Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros
Capa ZH ZH Blogs Assine agora

Posts de novembro 2012

Saúde reprodutiva em filhas de mães fumantes

25 de novembro de 2012 0


O cigarro está associado com infertilidade feminina e causa uma demora para obter gestação, bem como aumenta os riscos de abortamento espontâneo, trabalho de parto prematuro e baixo peso dos bebês ao nascimento.

Estudos em animais e em humanos mostram que a exposição do feto ao cigarro afeta o desenvolvimento reprodutivo feminino, causando toxicidade para o ovário. Um estudo realizado na Dinamarca entrevistou 965 gestantes, analisando o hábito de fumar, além de outros hábitos, como consumo de álcool, peso e nível socioeconômico. Vinte anos depois, mais de 300 filhas destas  mulheres foram entrevistadas e examinadas, observando-se seu peso, padrão menstrual, dosagens hormonais, entre outros aspectos.

Os resultados, após análise, mostram que o cigarro antecipa a idade da primeira menstruação e altera o perfil hormonal das mulheres nascidas de mães fumantes.

Este é mais um dado que reforça o efeito nocivo do cigarro e deve alertar as  mulheres em idade reprodutiva sobre os riscos de fumar para a gestação e para a saúde reprodutiva de suas filhas.

Cuidados para a gestante

18 de novembro de 2012 0


Recente congresso europeu apresentou um equipamento portátil de ecografia que opera com um smartfone, permitindo que o paciente seja examinado em locais de difícil acesso, ou mesmo em casa e no consultório, diminuindo o tempo de espera nas clínicas e nos pronto-atendimentos.

Com o equipamento poderão ser feitas ecografias abdominais, pélvicas e , sobretudo, obstétricas, permitindo avaliaçōes rápidas de bem-estar fetal e quantidade de líquido amniótico. Além do fácil manuseio e transporte, outra vantagem será o custo, bem mais acessível do que os aparelhos convencionais de ecografia.

______________________________________________________

Cerca de quinze milhões de bebês prematuros nascem todo o ano no mundo e cerca de um  milhão não sobrevivem, sobretudo nos países em desenvolvimento. A morte por prematuridade é a segunda causa de mortalidade infantil, perdendo somente para as mortes por pneumonia.

Segundo relatório da ONU, 3/4 destas mortes poderiam ser evitadas com cuidados durante a gestação e no pós-parto. Políticas adequadas de saúde, aumentando a atenção à gestante e o cuidado pré-natal, bem como a adoção de medidas simples como a técnica do bebê-canguru (bebê fica junto ao corpo da mãe por meio de uma faixa) , em locais onde não há incubadora, podem diminuir estas estatísticas.

Gestação e deficiência de progesterona

11 de novembro de 2012 0


A manutenção da gestação inicial depende de um hormônio chamado progesterona, o qual é produzido pelo ovário logo após a ovulação e se mantém no primeiro trimestre de gravidez, até que a placenta seja funcionante.
Algumas condições clínicas como amamentação, distúrbios da tireoide e da prolactina podem causar alterações na produção de progesterona e alterar a fertilidade. Embora existam muitos exames que tentem diagnosticar a deficiência de progesterona, como controle de temperatura basal, dosagem de progesterona no sangue no período pós-ovulatório ou biópsia de endométrio, nenhum deles têm se mostrado eficaz em estabelecer este diagnóstico.
Desta forma, se não há uma disfunção de hormônio da tireoide ou de prolactina identificável, o tratamento da insuficiência de corpo lúteo é experimental e só tem lugar nos ciclos estimulados para reprodução assistida. Usar suplementação de progesterona após ovulação espontânea ou depois que a gestação já está em evolução não aumenta as taxas de sucesso.

Transferência de embrião único em ciclos de FIV

04 de novembro de 2012 0


A transferência de um único embrião em ciclos de fertilização “in vitro” (FIV) tem sido prática bastante comum em alguns países e tem permitido reduzir o número de gestações de gêmeos, mantendo ao mesmo tempo altas taxas de sucesso. Entretanto, há que se estabelecer qual paciente realmente se beneficiará desta prática. Existem hoje vários estudos procurando identificar qual o melhor perfil de paciente para transferir um único embrião.

Nesta linha, recente trabalho publicados nos Estados Unidos acompanhou o resultado de gestações em 438 ciclos de pacientes com idade inferior a 38 anos que transferiram somente um blastocisto (embrião de quinto dia de cultivo). Os resultados obtidos mostraram uma taxa de gestação de 76% e uma taxa de nascimento de 67% por tentativa.

Dos fatores que interferiram nos resultados, ressalta-se a idade da mulher. Pacientes com até 28 anos tiveram o dobro da chance de engravidar do que aquelas com idade acima de 31 anos. Da mesma forma, aquelas que apresentavam blastocistos de excelente qualidade também tiveram maiores taxas de gestação. O fator que interferiu negativamente nas taxas de sucesso foram as malformações uterinas, como útero bicorno, septado ou unicorno.

Em resumo, este trabalho mostra que  a transferência de um único embrião em ciclos de FIV são uma boa opção para um grupo selecionado de pacientes, que são as jovens, com anatomia uterina preservada e com blastocistos de ótima qualidade. Para aquelas pacientes que não se encaixam neste perfil, a transferência de embrião único pode reduzir a sua chance de gestação.