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Posts de outubro 2012

Maternidade tardia

28 de outubro de 2012 0


Esta semana foi noticiado o nascimento de um casal de gêmeos prematuros nascidos de uma mulher com 61 anos, em São Paulo, utilizando técnica de fertilização “in vitro”. Segundo informações publicadas na mídia, estes embriões estavam congelados há muitos anos e somente agora foram descongelados e transferidos para o útero.

Este fato traz vários aspectos a serem discutidos, como o sucesso das técnicas de congelamento embrionário, as quais têm permitido guardar com qualidade embriões durante muito tempo para serem utilizados depois, o que é muito importante, por exemplo, para mulheres jovens com câncer que poderão ficar inférteis após a quimio ou a radioterapia.

Traz também a discussão sobre qual a idade limite para engravidar. Alguns países têm legislação sobre isto, mas no Brasil existem somente algumas recomendações da Sociedade Brasileira de Reprodução Humana, que recomenda o limite máximo de idade até os 55 anos, pelo aspecto social envolvido no processo da maternidade tardia. Além disto, não se pode esquecer os riscos envolvidos com a gestação em idade avançada, como hipertensão e prematuridade.

Por último, sempre é bom lembrar que engravidar após os 45 anos utilizando os seus próprios óvulos é bastante difícil. Embora existam casos, isto constitui mais a exceção do que a regra. O mais comum é que nos procedimentos de fertilização em mulheres com idade avançada seja discutido com o casal e implementado o uso de técnicas de reprodução assistida que envolvam óvulos doados de mulheres mais jovens , os quais serão fertilizados com os espermatozoides do esposo da paciente e transferidos para o seu útero.

Anticoncepcional oral

14 de outubro de 2012 0


Durante muito tempo, o controle do número de filhos de uma família foi feito utilizando métodos como abstinência sexual, coito interrompido, amamentação e aborto provocado (ilegal na maioria das vezes).
Métodos modernos de contracepção têm em torno de 100 anos e os anticoncepcionais orais somente 50 anos. Embora hoje existam muitas opções, o uso de métodos contraceptivos ainda é muito baixo em vários pontos do planeta, o que torna muito frequentes as gestações  não desejadas.
De todos os métodos, as pílulas anticoncepcionais combinadas  ( assim chamadas porque combinam a ação de dois hormônios, que são o estrogênio e a progesterona) são as mais conhecidas e as mais estudadas. Foram introduzidas no mercado na década de 60 e, ao longo dos anos, procurou-se reduzir a dose de estrogênio e desenvolver formulações com vários tipos de progesterona.
Hoje, existem muitos anticoncepcionais orais disponíveis, com formulações diferentes. Alguns são mais específicos para tratar acne ou aumento de pelos, outros estão mais associados com risco de tromboembolismo, outros podem reduzir a quantidade de fluxo menstrual. Cada situação deve ser individualizada e o risco para cada mulher deve ser avaliado para que a melhor escolha de anticoncepcional possa ser realizada.

Métodos contraceptivos

01 de outubro de 2012 0


Embora 15% dos casais tenham algum grau de dificuldade para engravidar, tendo de investigar e tratar fatores de infertilidade, existem muitos casos de gestação não planejada, especialmente entre adolescentes e mulheres até 24 anos. Nesta faixa etária, o desconhecimento acerca do uso de métodos contraceptivos, a falta de regularidade nas consultas médicas, bem como a dificuldade de acesso, faz com que muitas gestações ocorram sem nenhum planejamento.

Uma alternativa eficaz para este grupo é o uso de métodos contraceptivos de longa duração, como o DIU (que dura de 5 a 10 anos) e os implantes (dispositivos hormonais colocados sob a pele do braço e que duram de 3 a 5 anos). Ambos os métodos têm a vantagem de serem reversíveis, não requerer grandes intervenções por parte das usuárias e não interferir com a atividade sexual. Além disto, do ponto de vista econômico, apresentam menor custo em relação a outros métodos.

Muitas mulheres desconhecem estas informações e por isto não consideram estes métodos como alternativas viáveis de anticoncepção. Embora o uso deva ser individualizado e cada pessoa vai se adaptar com um tipo de método contraceptivo, oportunizar o acesso a todos, discutindo as vantagens e desvantagens de cada método, deve ser um dever dos profissionais e das instituições de saúde.