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Posts de janeiro 2012

Declínio da fertilidade

29 de janeiro de 2012 0

A idade da primeira gestação tem aumentado globalmente. Hoje, mais de 40% das mulheres na Europa ganham seu primeiro filho após os 30 anos. Mudanças sociais, maior nível educacional e maiores aspirações profissionais das mulheres, métodos contraceptivos seguros e confiança nas técnicas de reprodução assistida são fatores que têm contribuído para a postergação da maternidade.

Entretanto, as consequências da postergação da maternidade podem ser grandes em termos de altas taxas de infertilidade e da necessidade de uso de técnicas de reprodução assistida, além de um aumento nas complicações durante a gestação.

Por retardar a primeira gestação, muitas mulheres podem ter menos filhos do que pretendiam originalmente e, aquelas que não conseguirem engravidar, apesar dos tratamentos médicos, terão de conviver com uma vida sem filhos ou recorrer a alternativas como doação de óvulos ou adoção.

Recente pesquisa realizada no Canadá entrevistou 3345 mulheres entre 20 e 50 anos, sem filhos, presumivelmente férteis e a abertas à possibilidade de gestação no futuro. O objetivo dessa pesquisa era identificar o quanto essas mulheres sabiam sobre a sua fertilidade e sobre as técnicas de reprodução assistida disponíveis.

Os resultados mostram que 90% das entrevistadas sabem que a fertilidade declina com a idade, mas acreditam, erroneamente, que, se estiverem saudáveis e realizando atividade física, continuarão sendo férteis, mesmo próximas da menopausa, podendo engravidar com seus próprios óvulos, independente da idade. Além disso, menos da metade sabe que a fertilização “in vitro” envolve custos econômicos e somente 49% sabe que os óvulos têm a mesma idade que a pessoa.

Desta forma, o que vemos é que muitas mulheres ainda acreditam que as taxas de gestação se mantêm estáveis ao longo dos anos e que é possível engravidar facilmente após os 40 anos. Mais informações devem ser oferecidas a estas mulheres acerca do declínio da fertilidade associado à idade, de forma a preveni-las acerca da possibilidade de enfrentarem dificuldade para engravidar caso posterguem muito sua  gestação.



Postado por Isabel de Almeida

Uso de maconha e gestação

22 de janeiro de 2012 0

Em tempos de discussão sobre a liberalização da maconha, cabe lembrar que ela é a droga mais comumente usada entre mulheres em idade reprodutiva nos Estados Unidos, sendo que aproximadamente 11% delas refere seu uso recente.

Entretanto, durante a gravidez, muitas mulheres seguem consumindo esta droga e seus efeitos negativos sobre a gestação ainda não são muito claros, pois muitas pacientes omitem o hábito de seus médicos durante o pré-natal. Entretanto, vários estudos têm demonstrado que estes bebês podem apresentar diminuição de peso ao nascimento e retardo de desenvolvimento neuropsicomotor.

Recente trabalho realizado nos Estados Unidos acompanhou 86 gestantes, sendo que, destas, 38 eram usuárias de maconha. As dosagens desta substância foram realizadas ao longo da gestação e nos bebês após o nascimento. Os resultados mostraram que a exposição pré-natal à maconha reduz o peso e o comprimento fetal, bem como a circunferência da cabeça do bebê. O impacto que isto pode trazer também ao desenvolvimento neurológico ainda necessita de mais estudos.


Postado por Isabel de Almeida

Uso de laptops e infertilidade

15 de janeiro de 2012 0

Atualmente, o uso de computadores portáteis conectados à internet pelo sistema Wi-Fi tem aumentado diariamente. Entretanto, pessoas usando estes sistemas estão expostas a sinais de rádio, ondas eletromagnéticas, bem como altas temperaturas. Como estes laptops usualmente são utilizados no colo, a área genital masculina pode sofrer com esta exposição.

Recente trabalho científico comparou o efeito que o laptop pode ter sobre amostras de sêmen e os resultados mostraram que os espermatozoides, submetidos ao contato com laptops em rede Wi-Fi,  após 4 horas apresentavam diminuição da motilidade e maiores taxas de fragmentação de DNA.

Sabemos que o estilo de vida e muitos fatores ambientais podem afetar nossa saúde, e em particular a performance reprodutiva. Aproximadamente 15% da população sexualmente ativa é afetada por infertilidade clínica e em até 50% dos casos existe uma causa masculina envolvida, tanto como causa única ou em combinação com algum fator feminino de infertilidade.

Embora mais pesquisas nesta área sejam necessárias, hoje, além de manter hábitos de vida saudáveis para preservar a fertilidade, fica a recomendação de evitar longo tempo de exposição da área genital masculina aos laptops (trabalhando com os mesmos em mesas, por exemplo), a fim de diminuir o impacto sobre a qualidade dos espermatozoides.


Postado por Isabel de Almeida

Gêmeos com idades diferentes

08 de janeiro de 2012 0

Esta semana a mídia noticiou o nascimento de uma criança que nasceu após transferência de um embrião congelado há 5 anos. Este bebê tem um irmão, também nascido pós fertilização “in vitro”, e o interessante é que ambos os embriões têm a mesma idade, pois foram fertilizados a partir de uma mesma estimulação ovariana realizada em 2005.

Embora este fato tenha sido noticiado esta semana, ele nada tem de novo, pois já existem vários casos iguais a este em todo o mundo, muitos no Brasil e mesmo aqui, em Porto Alegre. Isto tem sido possível porque as técnicas de congelamento embrionário têm se mostrado muito eficientes, permitindo guardar com segurança embriões por muitos anos. Este fato tem possibilitado reduzir o número de embriões transferidos para o útero, diminuindo assim as complicações de gestações múltiplas, e tem propiciado também que os casais possam tentar engravidar novamente anos depois, sem precisar realizar todo o tratamento de fertilização “in vitro” novamente, a exemplo do que foi noticiado.

No Brasil, ao contrário de outros países como a Inglaterra, não existe um tempo limite que os embriões possam ser guardados, pois aqui os embriões congelados não podem ser descartados, mas somente doados para pesquisa com células-tronco ou doados para um casal infértil desconhecido que necessite deste tipo de tratamento.


Postado por Isabel de Almeida

Stress e gestação inicial

01 de janeiro de 2012 0

Recente estudo realizado no Chile acompanhou gestantes após grande terremoto ocorrido em 2005. Os resultados mostraram que situações intensas de stress, como as desencadeadas por este evento natural, quando ocorrem no primeiro trimestre de gestação, podem aumentar o risco de trabalho de parto prematuro e podem afetar a proporção de meninos e meninas que nascem, levando a um declínio no nascimento de bebês do sexo masculino.

Geralmente, nascem no mundo mais homens do que mulheres, na proporção de 51 meninos para 49 meninas, a cada 100 nascimentos. Após este terremoto, a região afetada no Chile registrou um declínio no nascimento de meninos, baixando o número para 45 a cada 100 nascimentos.

A explicação para este fato é de que provavelmente os fetos masculinos requerem mais nutrição materna, por serem maiores, ao mesmo tempo que são também mais frágeis do que os fetos femininos, não se adaptando tão bem ao stress intrauterino.

Os resultados deste estudo mostram que situações de stress intenso podem ser difíceis de evitar, mas é possível tentar minimizar o seu impacto negativo sobre as gestações aumentando a atenção e os cuidados para com as grávidas no primeiro trimestre e mesmo antes, ainda no período preconcepcional.


Postado por Isabel de Almeida