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Posts de maio 2015

Pesticidas e infertilidade

31 de maio de 2015 0

A infertilidade afeta em torno de 15% dos casais e o fator masculino contribui com aproximadamente 40% dos casos.

Na década de 70, um número grande de casos de infertilidade foi observado em uma fábrica americana de pesticidas e os efeitos observados, incluindo baixa contagem ou mesmo ausência de espermatozoides, estavam relacionados à exposição a compostos químicos usados na fabricação de pesticidas.

Sabe-se que o consumo de frutas e vegetais é a maior fonte não ocupacional de exposição a pesticidas. Com base nisto, recente trabalho científico realizado nos Estados Unidos analisou amostras de sêmen de 155 homens que estavam em acompanhamento em um Centro de Fertilidade. Após, estes dados foram correlacionados com a dieta e com o nível residual de pesticidas nos alimentos, de acordo com dados do Departamento de Agricultura dos EUA.

Os resultados mostraram que altos níveis de pesticidas em frutas e vegetais estão associados com taxas menores de espermatozoides, assim como com menores volumes de ejaculado e com maior índice de espermatozoides com morfologia alterada. Por outro lado, a ingesta de alimentos com baixo índice residual de pesticidas está associada com espermatozoides com morfologia normal.

Postado por Isabel de Almeida

Infertilidade masculina

17 de maio de 2015 0

Aproximadamente 15% dos casais  não conseguem engravidar após um ano de tentativa e  recebem a orientação de investigar infertilidade. Durante muito tempo, os exames eram solicitados somente para as mulheres, mas hoje já se sabe que os fatores masculinos contribuem para 40% das causas de infertilidade.

Os espermatozoides têm a vantagem de serem renovados a cada três meses, mas são células móveis, com metabolismo ativo e muito sensíveis ao ambiente, à presença de metais pesados e aos poluentes ambientais, como as dioxinas. Também o ambiente interno, como o fumo e a obesidade, desempenham um papel importante na produção dos espermatozoides.

Recente estudo americano publicado em revista científica estudou amostras de sêmen de 456 homens que estavam, juntamente com suas esposas, investigando infertilidade. Os resultados mostraram que os homens que apresentavam pressão alta, trabalhavam com atividades que requeriam muito esforço físico e usavam várias medicações ( para tratar hipertensão, problemas de colesterol, diabetes, etc ) apresentavam sêmen com qualidade inferior aos demais.

Estes fatores, que podem ser alterados com algumas mudanças no estilo de vida, podem ser revertidos e melhorar a condição de fertilidade masculina. É importante que sejam avaliados nos  homens que estão investigando infertilidade e apresentam sêmen com alterações.

Postado por Isabel de Almeida

Fertilidade e longevidade

10 de maio de 2015 0

Recente publicação em revista científica mostrou que mulheres que têm seu último filho após os 33 anos vivem mais do que as que têm seu último filho até a idade de 29 anos.

Embora os autores deste trabalho tenham colocado que estes dados não devem influenciar as mulheres a terem filhos mais tarde com o objetivo de aumentar a sua expectativa de vida, alguns jornais foram rápidos ao declarar que havia boas notícias para as mulheres que querem engravidar em idade mais avançada, colocando que ” as mulheres hoje recebem muita pressão para estabelecerem suas carreiras antes de se tornarem mães. Esta pesquisa retirou a pressão das mulheres para que elas tenham seus filhos somente quando estiverem prontas, com o benefício adicional de poderem viver mais…”

É preciso ter cuidado ao ler estas notícias, uma vez que já está bem estabelecido que a fertilidade natural diminui ao longo os anos. Somente uma parcela muito pequena de mulheres consegue engravidar e ganhar um bebê saudável após os 45 anos e, usualmente, estas mulheres são muito férteis e já têm famílias grandes.

Desta forma, o quanto a genética e os hábitos de vida influem na fertilidade e na longevidade ainda estão por serem completamente definidos. Por enquanto, ainda é preciso ter presente que a postergação da maternidade pode colocar a mulher frente ao problema da infertilidade e que a gestação em idade avançada aumenta o risco de complicações maternas e fetais, como hipertensão, diabete, prematuridade, entre outros.

Postado por Isabel de Almeida

Gestação tardia

03 de maio de 2015 0

As mulheres hoje estão postergando a idade da primeira gestação e uma das principais causas é o tempo necessário para atingir os objetivos de formação e êxito profissional.

Biologicamente falando, as mulheres são mais férteis até os 30 anos, um período em que muitas ainda não estão preparadas para iniciar uma família. Do ponto de vista profissional, estas mulheres estarão mais preparadas entre os 35-45 anos, mas estes anos representam o declínio natural da fertilidade.

Este descompasso entre o melhor momento para ser mãe e a idade biológica é um dilema difícil de resolver, mas é necessário que as mulheres jovens sejam informadas não somente dos assuntos relacionados à anticoncepção, mas também dos riscos da maternidade tardia. Só assim poderão fazer escolhas adequadas e compreender que a postergação da maternidade pode ser a melhor opção em um determinado momento da vida, mas traz consigo um risco de não conseguir engravidar ou de ter de recorrer a técnicas de reprodução assistida no futuro.

Postado por Isabel de Almeida