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Posts de janeiro 2016

Câncer e fertilidade

31 de janeiro de 2016 0

Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), em 2016 haverá mais de 400.000 casos novos de câncer no Brasil. Nas mulheres, o tumor que aparece em primeiro lugar é o de mama. Quando este tipo de tumor atinge mulheres jovens, em idade reprodutiva, é possível que os tratamentos de quimioterapia possam levar à infertilidade.

Oportunizar às pacientes jovens a possibilidade de gerarem seus filhos no futuro tem sido um dos objetivos dos tratamentos oncológicos, uma vez que os pacientes que se curam de câncer mas ficam inférteis passam por grande sofrimento psíquico.

Nos homens, a preservação da fertilidade usualmente se dá por congelamento de amostras de sêmen, que é um procedimento simples e já bem estabelecido há várias décadas. Entretanto, nas mulheres os procedimentos de preservação da fertilidade são um pouco mais complexos, e envolvem uso de medicações para estimular a ovulação e técnicas de congelamento de óvulos, tecido ovariano e embriões.

Sabemos que os procedimentos para preservação da fertilidade não são uma garantia absoluta de que estes pacientes serão pais e mães no futuro, mas oferecem uma grande esperança de gestação para os pacientes jovens com câncer e por isto devem ser discutidos com os mesmos antes do início dos tratamentos.

Postado por Isabel de Almeida

A reprodução assistida na atualidade

09 de janeiro de 2016 0

Em 1978, quando nasceu o primeiro bebê de fertilização ” in vitro “, uma nova era foi inaugurada. Ao longo destes 38 anos, a reprodução assistida fez inúmeros avanços, possibilitando que casais inférteis pelas mais diversas causas, como obstrução tubária, endometriose, baixa contagem de espermatozoides, entre outras, tivessem a possibilidade de gerar filhos.

Entretanto, hoje vemos que os serviços de reprodução assistida atendem não somente casais inférteis, mas também outras situações como:

– mulheres que desejam postergar a maternidade e desejam congelar seus óvulos para que possam engravidar no futuro, quando sua reserva ovariana estiver diminuída ou ausente;

– pacientes jovens com câncer que apresentam risco de ficarem inférteis após os tratamentos com quimioterapia ou radioterapia podem congelar sêmen, óvulos ou embriões para que possam engravidar anos após;

- os avanços na genética têm permitido a identificação de inúmeras mutações gênicas, responsáveis por doenças graves, existindo a possibilidade destas alterações serem identificadas ainda na fase de embrião, antes de serem transferidos para o útero.

Desta forma, vemos que hoje a medicina reprodutiva presta aconselhamento e tratamento para uma parcela cada vez maior da população, não necessariamente infértil, possibilitando que mais pessoas possam ser mães e pais com segurança.

Postado por Isabel de Almeida