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Posts de outubro 2011

Seleção de espermatozoides

30 de outubro de 2011 0

Durante muito tempo se pensou que o papel do espermatozoide fosse o de simplesmente transportar o DNA paterno para o interior do oócito. Atualmente, sabe-se que o seu papel vai além dos estágios iniciais da fertilização, podendo interferir na formação do embrião e ser responsável por falhas de implantação no útero.

Usualmente para as técnicas de reprodução assistida os espermatozoides são preparados para que os mais móveis sejam utilizados. Entretanto, este método não consegue distinguir quais espermatozoides são melhores em termos de maturidade e de integridade de seu DNA.

Por isto, recentemente têm sido introduzidas novas tecnologias que utilizam campos magnéticos, ácido hialurônico e visualização das estruturas espermáticas sob grande aumento a fim de selecionar os melhores espermatozoides, visando aumentar as taxas de implantação e de gestação.


Postado por Isabel de Almeida

Postergação da maternidade

24 de outubro de 2011 0

Com  a introdução da pílula anticoncepcional no início da década de 60, a mulher ganhou o poder de controlar o processo reprodutivo. Isto lhe possibilitou crescer em outras áreas que não somente a maternidade, aumentando a procura por uma graduação escolar mais elevada e a busca por cargos de trabalho até então exclusivamente masculinos. Alem disso, possibilitou às mulheres a escolha sobre o fato de querer ou não ter filhos, com várias optando por não tê-los.

Entretanto, não se pode creditar somente aos métodos contraceptivos seguros e à carreira profissional a postergação da maternidade e a redução do número de filhos por casal. Outros fatores como instabilidade econômica, demora para encontrar um parceiro, má distribuição das tarefas domésticas e de cuidado com os filhos (quando existe uma sobrecarga para o lado da mulher) e aumento no número de divórcios também são fatores que influem no desejo e no momento da maternidade.

Por outro lado, existem vários aspectos positivos na maternidade mais tardia como uma estrutura familiar mais sólida e uma melhor situação econômica dos pais.

Porém, do ponto de vista exclusivamente biológico, a postergação do processo reprodutivo tem resultado em casais tendo filhos em um período onde a fertilidade da mulher já se encontra em declínio. Sabe-se que a fertilidade começa a diminuir aos 25 anos, acelerando mais seu declínio a partir dos 35. Estudos recentes mostram que, sob condições naturais, 75% das mulheres de 30 anos engravidam em até um ano de tentativa, mas somente 44% conseguem engravidar neste mesmo período de tempo aos 40 anos. Além disso, as taxas de abortamento espontâneo também aumentam com a idade materna, dificultando ainda mais o processo reprodutivo.

Pesquisas que entrevistam jovens mostram que a maioria não tem conhecimento de que a idade da mulher pode ser um obstáculo sério à reprodução. Dessa forma, o que vemos é que entre a população feminina com escolaridade maior tem havido uma postergação da maternidade. É importante que os adultos jovens saibam dos riscos desta postergação e que políticas específicas de suporte para a mulher que trabalha e tem filhos sejam desenvolvidas a fim de que se criem condições mais favoráveis à maternidade. Mesmo assim, sabemos que muitas mulheres voluntariamente continuarão postergando o momento de engravidar, mas, neste caso, terão tido a oportunidade da escolha consciente.


Postado por Isabel de Almeida

Perimenopausa e saúde da mulher

17 de outubro de 2011 0

A perimenopausa é o período usualmente compreendido entre os 45 e os 55 anos de idade, onde se estabelece uma série de mudanças hormonais e clínicas na vida da mulher. Somado a isto, neste período é comum  a mulher reduzir sua jornada de trabalho, pois várias estão se aposentando e os filhos muitas vezes já são independentes.

 Desta forma, a perimenopausa é vista por muitas como um período favorável para desenvolver atividades que realmente gostam e rever seu estilo de vida. E isto é realmente importante, uma vez que durante este período existe uma tendência maior ao aumento de peso, com deposição de gordura em região abdominal.  Além da questão estética, o aumento de peso eleva os riscos de infarto, hipertensão e acidentes vasculares. Também a osteoartrite e a osteoporose são mais comuns, levando à restrição da mobilidade e ao aumento nos riscos de fratura.

 Assim, é importante para a mulher perimenopáusica entender as complexas mudanças hormonais e clínicas pelas quais passará, para que possa estar atenta a questão do controle do peso, dos riscos do cigarro e do álcool, da importância da atividade física e do adequado aporte de cálcio e vitamina D. Somente assim, poderá transitar por esta fase de forma tranquila e prevenir complicações futuras de saúde.


Postado por Isabel de Almeida

Obesidade e gestação

09 de outubro de 2011 0

A obesidade é hoje um problema de saúde pública e só nos Estados Unidos mais de 35% das mulheres estão obesas. Além dos problemas clínicos decorrentes da obesidade, como hipertensão arterial, diabete e acidentes cardiovasculares, existem também os efeitos sobre a reprodução. Mulheres obesas têm mais irregularidade menstrual, infertilidade, abortamento e maiores taxas de complicações durante a gestação.

Além disto, o impacto negativo da obesidade também se estende à reprodução assistida, uma vez que as taxas de sucesso da fertilização “in vitro” são bem menores em pacientes obesas do que naquelas que se encontram com peso adequado.

Desta forma, é importante que as mulheres que estão acima do peso recebam estas informações antes de tentarem engravidar, para que consigam, através de dietas orientadas, atividade física e controle com profissionais especializados, diminuir seu peso. Assim, quando engravidarem, poderão ter uma gestação com menores riscos, tanto para si como para seu bebê. Também, se precisarem utilizar técnicas de fertilização ‘in vitro” por problemas de infertilidade e estiverem com peso adequado terão melhores taxas de sucesso.


Postado por Isabel de Almeida