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Posts de outubro 2013

Acupuntura e fertilização "in vitro"

20 de outubro de 2013 0

Estima-se que 10 a 15% dos casais terão alguma dificuldade para engravidar e, em algum momento, irão procurar um especialista em reprodução. Nesta área, uma das opções de tratamento mais utilizada é a fertilização “in vitro”.

Os Estados Unidos são o país que tem as maiores taxas de sucesso com esta técnica, porque costumam transferir mais embriões por ciclo. Já os países europeus têm taxas de gestação menores, pois usualmente transferem somemte um ou, no máximo, dois embriões por ciclo.

Apesar dos avanços crescentes na área da reprodução assistida, as taxas de sucesso com fertilização “in vitro” ficam em torno de 30%. Por isto, é necessário estar sempre implementando novas tecnologias laboratoriais e novas medicações hormonais para aumentar as taxas  de gestação. Além disso, é comum que os pacientes perguntem se existe algo mais que possa ser feito para melhorar os resultados. Neste tópico, é comum que perguntem sobre os benefícios da acupuntura na fertilização.

Recente estudo revisou inúmeras publicações científicas que compararam as taxas de gravidez entre pacientes que fizeram fertilização e usaram ou não acupuntura no mesmo período. Os resultados mostraram que os estudos não seguiram um mesmo padrão de acompanhamento dos pacientes, mas os resultados não confirmaram os benefícios da acupuntura no aumento da taxa de gestação. Mais estudos são necessários nesta área, mas, no momento, não existem evidências concretas de que a acupuntura deva ser recomendada de rotina para as pacientes que serão submetidas à fertilização ” in vitro”.

Postado por Isabel de Almeida

Implantação do embrião e obesidade

14 de outubro de 2013 0

Estudos recentes têm mostrado que a obesidade aumenta o risco de infertilidade, mesmo naquelas mulheres que ovulam regularmente. Além disso, as taxas de abortamento e de complicações na gestação também são maiores.

Recente trabalho publicado em revista especializada em fertilidade acompanhou mais de 9000 ciclos de óvulos doados por mulheres com peso normal. Os embriões obtidos a partir deste óvulos foram implantados em pacientes receptoras que estavam divididas em grupos de acordo com seu peso. Os resultados mostraram que as taxas de gestação foram maiores no grupo que tinha peso normal do que no grupo de mulheres obesas, o que parece indicar que existe uma receptividade uterina menor para implantar o embrião no grupo de mulheres que estão acima do peso.

Mais estudos são necessários nesta área, mas as evidências científicas têm demonstrado que a obesidade provavelmente afeta todos os componenetes do sistema reprodutivo: espermatozoide, óvulo, embrião e útero. Desta forma, é recomendável estar o mais próximo possível do peso ideal antes de engravidar, quer seja espontaneamente ou através de fertilização ” in vitro “.

Postado por Isabel de Almeida

Fertilidade e obesidade feminina

06 de outubro de 2013 0

A obesidade é hoje um problema de saúde pública que vem aumentando tanto nos países desenvolvidos quanto nos países em desenvolvimento. Estatísticas recentes mostram que mais de 30% dos adultos e cerca de 17% das crianças e adolescentes americanos estão obesos. Estes dados são muito semelhantes ao que temos no Brasil hoje.

A obesidade afeta tecidos e órgãos do corpo, desencadeando ou agravando doenças cardiovasculares, diabete, apneia do sono, artrites e câncer. Da mesma forma, o sistema reprodutivo também é afetado.

Muitos estudos mostram que o risco de subfertilidade e infertilidade é três vezes maior em mulheres obesas do que naquelas com peso normal. A chance diminuída de engravidar no grupo que está acima do peso está relacionada a ciclos sem ovulação. Entretanto, pesquisas mostram que , mesmo mulheres obesas que menstruam regularmente, também têm chances menores de engravidar, porque a obesidade afeta não somente a ovulação, mas também interfere em outros mecanismos reprodutivos que acabam por afetar a qualidade do óvulo, o embrião e o ambiente intrauterino. Este efeito tende a ser pior se no casal ambos os parceiros estão obesos e têm estilo de vida similar.

A perda de peso antes da concepção é a medida que mais aumenta a fertilidade e que também diminui os riscos na gestação. Modificações no estilo de vida, como redução do número de calorias ingeridas, exercícios físicos e apoio psicológico, além de acompanhamento por profissionais especializados, parecem ser as medidas mais eficazes.

O uso de medicações para perder peso pode causar efeitos colaterais, com pouca perda de peso e rápido reganho após a sua parada. A cirurgia para obesidade deve ser a última opção no contexto da reprodução, uma vez que está associada com complicações e até mortalidade, além do fato de que seus efeitos sobre a fertilidade e a gestação ainda não são bem conhecidos.

Postado por Isabel de Almeida