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Posts de março 2013

Reprodução assistida e adesão ao tratamento

31 de março de 2013 0


A maioria dos casais tem planos que incluem filhos, mas 9-15% terão dificuldade para engravidar espontaneamente. Felizmente, as chances de engravidar utilizando os recursos da reprodução assistida são grandes, chegando em média  a 50% se os casais fizerem um bom número de tentativas, que tipicamente são três ciclos de fertilização “in vitro”.

Entretanto, muitos casais não fazem mais do que um ciclo de reprodução assistida, mesmo quando o seu caso tem boas chances e quando tem condições econômicas de fazê-lo. A principal razão nestes casos é o stress psicológico que estes tratamentos podem determinar.

Recente trabalho europeu, publicado em revista especializada, avaliou o grau de adesão aos tratamentos de reprodução assistida e concluiu que a maior parte dos pacientes realiza o regime de três ciclos e que dois em cada 10 casais interrompem o tratamento antes do esperado.

Desta forma, aproximadamente 78% dos casais cumprem o programa inicial de reprodução assisitida, que inclui três tentativas. Este dado deve ser informado aos pacientes, pois esta adesão é que aumenta as chances de sucesso. Além disto, o suporte da equipe médica é muito importante para auxiliar os casais a escolherem o que for melhor para eles, seja a continuidade do tratamento ou a sua interrupção.

Postado por Isabel de Almeida

Reprodução assistida e HIV

25 de março de 2013 0


No início da epidemia de AIDS, devido ao mau prognóstico das pessoas infectadas com o vírus, os casais eram desestimulados a engravidar. Atualmente, embora a epidemia de HIV/AIDS permaneça como uma condição séria de saúde, a introdução da terapia antiretroviral aumentou a expectativa e a qualidade de vida e muitos casais, onde um ou ambos são soropositivos para HIV, têm considerado a gestação.

Esta intenção de gestar tem importantes implicações na prevenção da transmissão do vírus para o recém-nascido e também para o parceiro não infectado. Desta forma, o aconselhamento reprodutivo por parte das equipes de saúde é fundamental.

Para os casais onde somente o homem é HIV positivo, a lavagem do sêmen e o uso de técnicas de reprodução assistida tem sido a primeira escolha. Quando somente a mulher é HIV positiva, a autoinseminação com sêmen do parceiro pode ser utilizada. Entretanto,  pouco ainda se sabe sobre o papel do vírus ou das medicações antiretrovirais sobre a fertilidade e sobre a qualidade do oócito.

Em um futuro próximo, o uso de medicamentos antiretrovirais antes da exposição sexual poderá ser utilizado para prevenir a transmissão do vírus naqueles casais férteis que podem engravidar espontaneamente.

Mas, o importante é que em casais onde um ou ambos são portadores do HIV, a gestação e o nascimento sejam planejados, pois isto garantirá um melhor resultado para o bebê e para a saúde do casal. O acompanhamento da equipe de saúde é fundamental para o aconselhamento reprodutivo nestes casos.

Postado por Isabel de Almeida

Reprodução assistida e risco de câncer

17 de março de 2013 0


A postergação da gestação por parte das mulheres, bem como o avanço das tecnologias reprodutivas, têm aumentado a procura pela reprodução assistida. Para estas técnicas, são prescritas medicaçōes hormonais que têm por objetivo aumentar o número de óvulos.

Embora muitas destas medicações já venham sendo usadas há mais de 30 anos, ainda existem questionamentos sobre os riscos de câncer associados ao seu uso. Recente publicação em revista médica especializada fez uma revisão deste tema , avaliando os riscos da estimulação ovariana para fertilização “in vitro” com câncer de ovário, endométrio e colo uterino.

Os resultados mostraram que a fertilização “in vitro” não aumenta o número de casos de câncer de colo uterino. Os casos de câncer de endométrio e ovário são maiores no grupo que fez fertilização do que na população em geral, mas este risco não parece estar associado ao uso de medicamenteos, mas sim à infertilidade.

Desta forma, embora mais estudos sejam necessários, o uso de drogas estimuladoras da ovulação tem se mostrado seguro para o grupo de mulheres inférteis que necessitam de reprodução assistida.

Postado por Isabel de Almeida

Vacinas e gestação

03 de março de 2013 0


O CDC, entidade americana que controla e previne doenças, atualizou em 2012 o calendário de vacinas para mulheres em idade reprodutiva. Segundo pesquisas, cerca de  60% dos ginecologistas e obstetras conversam com suas pacientes sobre seu status vacinal e somente 10% oferece vacinas recomendadas para adultos.

Idealmente, as vacinas devem ser realizadas antes da concepção, porque algumas delas não são recomendadas durante a gravidez. As vacinas contraindicadas na gestação são:
– MMR ( sarampo, caxumba e rubéola )
– varicela
– herpes zoster

As demais são indicadas ou recomendadas se existem fatores de risco, como viagens para locais onde existe a doença, tipos de trabalho que oferecem risco de contaminação, etc.

Desta  forma, as vacinas administradas  em mulheres em idade reprodutiva, antes ou durante a gestação, conferem resistência a infecções intrauterinas e proporcionam ao recém-nascido proteção contra infecções neonatais. Assim, para quem está pensando em engravidar, é uma boa hora de revisar o seu calendário vacinal.

Postado por Isabel de Almeida