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Posts de julho 2013

Sexo do bebê

28 de julho de 2013 0

É muito comum que os casais queiram saber o sexo do bebê o mais precocemente possível, para que possam escolher o nome e preparar a sua chegada. Com o surgimento de novas tecnologias, isto já é possível cada vez mais cedo. Existe um exame de sangue, chamado Determinação do Sexo Fetal, onde, através de uma amostra de sangue da gestante é possível determinar o sexo do bebê a partir da oitava semana de gestação.

Sabe-se que existem células do feto circulando no sangue materno e este exame utiliza uma técnica de biologia molecular, a qual identifica partes do cromossomo Y do feto no sangue da mãe. Desta forma, se forem identificados partes do cromossomo Y, a gestante espera um menino, pois apenas homens possuem o cromossomo Y e, portanto, este cromossomo  não pode ser da mãe. Por outro lado, se não forem identificados partes do cromossomo Y, é porque a gestante espera uma menina.

Em caso de gestação gemelar, o resultado pode ser mais difícil de interpretar. Se os gêmeos forem univitelinos (gêmeos idênticos), terão o mesmo DNA. Entretanto, se forem bivitelinos e aparecer o cromossomo Y, só o que se pode dizer é que pelo menos um dos bebês é do sexo masculino. O outro pode também ser menino ou não.

É importante colocar que este exame de determinação do sexo fetal tem em torno de 99% de acerto, sendo recomendável acompanhar também pela ecografia mais adiante na gestação.


Postado por Isabel de Almeida

Desordens cromossômicas e gestação

14 de julho de 2013 0


Durante o pré-natal, são oferecidos às gestantes de primeiro trimestre exames não invasivos para avaliar as desordens cromossômicas mais comuns, que são a trissomia do 21 ( Síndrome de Down ), trissomia do 13 ( Síndrome de Patau ) e do 18 ( Síndrome de Edwards ).

Até o momento, este rastreamento tem sido feito através da medida da translucência nucal e do osso nasal do bebê pela ultrassonografia, associada ou não à dosagem no sangue materno de dois marcadores, que são a proteína A e fração livre do HCG. A vantagem destes exames é que, por serem não invasivos, não apresentam nenhum risco à mãe ou ao bebê, mas apresentam uma margem de erro.

Já os exames invasivos,  como a amniocentese ou a biópsia de vilo corial, embora tenham resultados conclusivos com relação à presença de desordens cromossômicas, implicam em um risco de perda da gestação em 0,6% dos casos.

Mais recentemente, surgiram exames que, estudando células fetais que estão na circulação materna, permitem identificar se o bebê é portador de Síndrome de Down ou algumas outras alterações cromossômicas. Entretanto, como ainda são exames novos, embora pareçam muito promissores e superiores aos que atualmente utilizamos, o seu uso em larga escala para todas as gestantes ainda não é recomendado pela Sociedade Internacional de Diagnóstico Pré-Natal. Isto porque, embora não tragam nenhum risco para a mãe ou o bebê, eles têm pouco tempo de uso e podem não detectar todos os casos de Síndrome de Down ou podem dar resultados falso-positivos. Desta forma, pacientes que tiverem estes exames alterados,  deverão sempre realizar amniocentese ou biópsia de vilo corial para estabelecer o diagnóstico definitivo.

Postado por Isabel de Almeida

Viagens de avião durante a gestação

07 de julho de 2013 0


Com a proximidade das férias de julho, muitas gestantes perguntam se é seguro viajar de avião. As companhias aéreas têm regras bem estabelecidas para o embarque de gestantes e , antes de tudo, o obstetra deve ser consultado para avaliar os possíveis riscos de uma viagem durante a gravidez.

Sempre que possível, a gestante deve optar por viajar entre 14-27 semanas, pois é o período de menor risco e desconforto. Quando existem  situações de risco, como sangramento vaginal, trabalho de parto prematuro ou hipertensão, as gestantes devem evitar se afastar de seu local de moradia pelo risco de complicações.

Para as companhias aéreas, as grávidas com até 27 semanas devem preencher uma declaração de responsabilidade no momento do check-in. Entre 28-35 semanas é necessária a apresentação  de atestado médico autorizando a viagem, com data de no máximo uma semana antes do embarque. Para viajar entre 36-39 semanas, somente se a gestante estiver acompanhada de um médico responsável. Não são permitidas viagens na última semana de gestação (40 semanas) e nos 7 dias de pós-parto.
Em caso de gestação gemelar, as viagens a partir de 32 semanas só são permitidas com o acompanhamento do médico responsável.

Além disso, aqui vão algumas dicas:

- Em voos longos, é recomendável levantar-se regularmente para melhorar a circulação sanguínea nas pernas. O uso de meias elásticas próprias para gestantes também está indicado.

- Lembrar que o ar dentro do avião é mais seco, devendo-se beber bastante água. Também é conveniente usar  um lubrificante nasal (soro). O ar é muito seco e, como há muitas impurezas, isto aumenta o risco de adquirir uma infecção viral, por exemplo.

- Porque a turbulência nem sempre pode ser prevista, durante todo o tempo que estiver sentada a gestante deve estar com cinto  de segurança, uma vez que o risco de trauma pode ser significativo.

- Grávidas têm vontade de urinar com mais frequência. Portanto, devem escolher um assento no corredor para ter mais mobilidade e vestir roupas  confortáveis e fáceis de tirar, como vestidos, para facilitar as constantes idas ao banheiro.

Seguindo estas recomendações e usando o bom senso, as viagens aéreas durante a gestação tendem a ser seguras e tranquilas.

Postado por Isabel de Almeida