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Posts de março 2012

Estilo de vida e reprodução assistida

25 de março de 2012 0


Há muito se sabe que os hábitos de vida têm impacto sobre a qualidade de vida e a longevidade. A obesidade, o fumo e o consumo excessivo de álcool estão associados com o aumento na incidência de doenças crônicas e com a mortalidade prematura.

Nos últimos dez anos, tem-se também estudado o impacto que os hábitos de vida tem sobre a fertilidade e as evidências indicam que atividades físicas vigorosas, alto consumo de cafeína, cigarro, obesidade, uso abusivo de álcool e consumo de drogas ilícitas diminuem a fertilidade.

Recente estudo realizado em Boston acompanhou 106 mulheres que estavam sendo submetidas a ciclos de fertilização ” in vitro” (FIV). Os resultados surpreenderam pois, apesar das orientaçōes, a metade das pacientes seguiu usando álcool durante o tratamento de FIV e 13% usaram medicaçōes não prescritas por seus médicos. Entretanto, com relação ao cigarro, 97% das pacientes não estavam fumando no momento do tratamento.

Mais pesquisas são necessárias, principalmente no nosso meio, para melhor estabelecer o comportamento das pacientes com relação aos hábitos de vida, mas mesmo assim cabe lembrar que manter hábitos de vida saudáveis são importantes para a saúde em geral e também para a saúde reprodutiva, melhorando as taxas de gestação em reprodução assistida.

Postado por Isabel de Almeida

Impacto emocional da infertilidade

19 de março de 2012 0

A dificuldade para engravidar é uma situação que gera muito stress para o casal que deseja iniciar uma família. A reprodução assistida tem sido uma alternativa viável para estes casais, com taxas de sucesso cumulativo  que chegam próximas a 70%.

Apesar do forte impacto emocional da infertilidade, um grande número de mulheres com dificuldade para engravidar não consulta um médico especialista. Pesquisas mostram que esta postergação na investigação está relacionada ao medo de ser diagnosticada como infértil, a preocupações  acerca dos tratamentos que serão propostos e à insegurança quanto à reação dos familiares. O desejo de esperar e ver se a gestação não ocorre espontaneamente é a principal causa de atraso no início do tratamento. Este atraso é mais evidente em mulheres acima de 35 anos, que, embora reconheçam que a idade pode dificultar a concepção, ainda assim têm mais receio de buscar ajuda  especializada.

Recente estudo envolvendo mais de 400 mulheres inférteis em tratamento, observou  que os tratamentos são estressantes e podem trazer dificuldades de relacionamento entre os casais. A maioria das mulheres sente-se ansiosa com o fato de ter de receber diariamente injeções e de não obter sucesso com nenhum tipo de tratamento.  Uma das formas de diminuir estas preocupações é melhorar a qualidade da informação disponível  para este grupo de pacientes, com informações  detalhadas acerca de cada etapa da investigação e dos tratamentos de infertilidade. Além disso, procurar utilizar tratamentos com menor número de medicações injetáveis também traz mais conforto. Por último,  informar desde cedo às mulheres, mesmo aquelas que não estão ainda tentando engravidar, de que a idade pode dificultar a concepção e de que o tempo de espera para buscar ajuda profissional especializada não deve ser superior a um ano, certamente também contribui para diminuir a ansiedade e melhorar os resultados de gestação.


Postado por Isabel de Almeida

Preservação da fertilidade

04 de março de 2012 0


O aumento dos índices de cura dos diversos tipos de câncer hoje se deve a diversos fatores, como o diagnóstico precoce, a melhoria das técnicas cirúrgicas e aos tratamentos com quimioterapia e radioterapia. Entretanto, alguns destes tratamentos podem causar infertilidade permanente.

Até pouco tempo atrás, falar em preservação da fertilidade para estes pacientes era impensável. Primeiro, porque as técnicas de congelamento de gametas e embriōes não ofereciam resultados muito satisfatórios e, segundo, porque o objetivo primeiro era garantir a sobrevivência do paciente com câncer.

Felizmente, hoje os resultados são melhores  e, cada vez mais, oncologistas, especialistas em reprodução humana e pacientes com câncer têm discutido a importância da preservação da fertilidade antes de iniciarem os tratamentos oncológicos. Claro que nem todos oa pacientes com câncer encaminhados para Centros de Reprodução Assistida irão congelar óvulos, espermatozoides e/ou embriões. Diversos fatores vão influenciar nesta decisão, como o fato de ter ou não filhos previamente ao diagnóstico de câncer, conhecimento prévio sobre o assunto, fatores socioculturais, fatores econômicos, prognóstico de sua doença, encorajamento por parte dos médicos, bem como o tipo de tratamento proposto.

De todo modo, este assunto sempre deve ser falado para pacientes jovens com câncer e risco de infertilidade, pois independente da decisão que o paciente venha a tomar, ele deve ter acesso às possibilidades que existem de preservação da fertilidade, para caso ele queira ter filhos no futuro.

Postado por Isabel de Almeida