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Maternidade tardia

28 de outubro de 2012 0


Esta semana foi noticiado o nascimento de um casal de gêmeos prematuros nascidos de uma mulher com 61 anos, em São Paulo, utilizando técnica de fertilização “in vitro”. Segundo informações publicadas na mídia, estes embriões estavam congelados há muitos anos e somente agora foram descongelados e transferidos para o útero.

Este fato traz vários aspectos a serem discutidos, como o sucesso das técnicas de congelamento embrionário, as quais têm permitido guardar com qualidade embriões durante muito tempo para serem utilizados depois, o que é muito importante, por exemplo, para mulheres jovens com câncer que poderão ficar inférteis após a quimio ou a radioterapia.

Traz também a discussão sobre qual a idade limite para engravidar. Alguns países têm legislação sobre isto, mas no Brasil existem somente algumas recomendações da Sociedade Brasileira de Reprodução Humana, que recomenda o limite máximo de idade até os 55 anos, pelo aspecto social envolvido no processo da maternidade tardia. Além disto, não se pode esquecer os riscos envolvidos com a gestação em idade avançada, como hipertensão e prematuridade.

Por último, sempre é bom lembrar que engravidar após os 45 anos utilizando os seus próprios óvulos é bastante difícil. Embora existam casos, isto constitui mais a exceção do que a regra. O mais comum é que nos procedimentos de fertilização em mulheres com idade avançada seja discutido com o casal e implementado o uso de técnicas de reprodução assistida que envolvam óvulos doados de mulheres mais jovens , os quais serão fertilizados com os espermatozoides do esposo da paciente e transferidos para o seu útero.

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