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Posts de janeiro 2014

Transferência de embriões

12 de janeiro de 2014 0

Na fertilização “in vitro”, é comum que se tenha mais de um embrião para ser transferido. Dependendo da legislação, da idade da mulher, do desejo do casal e do número de embriões, os serviços de reprodução assistida terão de selecionar os melhores embriões para transferência imediata. Se houver embriões restantes, dependendo de seu desenvolvimento, eles poderão  ser congelados e guardados para serem transferidos em outro momento. Se o casal engravidar, poderá voltar tempos depois para tentar uma nova gestação. Caso não engravide neste ciclo, já terão embriões prontos e a mulher não precisará usar toda a medicação hormonal necessária para estimular a ovulação.

Os critérios de seleção embrionária utlizados pela maioria dos laboratórios de reprodução assistida utilizam a avaliação visual do embrião à microscopia. Desta forma, eles recebem uma nota com base no número e tamanho de suas células, na percentagem de fragmentação, na velocidade com que fazem a sua divisão celular, entre outros critérios. Os que apresentarem melhor  nota serão os selecionados para a transferência embrionária.

O que tem de ficar claro é que este critério não garante que um embrião que recebeu uma nota ótima irá certamente implantar, pois os estudos mostram que a principal causa de falha de implantação é a alteração na contagem cromossômica dos embriões, o que não pode ser avaliado somente olhando o embrião ao microscópio. Desta forma, o que se observa é que , mesmo embriões com boas notas também podem ter problemas cromossômicos e  síndromes que, na maioria das vezes , pararão seu desenvolvimento no início da gravidez , levando ao abortamento.

Desta forma, como garantir que os embriões que estão sendo transferidos são realmente saudáveis? Existem vários testes invasivos, como o diagnóstico genético pré-implantacional, que pode analisar células do embrião antes de serem transferidos e diagnosticar doenças gênicas e desordens cromossômicas. Existem também vários estudos em andamento visando avaliar o desenvolvimento embrionário ainda em fase precoce de maneira a selecioná- lo de forma melhor e menos invasiva. Entretanto, até o momento, os critérios de seleção embrionária disponíveis ainda não garantem que os embriões transferidos, independente da nota que recebem, são normais do ponto de vista cromossômico.

Postado por Isabel de Almeida

Fertilização "in vitro" e câncer de mama

05 de janeiro de 2014 0

O câncer de mama está relacionado a fatores de risco como:

      - idade precoce da primeira menstruação,
      - menopausa tardia,
      - obesidade pós-menopáusica,
      - mulheres que nunca tiveram filhos,
      - mulheres que tiveram seu primeiro filho com idade avançada.
Também níveis elevados do hormônio estrogènio estão associados com risco maior de câncer de mama.
Por outro lado, a remoção cirúrgica dos ovários exerce um efeito protetor contra o câncer de mama.

Recente publicação em revista médica revisou artigos que abordavam o risco das medicações estimuladoras da ovulação para fertilização “in vitro” e câncer de mama. Os resultados mostraram que, até o momento, as medicações hormonais utilizadas para fertilização não aumentam o risco de mama e , embora mais estudos estejam sendo realizados, o seu uso tem se mostrado seguro para as mulheres.

Postado por Isabel de Almeida