Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros
Capa ZH ZH Blogs Assine agora

Posts de outubro 2014

Congelamento de óvulos

26 de outubro de 2014 0

Recentemente foi publicado que duas empresas americanas, Apple e Facebook,  vão pagar até 20.0000 dólares a suas funcionárias que quiserem realizar congelamento de óvulos. Segundo dados americanos, 70% dos funcionários destas empresas são homens. Com a oportunização de congelamento de óvulos, estas empresas esperam que mais mulherees invistam nas carreiras e possam engravidar mais tarde, pois terão congelado seus óvulos quando ainda jovens.

Esta decisão tem gerado polêmica , uma vez que alguns colocam que isto é uma proposta antiética, pois confere ao empregador poder sobre seus funcionários, enquanto outros veem esta medida como uma boa opção para mulheres que não pretendem engravidar cedo por motivos profissionais.

Abstraindo estas questões, do ponto de vista médico, duas questões devem ser colocadas:

1.  independente de a empresa pagar ou não estes procedimentos, a discussão é importante, pois traz um alerta para as mulheres. Existe um declínio da fertilidade inevitável ao longo dos anos e, muitas vezes, a postergação da maternidade, por razões de trabalho, falta de parceiro ou outra causa, poderá trazer  dificuldades para gestar;

2. congelar óvulos antes dos 35 anos é uma boa aletrnativa, mas é preciso ter presente que não é uma garantia absoluta de gestação no futuro. Uma mulher pode guardar seus óvulos e, quando for descongelá los para gestar, utilizando técnicas de reprodução assistida, pode utilizá-los todos e , mesmo assim, não obter gestações.

O importante é avaliar, de forma individual, as vantagens e as desvantagens da postergação da maternidade. Buscar orientação médica especializada acerca deste assunto ajudará a tomar decisões que deixarão a mulher mais tranquila com relação ao seu futuro reprodutivo.

Postado por Isabel de Almeida

Abortamento de repetição

12 de outubro de 2014 0

Abortamento de repetição é definido como duas ou mais perdas antes de 20 semanas de gestação e é uma causa de grande sofrimento e stress para os casais.

Em contraste com o abortamento esporádico, que geralmente está associado a malformações ou anormalidades cromossômicas, os abortamentos de repetição ainda não são completamente entendidos. Mesmo após extensa investigação, que avalia causas anatômicas, genéticas, hormonais, síndrome antifosfolipídeos e estilo de vida, em  mais de 50% dos casos não se consegue estabelecer uma causa para estas perdas gestacionais.

Sabe-se que o sistema imnológico materno desempenha um importante papel, impedindo que o organismo materno rejeite o feto. Por isto, muitos estudos envolvendo células de defesa maternas, células NK (natural killer) e interleucinas têm demonstrado sua influência sobre as perdas gestacionais. A partir disto, muitas terapias como uso de aspirina, de vacinas com leucócitos do esposo, de progesterona, de corticoide e de imunoglobulina endovenosa têm sido propostas.

Entretanto, o mecanismo exato de funcionamneto destas terapias ainda não está bem estabelecido e, até o presente momento, não existem evidências científicas que atestem os seus benefícios na prevenção de novos abortos e, principalmente, sua segurança para a mãe e o feto. É preciso cuidado, pois alguns destes tratamentos podem alterar o sistema imune do feto e não se sabe se, no futuro, não poderão provocar alergias, doenças cardiovasculares ou neurológicas.

Embora o objetivo dos tratamentos seja ajudar casais que, muitas vezes, estão desesperados em função de vários abortamentos, não podemos esquecer que somente terapias com comprovação científica devem ser administradas,  a fim de não causar falsas expectativas em casais que já estão passando por experiências traumáticas de perda.

Postado por Isabel de Almeida

Infertilidade sem causa aparente

05 de outubro de 2014 0

Na população em geral, o esperado é que 84% das mulheres engravidem em até um ano de tentativa, mantendo relações sexuais regulares, sem o uso de qualquer método anticoncepcional. Quando após este período, a gestação não acontece, definimos que este casal pode ter infertilidade e está indicada a investigação.

As principais causas de infertilidade estão relacionadas a fatores tuboperitoneais ( obstruções e alterações nas tubas e endometriose ), fatores masculinos ( alterações no número e na qualidade dos espermatozoides ), fatores hormonais e mistos. O termo infertilidade sem causa aparente refere-se aos casos onde, após investigação, não se conseguiu estabelecer uma causa definida. Isto costuma ocorrer em 22-28% dos casos.

As chances de um casal com diagnóstico de infertilidade sem causa aparente engravidar espontaneamnete são maiores do que as chances daqueles que têm causas bem definidas de infertilidade. As chances de gestação espontânea nestes casos estão associadas diretamente à idade da mulher, bem como ao fato de ter tido gestações anteriores ou não e ao tempo que está tentando gestar. Desta forma, a decisão de tratar um casal com este diagnóstico tem de levar em conta estas variáveis.

O tratamento da infertilidade sem causa aparente pode ir desde a conduta expectante, inseminação artificial com o uso de medicamentos para estimulação dos ovários e fertilização “in vitro”. A escolha da melhor opção levará em conta os riscos de gestação múltipla, os custos , bem como as taxas de sucesso e dependem de cada caso , devendo ser decidido mediante acompanhamento com equipe especializada em reprodução.

Postado por Isabel de Almeida