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Posts de setembro 2015

Novas recomendações do CFM para reprodução assistida

28 de setembro de 2015 0

Em 2013, o Conselho Federal de Medicina (CFM) estabeleceu recomendações para a realização de procedimentos em reprodução assistida.

Neste mês de setembro de 2015, estas recomendações foram revisadas e houve algumas modificações. Seguem abaixo os principais itens que foram alterados:

1. a idade mínima para procedimentos em reprodução assistida, que era de 50 anos para a mulher, não existe mais. Após os 50 anos, é possível realizar procedimentos, desde que o médico e a paciente assumam os riscos em termos de consentimento livre e esclarecido.

2. Esclarece que a doação de óvulos deverá ser feita com base no compartilhamento. Isto significa que uma mulher só será doadora de óvulos se ela também precisar de fertilização “in vitro” para engravidar. Neste caso, ela doará parte de seus óvulos, anonimamente, para uma mulher que não os produz mais e receberá, em troca, parte do custeio de seu tratamento.

3. A gestação compartilhada entre casais homoafetivos femininos pode ser realizada, ou seja, o óvulo fertilizado de uma mulher poderá ser implantado no útero de sua companheira.

4. Outros itens não sofreram alterações: a idade máxima para doação de espermatozoides continua sendo 50 anos e para doar óvulos segue sendo até 35 anos. Manteve o prazo de 5 anos para o congelamento dos embriões antes do descarte e esclarece que a utilização dos embriões em pesquisas de células-tronco não é obrigatória.

Estas alterações mostram que o Conselho Federal de Medicina está atento e receptivo aos debates e às mudanças culturais da sociedade, mantendo aberto o diálogo com os profissionais médicos que trabalham com reprodução assistida.

Postado por Isabel de Almeida

Reserva ovariana

20 de setembro de 2015 0

Considerando que a preservação da fertilidade está relacionada a vários aspectos da saúde feminina, seria ótimo se houvesse um exame que mostrasse quantos oócitos a mulher apresenta em qualquer momento de sua vida reprodutiva.

Ao longo dos anos, muitos exames com este objetivo surgiram, como a dosagem de FSH no início do ciclo menstrual, a contagem de folículos antrais pela ultrassonografia, a dosagem de inibina B e, mais recentemente, a dosagem de hormônio anti-mülleriano.

O hormônio anti-mülleriano é produzido pelas células da granulosa do ovário e está relacionado ao número de folículos presente nos ovários, declinando com a idade da mulher. Entretanto, nenhum destes exames consegue predizer com quantos anos a mulher entrará na menopausa e, tampouco, consegue definir por quantos anos ainda é possível postergar com segurança a gestação.

Resumindo, ainda não temos um exame que consiga definir a perspectiva de fertilidade da mulher. Enquanto isto, seguem as mesmas recomendações de prevenir a infertilidade com hábitos de vida e ter presente que a reserva ovariana diminui com a idade e isto ainda não conseguimos alterar.

Postado por Isabel de Almeida

Infertilidade - um problema global

13 de setembro de 2015 0

A infertilidade, definida como ausência de gestação após 12 meses de tentativa, é hoje um problema de proporções globais. Estima-se que a infertilidade atinja 12% dos casais em idade reprodutiva. Entretanto, em algumas regiões como sul da Ásia, leste europeu e África, as taxas de infertilidade podem chegar a 30%.

As técnicas de reprodução assistida, que agora em 2015 estão fazendo 37 anos, têm ajudado a resolver problemas de infertilidade, tanto femininos quanto masculinos. Entretanto, o acesso a estas tecnologias ainda não está disponível a todas as populações do globo.

Desta forma, o desenvolvimento de técnicas de baixo custo, mais acessíveis a populações com menores recursos econômicos, tem-se colocado como uma alternativa, utilizando técnicas mais simplificadas de cultivo embrionário e de estimulação ovariana.

Paralelamente, cabe também aos médicos em geral alertar seus pacientes jovens sobre medidas preventivas da infertilidade no futuro, como:
– detecção e tratamento de infecções sexualmente transmissíveis, como gonorreia e Clamídia,
– prevenção e tratamento do sobrepeso, da obesidade e da síndrome dos ovários policísticos,
– campanhas contra o fumo, alertando sobre sua relação com infertilidade,
– orientações aos trabalhadores que manipulam produtos tóxicos como pesticidas e outros agentes químicos.

Postado por Isabel de Almeida

Metformina e reprodução assistida

06 de setembro de 2015 0

A metformina é uma medicação que reduz os níveis de insulina e é bastante utilizada no tratamento de mulheres inférteis com síndrome dos ovários policísticos (SOP).

Recente revisão de trabalhos publicados avaliou os benefícios do uso da metformina em mulheres com SOP que irão realizar fertilização in vitro. Os resultados mostraram que as pacientes que usaram metformina antes e durante os ciclos de fertilização in vitro tiveram uma maior taxa de gestação e um risco menor de complicações como a síndrome do hiperestímulo ovariano.

Estes dados reafirmam os benefícios do uso da metformina para pacientes inférteis com ovários policísticos.

Postado por Isabel de Almeida