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Posts de fevereiro 2016

Doação de óvulos

21 de fevereiro de 2016 0

Sabemos que a reserva ovariana diminui com a idade, mas outros fatores, como o fumo, as doenças crônicas ou a genética também podem influir na falência ovariana. Assim, descartar a possibilidade de gestação com base somente na idade da mulher pode ser precipitado, pois, mesmo com taxas menores, ocorrem gestações espontâneas ou através da reprodução assistida em mulheres acima de 40 anos.

Entretanto, nos casos onde, após avaliação médica, os exames são desfavoráveis ou as tentativas de gestação não obtiveram êxito, podemos propor a ovodoação. Esta técnica consiste em fertilizar óvulos de mulheres com idade inferior a 35 anos e transferi-los para mulheres que apresentam falência ovariana, ou seja, não estão mais produzindo óvulos. Neste tipo de tratamento, óvulos de uma mulher doadora são fertilizados com o sêmen do marido da paciente (receptora), e os embriões formados são transferidos para o útero da receptora. Os óvulos da doadora são estimulados e recuperados utilizando técnicas de fertilização “in vitro”. No Brasil, a ovodoação é compartilhada, ou seja, a doadora também necessita realizar fertilização “in vitro”, geralmente por fator masculino ou tubário, e doará metade dos seus óvulos para uma receptora. Este processo de doação é anônimo, não havendo conhecimento entre os casais.

As doadoras são selecionadas pelas clínicas de reprodução assistida e apresentarão idade inferior a 35 anos, semelhança física com a receptora, como cor de olhos e cabelos, cor de pele, estatura, bem como similaridade de tipo sanguíneo. A ovodoação é um processo seguro para ambas as partes envolvidas e exige exames criteriosos para afastar doenças sexualmente transmissíveis e minimizar a incidência de doenças genéticas.

Esta situação ocorre mais frequentemente do que se divulga e muitas mulheres que engravidam com mais de 40 anos têm lançado mão desta tecnologia, uma vez que as taxas de gestação espontânea nesta faixa etária são mais baixas.

Postado por Isabel de Almeida

Zika vírus

08 de fevereiro de 2016 0

O vírus Zika é um vírus silencioso, com sintomas semelhantes aos de uma gripe no adulto, mas aparentemente capaz de causar microcefalia nos fetos – uma malformação grave, responsável por muitas sequelas no desenvolvimento neurológico.

Estes casos de microcefalia iniciaram aqui no Brasil e já são mais de 3000 casos suspeitos, a grande maioria no Nordeste do país. Embora a correlação entre o Zika vírus e a microcefalia ainda não tenha sido cientificamente comprovada, a forte suspeita levou a Organização Mundial de Saúde a declarar o vírus Zika uma emergência mundial, semelhante ao que aconteceu com o vírus Ebola há dois anos atrás.

A principal forma de transmissão é pela picada do mosquito Aedes aegypti. A transmissão sexual ainda não é confirmada e, até o momento, parece haver somente um caso. Embora este vírus já seja conhecido há muitos anos, tendo sido identificado pela primeira vez em 1947, somente agora ele aparece relacionado a uma epidemia. Segundo o dr. Robert Gallo, virólogo e um dos descobridores do vírus HIV, as razões para isto são várias, mas estão associadas ao potencial de mutação dos vírus e ao maior número de viagens que hoje são feitas, colocando pessoas em contato com áreas até então intocadas pelo homem e aumentando as chances de transporte rápido de vírus de um local para outro.

No momento, as pesquisas estão focadas em estudar o vírus Zika e seu comportamento, para que se possa desenvolver vacinas. Ao mesmo tempo, é necessário desenvolver soluções eficazes para evitar e eliminar o mosquito Aedes aegypti.

Postado por Isabel de Almeida