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Posts de agosto 2014

Congelamento de óvulos

24 de agosto de 2014 0

As mulheres quando se deparam com a perspectiva da falência ovariana prematura, ou menopausa precoce, quer seja porque irão se submeter à quimioterapia, ou porque irão realizar cirurgia nos ovários ou porque têm uma predisposição genética, hoje já podem contar com técnicas de preservação da fertilidade.

O congelamento de embriões era, até pouco tempo atrás, a técnica mais indicada nestes casos. Atualmente, o congelamento de óvulos também é considerado uma técnica satisfatória, com resultados similares de gestação e com a vantagem de não precisar da participação de um parceiro no processo, o que é muito importante, pois a maioria destas mulheres é jovem e, muitas vezes, não têm companheiro.

Como estas técnicas ainda são novas, pouco se sabe sobre o que as mulheres que congelam seu material biológico fazem com ele anos depois. Em razão disto, recente estudo realizado na Holanda entrevistou 68 mulheres que congelaram óvulos no período de 2009 a 2012 por razões médicas ( quimioterapia ou cirurgia). A metade destas mulheres havia congelado seus óvulos antes de quimioterapia por câncer de mama, que é atualmente a neoplasia mais comum em mulheres em idade reprodutiva.
Após pelo menos dois anos de congelamento, os resultados mostraram que a maioria (71%) pretende usar seus óvulos congelados caso tenha dificuldade para engravidar espontaneamente; 28% ainda não decidiu o que fazer com seu material congelado e uma mulher optou por doar seu material para pesquisa.

Embora se saiba que muitas mulheres que fazem quimioterapia não ficam inférteis e conseguem engravidar de forma espontânea, a opção de guardar seus óvulos para o futuro é uma boa alternativa. Este estudo confirma isto, pois mostra que a maioria das pacientes entrevistadas pensa em utilizar seu material caso não consiga engravidar naturalmente.

Postado por Isabel de Almeida

Idade da primeira menstruação e fecundidade

17 de agosto de 2014 0

A primeira menstruação ( menarca) é um marco que define o início da ovulação e da fecundidade. O início precoce da menarca tem sido associado com problemas de saúde, como câncer de mama e doença cardiovascular. Também, tanto o início precoce como o tardio da primeira menstruação estão associados com uma taxa mais alta de abortamento e de gestação ectópica.

A influência da idade da menarca sobre a fecundidade não é bem estabelecida. Recente trabalho realizado na Dinamarca estudou mais de 70.000 gestantes e concluiu que mulheres que tiveram sua primeira menstruação antes dos 11 anos apresentaram os menores índices de subfecundidade, ou seja, levaram menos tempo para engravidar. Quanto mais tarde se deu a primeira menstruação, como aos 15 anos ou mais, maiores foram os riscos de subfecundidade ou infertilidade.

Maia estudos são necessários nesta área, mas as conclusōes deste trabalho mostram que quanto mais tardio for o início da primeira menstruação, maior será o risco de encontrar dificuldades para engravidar.

Postado por Isabel de Almeida

Teste de DNA fetal

10 de agosto de 2014 0

Durante o pré-natal, são oferecidos às gestantes de primeiro trimestre exames não invasivos para avaliar as desordens cromossômicas mais comuns, que são a trissomia do 21 ( Síndrome de Down ), trissomia do 13 ( Síndrome de Patau ) e do 18 ( Síndrome de Edwards ).

Até o momento, este rastreamento tem sido feito através da medida da translucência nucal e do osso nasal do bebê pela ultrassonografia, associada ou não à dosagem no sangue materno de dois marcadores, que são a proteína A e fração livre do HCG. A vantagem destes exames é que, por serem não invasivos, não apresentam nenhum risco à mãe ou ao bebê, mas apresentam uma margem de erro.

Já os exames invasivos,  como a amniocentese ou a biópsia de vilo corial, fornecem resultados conclusivos com relação à presença de desordens cromossômicas e também permitem fazer o diagnóstico de várias doenças gênicas familiares. Por outro lado, implicam em um risco de perda da gestação em 0,6% a 2% dos casos.

Recentemente, muitas gestantes têm perguntado acerca do teste de DNA fetal. Este exame consiste em identificar material genético do feto presente no sangue da mãe e , para isto, é necessária apenas uma coleta de sangue materno. A vantagem deste exame é que não apresenta nehum risco para o feto, mas a desvantagem é que apresenta limitações diagnósticas, pois até o momento ele só consegue identificar alterações nos cromossomas 21, 13, 18 e nos cromossomas sexuais (X e Y), não avaliando os demais e tampouco podendo identificar doenças  gênicas. O teste pode ser feito a partir de 10 semanas de gestação, mas quando é feito muito cedo a fração de DNA fetal pode ser muito baixa e o resultado ser inconclusivo.

Até o presente momento, o Congresso Americano de Obstetrícia e Ginecologia validou o teste de DNA fetal para grávidas com mais de 35 anos, para aquelas com testes de rastreamento fetal alterados, ecografia obstétrica com alterações, para mulheres com gestações anteriores com desordens cromossômicas ou quando um dos pais é portador de alguma alteração cromossômica já conhecida. Embora este teste pareça ser bastante promissor como screening para síndrome de Down e outras trissomias, mais estudos são necessários em população de baixo risco. Também  uma redução no custo deste exame é importante para que ele possa ser incorporado na rotina obstétrica. É importante conversar com obstetra para avaliar as vantagens e os benefícios deste novo exame, individualizando cada caso.

Postado por Isabel de Almeida

Doença celíaca e reprodução

03 de agosto de 2014 0

A doença celíaca (DC) é uma desordem autoimune causada por uma resposta imunológica anormal a dietas que contêm proteínas do trigo, cevada e centeio, em indivíduos geneticamente suscetíveis.

A DC ocorre em adultos e crianças em aproximadamente 1% da população, mas somente 20 a 50% dos indivíduos afetados relatam sintomas. Os sintomas clássicos incluem diarreia crônica, distensão abdominal, fadiga, náuseas, vômitos e anemia. Entretanto, muitas vezes os sintomas gastrointestinais não são tão evidentes e podem levar tempo para serem reconhecidos. Além disto, muitas vezes os sintomas são atípicos e podem estar associados a menopausa precoce, infertilidade e abortamento de repetição.

Assim, embora sejam necessárias mais pesquisas para melhor estabelecer a relação entre DC e problemas reprodutivos, mais atenção tem sido dada à investigação de doença celíaca em mulheres com infertilidade sem causa aparente, abortamentos de repetição ou gestações com restrição de crescimento. Uma vez feito o diagnóstico, a instituição de uma dieta sem glúten pode melhorar as condições gerais de saúde e também a saúde reprodutiva destas mulheres.

Postado por Isabel de Almeida