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Posts de junho 2014

Gestação e dr. Google

29 de junho de 2014 0

A gravidez, sobretudo a primeira, é cheia de incertezas. São muitas as dúvidas e , às vezes,  por vergonha ou insegurança, as mulheres não as trazem para a consulta com seu obstetra.
Recente matéria publicada no New York Times mostra o resultado de uma pesquisa envolvendo 20 países, que buscou identificar quais as dúvidas mais frequentes das grávidas quando acessam o Google.

Quando a pergunta era: Como ———- durante a gestação, os itens que mais apareceram nos Estado Unidos e Inglaterra foram:
       como prevenir estrias?
       como perder peso?
       como fazer sexo na gestação?
Já na Índia, as palavras que mais apareceram foram dúvidas em relação a sexo a a sono.

Quando a pergunta era: Pode a grávida ————-?, nos Estados Unidos, as principais dúvidas eram relacionadas a comer camarão, sushi, beber café e vinho ou tomar Tylenol. Na Inglaterra, as dúvidas mais frequentes eram se as grávidas podiam comer salmão defumado, mussarela, maionese ou cheesecake. Já na Índia, as principais dúvidas eram sobre comer pizza, banana, manga e fazer sexo.

E no Brasil? As cinco perguntas mais listadas no Google foram:
    Mulheres grávidas podem pintar o cabelo?
                                                         tomar dipirona?
                                                         tomar paracetamol?
                                                         andar de bicicleta?
                                                         viajar de avião?

Além disso, muitos países mostram uma clara preferência por filhos homens. Na Coreia do Sul, por exemplo, existem  seis vezes mais perguntas sobre como conceber um menino do que sobre como engravidar de menina.

Estes dados mostram que as manifestações culturais durante a gestação são diferentes e que as preocupações das grávidas variam ao redor do mundo. Entretanto, todas querem a mesma coisa: uma gravidez saudável. Importante cuidar as fontes do que se pesquisa no Google e ter presente que a informação disponível na internet não substitui a consulta com profissionais formados e capacitados.

Postado por Isabel de Almeida

Gestação indesejada e doenças sexualmente transmissíveis

22 de junho de 2014 0

A Organização Mundial de Saúde identifica as relações sexuais sem proteção como um importante fator de risco para doenças e morte , tanto em países em desenvolvimento como em países desenvolvidos.

A gestação indesejada e as doenças sexualmente transmissíveis são as principais consequências negativas do sexo sem proteção. Muitas gestações não planejadas acabam em aborto. Em países onde este procedimento é legal, as consequências são mais emocionais. Entretanto, em países onde esta prática é ilegal, como no Brasil, isto traz também um impacto negativo sobre a saúde e a mortalidade femininas.

Se a gestação segue, o nascimento não planejado e não desejado de uma criança está muitas vezes associado a mulheres criando seus filhos sozinhas, sem parceiro, com redução das chances de escolaridade e emprego para si e seus filhos. Além disto, as doenças sexualmente transmissíveis, mais frequentes em mulheres que têm relações sexuais sem proteção, aumentam o risco de infertilidade, gestação ectópica, câncer de colo uterino e morte por AIDS.

Desta forma, o que se observa é que gestação não planejada e doenças sexualmente transmissíveis muitas vezes andam juntas. Mas o importante é que ambas podem ser prevenidas. Infelizmente, os melhores métodos de prevenção de doenças , como a camisinha masculina e feminina, não são os melhores métodos contraceptivos. Até o momento, não existe um método único que seja igualmente eficiente para prevenir gravidez e doenças sexualmente transmissíveis, devendo haver, portanto, orientação para que se associem métodos de barreira com contraceptivos eficazes, como anticoncepcionais hormonais ou DIU.

Postado por Isabel de Almeida

HIV e reprodução

15 de junho de 2014 0

A AIDS foi descrita pela primeira vez em 1981 nos Estados Unidos. Desde então, mais de 75 milhões de pessoas já contraíram o vírus e hoje existem mais de 35 milhões vivendo com HIV/AIDS. Mais de 80% destas pessoas infectadas com HIV são jovens, com idade entre 15-44 anos, e, portanto, em idade reprodutiva.

Graças aos avanços no diagnóstico e no tratamento, ser portador do vírus do HIV não é mais uma sentença de morte. Assim, estes pacientes vivem muito mais do que antes, planejam filhos e têm parceiros que muitas vezes não são HIV positivos.

Desta forma, muitos casais jovens, onde um ou ambos são portadores do vírus do HIV, têm buscado orientação médica para engravidar com segurança, reduzindo os riscos de transmissão para o bebê e para o parceiro ou parceira. As técnicas de reprodução assistida, que incluem lavagem do sêmen, fertilização “in vitro” e inseminação artificial, têm se mostrado bastante seguras e eficazes nestes casos. Além disto, engravidar em boas condições clínicas, com carga viral indetectável e usando medicamentos específicos para o HIV, também contribuem para o sucesso do tratamento.

Postado por Isabel de Almeida

Maternidade tardia

01 de junho de 2014 0

Esta semana li uma coluna em um suplemento do jornal La Reppublica, escrita por Cari Rosen, produtora televisiva em Londres e autora de um livro  chamado: The Secret Diary of a New Mum, Aged 43  and 1/4, ou , traduzindo, ” O Diário Secreto de uma Nova Mamãe de 43 anos e 3 meses”.

Neste artigo, ela relata que engravidou após os 40 anos não porque quis, mas porque até os 39 anos não havia encontrado um parceiro com quem quisesse ter tido um filho. Relata que reconhece os riscos  e as dificuldades da maternidade tardia, e que muitas vezes o desejo de ser mãe pode não acontecer em função do declínio da fertilidade. E lança uma pergunta: o que deve fazer uma mulher com mais de 35 anos que não encontrou ainda o parceiro com quem gostaria de formar uma família? Com uma boa dose de humor, ela lança três alternativas:

1. seduzir o primeiro que passar para fertilizar seu óvulo antes que vença o prazo de validade
2. fazer uma produção independente com reprodução assistida
3. correr o risco e esperar

Embora sejam três alternativas cuja escolha é essencialmente pessoal, existe também uma outra, não citada, que é o congelamento de óvulos.Neste sentido, as tecnologias reprodutivas têm ajudado estas mulheres, uma vez que o congelamento de óvulos pode ser uma alternativa eficaz para quem não tem planos de gestar no momento mas teme que, no futuro, não tenha mais reserva ovariana para concretizar uma gravidez.

Embora o primeiro nascimento a partir de óvulo congelado tenha sido piblicado há mais de 25 anos, somente nos últimos dez anos é que este procedimento ganhou força. Os resultados têm se mostrado promissores, com muitos estudos mostrando taxas de gestação semelhantes àquelas obtidas com óvulos frescos.

A idade ideal para guardar óvulos é até 35 anos, pois o número e a qualidade sào melhores. Entretanto, o que se observa é que as mulheres interessadas neste procedimento têm chegado mais tarde nos Serviços de reprodução assistida, congelando seus óvulos em média aos 38 anos. Quando perguntadas, muitas respondem desconhecer os benefícios de congelar óvulos mais cedo e várias colocam que a mídia dá a impressão de que a gravidez em idade avançada é uma opção fácil.

A visita anual ao ginecologista é uma oportunidade única para avaliar a saúde da mulher, incluindo a avaliação de suas perspectivas e desejos relacionados à maternidade. No momento, a discussão sobre a preservação da fertilidade em mulheres com idade mais avançada deve ser trazida para dentro dos consultórios ginecológicos, desmitificando conceitos e provendo informaçōes adequadas e atualizadas para estas mulheres.

Postado por Isabel de Almeida