Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros
Capa ZH ZH Blogs Assine agora

Posts de maio 2014

Abortamento de repetição

25 de maio de 2014 0

Abortamento de repetição é definido como dois ou mais abortos e afeta 1-5% de todos os casais que estão tentando engravidar. As causas de abortamento de repetição podem estar associadas a problemas genéticos, hormonais (distúrbios de tireoide e de prolactina), malformações uterinas, síndrome antifosfolipídeos, entre outras. Apesar da investigação, infelizmente só se consegue identificar uma causa em cerca de 50% dos casos. A outra metade ficará sem diagnóstico e, por consequência, sem um tratamento específico, o que pode gerar grande estresse entre os casais.

Nestes casos, um apoio emocional e a informação de que existe grande possibilidade de ter uma próxima gestação saudável são muito importantes.

Recente trabalho realizado na Holanda acompanhou cerca de 250 mulheres com abortamento de repetição sem causa aparente durante dois anos. O objetivo era verificar quanto tempo estas mulheres levavam para engravidar novamente. A idade média destas mulheres era de 34 anos. Durante este período de dois anos, 84% das pacientes engravidaram, sendo que 65% ganharam bebês e 32% abortaram novamente. O tempo médio para engravidar novamente foi de 21 semanas.

Desta forma, embora o abortamento de repetição sem causa aparente seja uma situação muito estressante para o casal, podendo gerar altos níveis de ansiedade e depressão, uma informação importante é que o tempo para engravidar novamente é comparável ao tempo que as mulheres férteis com a mesma idade levam para engravidar. Esta informação certamente ajudará a tranquilizar um pouco mais estes casais.

Postado por Isabel de Almeida

Hormônio anti-mülleriano

18 de maio de 2014 0

É durante a vida intrauterina que a mulher possui o maior número de oócitos, em torno de 6 a 7 milhões. Ao nascimento, este número já se reduziu a 2 milhōes e, na adolescência, há um declínio para 300.000 oócitos.

É muito difícil prever quando uma mulher deixará de ser fértil e quando sua reserva ovariana se esgotará, mas o fato é que existe uma relação direta entre idade e declínio da fertilidade.

Existem vários exames que podem ser utilizados para avaliar a reserva ovariana. Atualmente, os mais utilizados são a dosagem do hormônio FSH, entre o 3º e o 5° dia do ciclo; a contagem por ecografia transvaginal dos folículos ovarianos, também no início do ciclo; e, mais recentemente, a dosagem do hormônio anti-mulleriano (AMH). Este hormônio, que é produzido pelas células da granulosa do ovário, avalia bem a reserva ovariana, pois reflete o número de folículos presentes nos ovários. Tem-se sugerido que o hormônio anti-mulleriano deva ser utilizado para predizer a resposta ovariana à medicação nos ciclos de fertilização “in vitro”, identificando mulheres más-respondedoras, ou seja, aquelas que não produzem muitos óvulos mesmo com grandes doses de medicação.

Entretanto, cabe salientar que o hormônio anti-mulleriano não tem condições de afirmar que uma mulher vai ou não engravidar e, tampouco, pode contraindicar um ciclo de fertilização “in vitro”. Ele deve ser usado em conjunto com as demais informações clínicas do casal para traçar a melhor estratégia de tratamento.

Postado por Isabel de Almeida

Infertilidade e sobrepeso

04 de maio de 2014 0

Atualmente, nos Estados Unidos mais da metade das mulheres em idade reprodutiva está acima do peso. No Brasil, os índices são similares. O sobrepeso tem sido associado a maus resultados nos tratamentos de infertilidade. Neste grupo de mulheres, tem-se visto que existe uma demora maior para engravidar e as taxas de cancelamento e falhas de gestação nos ciclos de FIV também são maiores.

Recente trabalho realizado nos EUA acompanhou 52 pacientes inférteis com sobrepeso ou obesidade. O objetivo era avaliar o quanto a perda de peso, com acompanhamento médico, melhorava as taxas de gestação.

Os resultados mostraram que as pacientes que perderam pelo menos 10% dos seu peso inicial tiveram taxas de gestação e de nascimento mais altas quando comparadas com as mulheres que perderam menos de 10% de seu peso inicial.

Em adição à infertilidade, o sobrepeso e a obesidade também aumentam as complicações na gestação, como hipertensão, diabete e hemorragia pós-parto. O recém-nascido também pode ser afetado, pois aumentam os casos de prematuridade, de bebês grandes ao nascimento e de obesidade na infância.

Desta forma, como o peso é um dos poucos fatores relacionados à infertilidade que pode ser alterado, deve- se estimular a paciente infértil que está acima do peso a perdê-lo, pois isto melhorará os seus resultados reprodutivos e obstétricos, bemo como a sua saúde como um todo.

Postado por Isabel de Almeida