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Posts de junho 2012

Gestação e viagens de avião

24 de junho de 2012 0


Com a proximidade das férias de julho, muitas gestantes perguntam se é seguro viajar de avião. As companhias aéreas têm regras bem estabelecidas para o embarque de gestantes e , antes de tudo, o obstetra deve ser consultado para avaliar os possíveis riscos de uma viagem durante a gravidez.

Sempre que possível, a gestante deve optar por viajar entre 14-27 semanas, pois é o período de menor risco e desconforto. Quando existem  situações de risco, como sangramento vaginal, trabalho de parto prematuro ou hipertensão, as gestantes devem evitar se afastar de seu local de moradia pelo risco de complicações.

Para as companhias aéreas, as grávidas com até 27 semanas devem preencher uma declaração de responsabilidade no momento do check-in. Entre 28-35 semanas é necessária a apresentação  de atestado médico autorizando a viagem, com data de no máximo uma semana antes do embarque. Para viajar entre 36-39 semanas, somente se a gestante estiver acompanhada de um médico responsável. Não são permitidas viagens na última semana de gestação (40 semanas) e nos 7 dias de pós-parto.
Em caso de gestação gemelar, as viagens a partir de 32 semanas só são permitidas com o acompanhamento do médico responsável.

Em voos longos, é recomendável levantar-se regularmente para melhorar a circulação sanguínea nas pernas. O uso de meias elásticas próprias para gestantes também está indicado. Além disto, lembrar que o ar dentro do avião é mais seco, devendo-se beber bastante água. Porque a turbulência nem sempre pode ser prevista, durante todo o tempo que estiver sentada a gestante deve estar com cinto  de segurança, uma vez que o risco de trauma pode ser significativo.

Seguindo estas recomendações e usando o bom senso, as viagens aéreas durante a gestação tendem a ser seguras e tranquilas.

Aleitamento materno e HIV

17 de junho de 2012 0


Atualmente a prevenção da transmissão maternofetal do vírus do HIV é realizada com tratamento com medicações antiretrovirais, realização de cesariana conforme a carga viral, uso de medicamentos pelo recém-nascido e recomendação de que os bebês não sejam amamentados.

Um experimento com ratos, realizado nos Estados Unidos e publicado recentemente, demonstrou que o leite materno humano impede a transmissão oral do vírus HIV.

Sabe-se que mais de 15% das novas infecções com o vírus HIV ocorrem em bebês. O artigo indica que, embora se atribua ao aleitamento uma parte destas infecções, a maioria dos bebês amamentados por mães HIV + não tem a infecção, apesar da exposição repetida.

Este estudo, que está apenas iniciando, abre uma perspectiva para que os bebês de mães soropositivas possam ser amamentados, o que além de ser importante para o fortalecimento do vínculo afetivo, pode ajudar a proteger de uma série de doenças infecciosas, sem que coloque a saúde do bebê em risco com relação ao vírus do HIV.

Reprodução assistida e malformações congênitas

04 de junho de 2012 0


A reprodução assistida, que inclui a fertilização “in vitro” (FIV) e a injeção intracitoplasmática de espermatozoides (ICSI), tem sido amplamente utilizada no tratamento da infertilidade desde 1978, quando nasceu o primeiro bebê por FIV.

Ao longo destes anos, sempre houve uma grande preocupação por parte dos profissionais da área acerca dos riscos de malformações congênitas relacionadas ao uso destas técnicas. Recente trabalho analisou todas as publicações até 2011 que compararam a ocorrência de malformações em bebês nascidos de FIV/ICSI e naqueles concebidos de forma espontânea.

Os resultados mostraram que as crianças nascidas através de tecnologias de reprodução assistida apresentam mais defeitos congênitos do que aquelas concebidas espontaneamente. O que ainda não se sabe exatamente é se estes   defeitos congênitos são causados pelas técnicas  ou pela infertilidade em si, a qual pode demonstrar padrões genéticos alterados nos casais inférteis. Além disso, muitas crianças nascidas de FIV/ICSI  têm mães e pais com idade avançada, o que também é um fator de risco para problemas gestacionais. Também existem outras variáveis que podem determinar malformações, como poluentes ambientais, álcool e drogas.

Desta forma, embora seja difícil determinar com precisão a causa, o que se observa é que existe um risco maior de malformações nas crianças nascidas de FIV/ICSI e isto deve ser conversado com o especialista em reprodução humana quando da realização dos procedimentos.