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Posts de novembro 2015

Zica vírus

29 de novembro de 2015 0

Esta semana foi divulgado que o Brasil já soma 739 casos notificados de bebês nascidos com microcefalia, malformação congênita grave onde a cabeça do recém-nascido é menor do que o normal. Isto significa que o cérebro não se desenvolveu adequadamente, trazendo complicações graves no desenvolvimento neurológico destas crianças. Vários fatores podem determinar esta malformação, mas os dados apontam que há muita chance de o Zica vírus ser o causador.

O Zica vírus é um membro da família dos flavovírus, que também inclui a dengue e a febre amarela. Seu nome se deve ao fato de ter sido identificado pela primeira vez em 1947 no sangue de um macaco que habitava a Floresta de Zica, em Uganda, na África. O Zica vírus é transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, o mesmo da dengue. Os principais sinais e sintomas de infecção pelo Zica vírus são manchas vermelhas na pele, febre, dores nas articulações e no corpo, dores de cabeça e conjuntivite. A infecção pelo Zica vírus pode ser confundida com a dengue.

No Brasil, os estados com maior número de casos de microcefalia em recém-nascidos estão no Nordeste, com Pernambuco em primeiro lugar, mas existe o risco de surgimento de casos novos em todo o Brasil, inclusive aqui no Sul, onde já existe o mosquito e no verão a situação piora.

O controle destas doenças só ocorre com o extermínio do mosquito Aedes aegypti, que prolifera em áreas onde existe água parada. Por isto, toda a população terá de se empenhar nesta tarefa, mantendo os locais higienizados, sem acúmulo de água, e permitindo que os agentes de Vigilância Sanitária tenham acesso aos locais para inspeção. Às gestantes, a orientação é de que evitem viajar para as áreas de maior risco e que protejam-se da exposição ao mosquito usando roupas de proteção e repelentes para insetos.

Postado por Isabel de Almeida

25 de Novembro

22 de novembro de 2015 0

No mundo todo, uma em cada três mulheres já foi ou está sendo vítima de violência.

O próximo dia 25 é o Dia Internacional da Não Violência Contra a Mulher. Esta data foi escolhida pela ONU em homenagem às irmãs Mirabal, sequestradas, torturadas e assassinadas neste dia, no ano de 1960, na República Dominicana, por lutarem contra a ditadura em seu país.

O problema da violência contra a mulher, quer seja física, psíquica, sexual, política ou no trabalho, ocorre em todo o mundo, em graus variáveis. A saúde reprodutiva e sexual das mulheres é claramente afetada pela violência de gênero. Estudos mostram que as mulheres que são agredidas pelo parceiro têm mais probabilidades de apresentarem problemas ginecológicos do que aquelas que não sofrem este tipo de abuso. Estes problemas incluem dor pélvica crônica, sangramento ou corrimento vaginal, infecção vaginal, dismenorreia, doença inflamatória pélvica, dor na relação sexual, infecção urinária e infertilidade.

A gravidez precoce, muitas vezes conseqüência de relacionamentos forçados, pode levar a uma série de problemas de saúde que incluem os efeitos do aborto praticado sob condições de risco. As meninas com menos de 15 anos têm cinco vezes mais probabilidade de morrerem de complicação do parto do que as mulheres maiores de vinte anos.

A violência limita a autonomia sexual e reprodutiva da mulher. As mulheres que sofrem de violência sexual têm muito mais probabilidade de usar métodos anticoncepcionais clandestinamente, de interromper a anticoncepção por imposição do parceiro e de conviverem com um parceiro que se recusa a usar preservativos para prevenção de doenças.

Além disso, dependendo da cultura, as mulheres inférteis podem ser vítimas de discriminação, abandono pelos maridos ou de serem trocadas por outras esposas. Mudar o comportamento e as atitudes das pessoas em relação à violência exige um compromisso de longo prazo, mas somente expondo o problema e criando condições para que pessoas vulneráveis e marginalizadas recebam o apoio necessário ajudarão a quebrar o ciclo da violência e a promover os direitos das mulheres.

Postado por Isabel de Almeida

Prematuridade

15 de novembro de 2015 0

Desde 2009, no dia 17 de novembro é celebrado o Dia Internacional da Sensibilização para a Prematuridade. Esta data vem sendo seguida em mais de 50 países e tem por objetivo lembrar a sociedade sobre a questão da prematuridade e pensar estratégias para reduzir o número de nascimentos prematuros.

A gravidez completa dura entre 37 e 42 semanas. Considera-se um bebê prematuro aquele que nasce antes de completar 37 semanas de gestação. Estima-se que 10% das gestações terminem antes do previsto. No Brasil, cerca de 12% dos nascimentos são prematuros e esta constitui-se na principal causa de mortalidade no primeiro mês de vida. As gestações múltiplas, a pré-eclâmpsia, a diabete, as infecções durante a gestação, bem como mães com idade avançada ou muitos jovens, são os principais fatores de risco para a prematuridade. O pré-natal é muito importante para identificar os riscos o mais cedo possível e tentar prevenir a prematuridade, mas, mesmo assim, muitas vezes o nascimento prematuro é inevitável. Nestes casos, preparar o nascimento para que ele ocorra em hospitais qualificados, com boa equipe de apoio, é fundamental.

Durante a internação, os bebês prematuros ficam em Unidades de Tratamento Intensivo, recebendo cuidados que os mantenham com níveis adequados de oxigenação, nutrição e temperatura corporal, até que tenham condições de desempenhar estas funções de maneira independente. O tempo de internação é muito variável e depende de muitos fatores, como peso ao nescimento, maturidade do pulmão e outros órgãos, presença de infecções, entre outros fatores.

Quando estes bebês recebem alta, é muito importante que sigam sendo acompanhados pelo pediatra, para avaliar o seu desenvolvimento físico e neurológico.

Postado por Isabel de Almeida

Cólicas menstruais

08 de novembro de 2015 0

A dismenorreia é definida como cólicas dolorosas no período menstrual e é a queixa ginecológica mais comum entre mulheres jovens. A dismenorreia pode ser primária, que é aquela que ocorre logo no início das menstruações, ainda na adolescência, ou secundária, a qual está relacionada a várias condições, como endometriose, adenomiose, miomatose e doença inflamatória pélvica. O início da dismenorreia secundária pode se dar a qualquer tempo, usualmente mais de dois anos após o início das menstruações.

Dependendo da intensidade da dor e da sensibilidade de cada mulher, a dismenorreia pode ser incapacitante, interferindo com as atividades profissionais, com o humor e com o padrão de sono. Além disso, pesquisas recentes têm sugerido que a dor menstrual recorrente pode sensibilizar a paciente a dor, tornando-a mais frágil a qualquer estímulo doloroso e predispondo a outras doenças com dor crônica, como a fibromialgia.

Em função de todas estas repercussões sobre a saúde feminina, a dismenorreia não deve ser banalizada, devendo ser relatada durante a consulta ginecológica para que possa ser adequadamente tratada.

Postado por Isabel de Almeida

Obesidade e reprodução

02 de novembro de 2015 0

Obesidade é o excesso de gordura corporal e está intimamente relacionada à resistência à insulina. Nos últimos 20 anos, a obesidade transformou-se em um problema de saúde pública em muitos países. Nos Estados Unidos, aproximadamente 2/3 das mulheres e 3/4 dos homens têm sobrepeso ou obesidade. Além disso, aproximadamente metade das mulheres em idade reprodutiva encontra-se acima do peso.

A obesidade aumenta o risco de hipertensão, diabete, doença cardiovascular, apneia do sono, osteoartrite e alguns tipos de câncer. Do ponto de vista reprodutivo, a obesidade pode levar à infertilidade e a complicações durante a gravidez.

Nas mulheres, a obesidade está associada a disfunções ovulatórias, resposta diminuída aos medicamentos indutores da ovulação, alterações no endométrio e menores taxas de gestação. Em homens, pode alterar a contagem e a qualidade dos espermatozoides.

A modificação do estilo de vida, com dieta e atividade física, deve ser a primeira medida para tratar a obesidade, seguida do uso de medicamentos para auxiliar na redução do peso em alguns casos. As mulheres que forem submetidas à cirurgia bariátrica (cirurgia para obesidade) devem adiar a gestação por um ano após a cirurgia para evitar a exposição do feto às deficiências nutricionais que se estabelecem após a perda rápida do peso.

Concluindo, casais onde um ou ambos são obesos devem procurar reduzir seu peso antes de engravidar, como forma de prevenir a infertilidade e as complicaçoes materno-fetais. Entretanto, os benefícios de postergar a gestação para perder peso devem ser muito bem avaliados em casais com idade avançada, uma vez que neste caso o risco de infertilidade por idade também é alto.

Postado por Isabel de Almeida