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Posts de novembro 2013

Endometriose e qualidade de vida

24 de novembro de 2013 0

Endometriose é uma doença crônica que atinge mulheres em idade reprodutiva e se caracteriza pela presença de tecido endometrial ( revestimento interno do útero) fora da cavidade uterina. Os sintomas mais comuns de endometriose são dor no período menstrual, dor pélvica crônica, sangramento menstrual abundante e dor nas relações sexuais. É difícil estabelecer o quanto a endometriose está presente nas mulheres, mas se estima que 10 a 15% apresente e também que metade das mulheres inférteis sofram com esta doença.

Recente trabalho de revisão procurou avaliar o impacto da endometriose na vida das mulheres e os resultados mostraram que, em média, a mulher leva 3,8 anos entre começar a ter sintomas e procurar ajuda médica. Provavelmente, isto se deva à dificuldade em distinguir entre os sintomas normais de menstruação e os patológicos. Após chegar ao médico, também existe um atraso no diagnóstico da endometriose, que pode levar entre 3,7 a 5,7 anos. Neste período, são comuns várias consultas médicas, onde os sintomas são considerados normais ou não são valorizados.

Além disso, mulheres com endometriose que sofrem de dor crônica apresentam fadiga, alteração no padrão do sono e dificuldades em realizar atividades diárias, como trabalhar e cuidar dos filhos. Também podem apresentar dificuldades sexuais por conta da dor durante as relações. As evidências científicas sugerem que os níveis de depressão e stress são maiores neste grupo de mulheres.

Desta forma, somente com maior informação sobre endometriose é que se poderá valorizar os sinais e sintomas desta doença que, apesar de benigna, determina um grande impacto na saúde e no bem estar da mulher.

Postado por Isabel de Almeida

Gestação tardia e congelamento de óvulos

16 de novembro de 2013 0

Nos últimos 30 anos as mulheres têm tido o seu primeiro filho em idade mais avançada. A postergação da maternidade tem sido atribuída a inúmeras causas, como  fatores pessoais ( falta de parceiro ), fatores profissionais e/ou econômicos. Entretanto, é sabido que, com o avançar da idade, ocorre um declínio natural da fertilidade, colocando a mulher em um dilema reprodutivo.

Neste sentido, as tecnologias reprodutivas têm ajudado estas mulheres, uma vez que o congelamento de óvulos pode ser uma alternativa eficaz para quem não tem planos de gestar no momento mas teme que, no futuro, não tenha mais reserva ovariana para concretizar uma gravidez.

Embora o primeiro nascimento a partir de óvulo congelado tenha sido piblicado há mais de 25 anos, somente nos últimos dez anos é que este procedimento ganhou força. Os resultados têm se mostrado promissores, com muitos estudos mostrando taxas de gestação semelhantes àquelas obtidas com óvulos frescos.

A idade ideal para guardar óvulos é até 35 anos, pois o número e a qualidade sào melhores. Entretanto, o que se observa é que as mulheres interessadas neste procedimento têm chegado mais tarde nos Serviços de reprodução assistida, congelando seus óvulos em média aos 38 anos. Quando perguntadas, muitas respondem desconhecer os benefícios de congelar óvulos mais cedo e várias colocam que a mídia dá a impressão de que a gravidez em idade avançada é uma opção fácil.

A visita anual ao ginecologista é uma oportunidade única para avaliar a saúde da mulher, incluindo a avaliação de suas perspectivas e desejos relacionados à maternidade. No momento, a discussão sobre a preservação da fertilidade em mulheres com idade mais avançada deve ser trazida para dentro dos consultórios ginecológicos, desmitificando conceitos e provendo informaçōes adequadas e atualizadas para estas mulheres.

Postado por Isabel de Almeida

Novas famílias

10 de novembro de 2013 0

Recente reportagem em revista europeia abordou um assunto ainda relativamente novo em nosso meio: sites que cadastram homens e mulheres que desejam ter um filho sem ter de usar um doador anônimo de gametas ( óvulos e espermatozoides). São pessoas que querem ser pais e mães , mas não querem casar ou conviver com o parceiro.

Alguns perguntarão: mas e os laços afetivos? A resposta é que isto não é fundamental. Entre o futuro pai e a futura mãe existe somente um contrato, além de exames médicos e disposições legais e financeiras. Vários países europeus e os Estados Unidos têm praticado este novo modo de formar uma família e, habitualmente, ambos os genitores procuram morar próximos, para poderem conviver bastante com o filho.

Segundo especialistas, as transformações sociais têm mudado os conceitos de família. Só nos Estados Unidos, o número de mulheres solteiras que tornam-se mães vem crescendo rapidamente. Em 1960 eram 5% e em 2008 já somavam 41%.

Embora estes sites de copaternidade ainda não existam no Brasil, é importante que se veja que os modelos  de família estão mudando e que novas possibilidades estão surgindo em várias partes do mundo.

Postado por Isabel de Almeida

Audição do bebê

03 de novembro de 2013 0

Recente trabalho realizado na Finlândia por uma equipe de neurocientistas demonstrou que os fetos são capazes de memorizar sons e reconhecê-los após o nascimento. Este estudo recrutou 24 gestantes no último trimestre de gravidez e a metade delas ouviu uma música que intercalava a palavra “tatata” com algumas variações, ditas em velocidades diferentes ou alterando vogais. A outra metade das gestantes ouviu somente a música.

Após o nascimento, utilizando eletroencefalograma, os pesquisadores demonstraram que os bebês que ouviram por repetidas vezes a mesma palavra mostravam atividade cerebral aumentada em releção ao grupo controle.

A importância deste trabalho está em rastrear o caminho neurológico da memória auditiva do bebê ainda na barriga da mãe, o que demonstra que a sua capacidade de aprendizado  é muito precoce. Isto pode ser útil para ajudar no futuro crianças com dislexia ou disfunções na área da linguagem. Além disso, serve de alerta para o fato de que sons altos podem ser prejudiciais ao feto, podendo afetar o seu sistema auditivo.

Postado por Isabel de Almeida