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Posts de agosto 2012

Endometriose e infertilidade

26 de agosto de 2012 0


A endometriose é uma doença crônica que acomete até 15% das mulheres em idade reprodutiva, e seus sintomas são variáveis, mas a maioria das pacientes têm queixa de dor pélvica e/ou infertilidade.
O diagnóstico é feito com base na avaliação dos sintomas, no exame físico da paciente e utilizando exames complementares, como ecografia, ressonância magnética e laparoscopia.
Em termos reprodutivos, a endometriose causa alterações no número de óvulos e no seu desenvolvimento. Além disso, as alterações causadas pela endometriose levam os espermatozoides a ter mais dificuldade em fertilizar. Também determina uma piora  na qualidade embrionária e torna as taxas de implantação mais baixas. Todos estes fatores levam a uma diminuição nas taxas de gestação nas  mulheres com endometriose.
O diagnóstico precoce e o tratamento individualizado, que pode utilizar medicamentos, cirurgia e reprodução assistida ajudam a melhorar o prognóstico reprodutivo destas pacientes.

Menopausa e reposição hormonal

19 de agosto de 2012 0


Este ano completa 10 anos que foram apresentados os resultados do estudo WHI (Womens’s Healthy Initiative), o qual mostrou os benefícios e os riscos de usar hormônios na menopausa. Até a sua publicação, se acreditava que repor hormônios na menopausa não somente aliviava os sintomas, mas também melhorava a saúde da mulher como um todo.


Passado o impacto inicial do estudo, o qual mostrou que a reposição hormonal na menopausa aumentava o risco de câncer de mama, infarto e trombose, hoje já se tem mais claro os reais riscos e benefícios.

Assim, hoje podemos informar às mulheres na menopausa que:

1. a reposição de hormônios é o tratamento mais efetivo para os sintomas da menopausa, como fogachos (ondas de calor) e ressecamento vaginal.

2. se a mulher não tem útero pode usar somente estrogênio. Caso tenha útero, deverá usar estrogênio e progesterona para prevenir câncer de endométrio.

3. a reposição de hormônios aumenta o risco de trombose, embolia pulmonar e infarto, mas estes eventos são raros no grupo que tem 50 a 59 anos.

4. percebe-se um aumento na incidência de câncer de mama em mulheres que usam reposição hormonal por 5 anos ou mais. Este risco, embora não seja muito grande, é real e diminui quando os hormônios são descontinuados.

Concluindo, existe hoje um consenso de que a indicação para iniciar reposição hormonal na menopausa é o alívio dos sintomas relacionados: fogachos e ressecamento vaginal, os quais são mais intensos no início da menopausa. Os riscos e benefícios devem ser individualizados para cada paciente, de acordo com o seu histórico de saúde.

Exercício físico e gestação

12 de agosto de 2012 0


Em tempos de Olimpíadas e de atividade física, é importante lembrar que a obesidade e o ganho de peso excessivo durante a gravidez sabidamente contribuem para complicações, como distúrbios hipertensivos, diabetes e crescimento fetal alterado.


Idealmente,  a mulher deve engravidar quando estiver dentro de seu peso ideal e isto deve ser buscado antes da gravidez iniciar. Estabelecer uma rotina de exercícios físicos e mantê-la durante a gestação deve ser estimulada, pois, além de prevenir o ganho de peso excessivo, atenuará alguns desconfortos comuns da gestação, como dor lombar e nas pernas.

Entretanto, existem algumas situações onde o exercício físico deve ser evitado durante a gestação, como a presença de bolsa rota, trabalho de parto prematuro, pressão alta, gestação múltipla, sangramento vaginal ou feto com crescimento abaixo do esperado.

Para gestantes que eram previamente sedentárias, a recomendação é de que façam exercícios de baixo impacto aeróbico, como caminhada, bicicleta ou exercícios na água, no máximo 3 vezes por semana, com duração de até 30 minutos por sessão.  Já para as mulheres que praticavam exercícios antes da gestação, as atividades podem ser mais extensas, mas sempre com acompanhamento de um profissional especializado.

Cigarro e fertilização "in vitro"

05 de agosto de 2012 0

Mulheres que fumam devem parar com o cigarro antes de iniciarem ciclos de fertilização “in vitro”.

De acordo com trabalho publicado recentemente  por pesquisadores na França, um grupo de 227 mulheres que seriam submetidas a ciclos de fertilização foram avaliadas com relação aos seus níveis hormonais e à dosagem de hormônio anti-mülleriano (AMH), que é hoje considerado um excelente marcador de reserva ovariana.

Os resultados mostraram que as fumantes tinham níveis de AMH mais baixos, folículos ovarianos mais alterados, pior resposta à medicação nos ciclos de fertilização “in vitro” e menores taxas de gestação, independente do tipo de medicação utilizada para estimular a ovulação.

Desta forma, interromper o fumo em mulheres em idade reprodutiva é bom para a saúde em geral, para o bem-estar do bebê e também importante para o grupo que irá realizar ciclos de reprodução assistida, pois o cigarro também altera a função ovariana, antecipando inclusive a entrada das mulheres na menopausa.