Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros

Métodos anticoncepcionais

28 de abril de 2013 0


A pílula anticoncepcional, que foi introduzida em 1960, ainda é o método mais utilizado pelas mulheres, segundo pesquisas na Europa e nos Estados Unidos. Mesmo assim, aproximadamente 50% das gestações não são planejadas. Isto sugere que talvez muitas mulheres não estejam usando o método contraceptivo que melhor preencha os seus requisitos pessoais e que melhor esteja adaptado ao seu estilo de vida.

Pensando nisto, recente estudo entrevistou mais de 500 mulheres/país que residiam na Inglaterra, Alemanha, Itália, Espanha e Estados Unidos, com idade entre 25-44 anos, que não apresentavam infertilidade, perguntando sobre seu nível de conhecimento de métodos contraceptivos, razões para escolher ou recusar os vários métodos, bem como quais fontes utilizavam para obter informações.

Os resultados mostraram que os métodos mais utilizados são pílula anticoncepcional em primeiro e preservativo masculino em segundo, com exceção da Espanha, onde o preservativo aparece em primeiro lugar. Em torno de 80% das mulheres se disseram satisfeitas com seu método contraceptivo e entre 5-20% relataram efeitos colaterais como aumento de peso e oscilações de humor com o uso de anticoncepcionais orais. Além disso, a principal fonte de informação para a escolha dos métodos são os médicos, os quais exercem a maior influência sobre a decisão das mulheres acerca dos métodos contraceptivos, sendo que em 70% das vezes as pílulas são recomendadas como primeira escolha.

O interessante é que os efeitos colaterais que as mulheres relatam com as pílulas não têm confirmação científica. Na realidade, as evidências mostram que as pílulas anticoncepcionais ajudam a estabilizar o humor e que o peso permanece estável quando se usa anticoncepcional oral. Isto indica que muitos mitos sobre anticoncepção ainda persistem e que muitas mulheres ainda não estão adequadamente informadas acerca deste assunto. Além disto, muitas  mulheres não têm informações sobre outros métodos além de pílula e preservativo. Cabe aos profissionais de saúde prover estas informações para que a gama de opções aumente e possa beneficiar todas as mulheres interessadas em anticoncepção.

Postado por Isabel de Almeida

Envie seu Comentário