câncer ou HIV. Os resultados mostraram que 82% dos entrevistados apoiavam o uso de técnicas de reprodução assistida para pacientes com câncer.Entretanto, somente 38% aprovavam o uso destas técnicas para pessoas com HIV. Entrevistados jovens, com maior nível educacional e com problemas deinfertilidade mostraram-se mais receptivos ao uso de técnicas de reprodução assistida para pessoas com HIV.

 Embora o número de entrevistados seja pequeno e talvez não expresse o pensamento de toda a população, há que se pensar em como o preconceito relacionado ao HIV existe e como se faz necessário um trabalho de conscientização permanente para desmistificar estas questões.


LEMBRETE: dia 10/09, a Clínica SEGIR estará promovendo palestra sobre infertilidade – diagnóstico e novos tratamentos. As inscrições são gratuitas pelo site:www.segir.com.br


 Postado por Isabel de Almeida